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Saúde

Covid-19: vacinação em massa na Maré, no Rio, ultrapassa 33 mil doses

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A campanha de vacinação em massa do Conjunto de Favelas da Maré contra a covid-19, na zona norte da capital Rio de Janeiro, aplicou 33.774 doses em moradores da comunidade entre a quinta-feira (29) e o meio-dia de hoje (1º). Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro.

Vacinação em massa na Maré supera as expectativas Vacinação em massa na Maré supera as expectativas

Vacinação em massa na Maré supera as expectativas – Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

O número superou a meta de antecipar a vacinação de 31 mil pessoas entre 18 e 34 anos. Houve ainda a aplicação de segunda dose e a imunização de pessoas fora dessa população jovem que ainda não tinham recebido a primeira dose.

O assessor de Relações Interinstitucionais e médico sanitarista da Fiocruz, Valcler Rangel, informou que amanhã (2) e na terça-feira (3) será feita uma busca ativa em moradores que ainda não receberam a primeira dose. Para ele, a campanha foi bem-sucedida porque teve grande adesão dos moradores. 

“A gente sabia que hoje seria um dia menos concorrido, até porque as pessoas acordam um pouco mais tarde, mas quando chegou perto do meio dia foi muita gente para se vacinar e a gente sabia que tinha superado a meta. Outra coisa importante é que o clima de mobilização foi muito positivo da população, dos voluntários que trabalharam, dos profissionais envolvidos”, disse em entrevista à Agência Brasil. 

Segundo Rangel, houve um consenso de que a ação teve importância para além da vacinação. “Muita gente declarando ‘poxa tem alguém preocupado com a gente aqui na favela’ que não é, e nem pode ser, só um lugar de batida policial. O clima foi muito favorável”

O sanitarista diz acreditar que a população se sentiu parte do processo. ”Toda a campanha foi discutida com as pessoas de lá. Os representantes das associações de moradores tiveram papel fundamental e participaram diretamente da vacinação. As associações funcionaram como postos de vacinação”.

Fiocruz

A vacinação em massa faz parte de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e da ONG Redes da Maré e vai ser mais que um levantamento da efetividade direta do imunizante na proteção contra o vírus. A pesquisa tem também como objetivos monitorar a ocorrência de eventos adversos, principalmente, os casos mais graves, observar a ocorrência de casos gerados por variantes, em especial a Delta, que tem sido motivo de preocupação das autoridades sanitárias; e como é a dinâmica da pandemia a partir da vacinação completa da população da região.

O estudo é um desdobramento de diversas ações de mobilização social que vêm sendo implementadas pela Fiocruz na comunidade desde junho do ano passado no projeto Conexão Saúde-De Olho na Covid. Esse projeto, que é referência no combate à pandemia em territórios de favelas e oferece gratuitamente serviços de testagem, telessaúde e apoio no isolamento domiciliar a pessoas com a doença, foi fundamental para o avanço da pesquisa entre os moradores da Maré.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Paes diz que 64,6% dos adultos do Rio receberam 2 doses da vacina anti-Covid

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Eduardo Paes
Reprodução/Twitter

Eduardo Paes



Durante uma transmissão pelas redes sociais no começo da noite desta terça-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse aos internautas que a cidade já atingiu 99,7% da população adulta (acima de 18 anos) imunizada com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 64,6% com a segunda dose. Quando considerado o público acima de 12 anos, que é o alvo da vacinação no município, os índices são de 95, 7% e 59%, respectivamente, segundo Paes.

“Para desespero de uma turma que veio hoje aqui na minha frente ficar protestando contra o passaporte e contra a vacina. Pelo jeito eles estão representando 0,3% da população e, graças a Deus, mesmo dando uma malhadinha, vão ter que se vacinar”, brincou o prefeito, ao se referir a um protesto mais cedo em frente à sede da prefeitura, na Cidade Nova.

Segundo Paes, o dado sobre a população completamente imunizada cria alguns gatilhos para liberação das atividades. O decreto com as novas regras publicado na última sexta-feira (17) condiciona a reabertura de boates e danceterias, com 50% de sua capacidade, à cobertura vacinal de 65% da população adulta do Rio com o esquema completo.


“A medida que você vai tendo mais pessoas imunizadas vai permitindo mais atividades na cidade. Isso vai criando alguns gatilhos para que as pessoas menos inteligentes, com menos neurônios, que são contra o passaporte da vacina, que são contra a vacina, que pensam que a terra é plana e, enfim, que tudo é uma grande conspiração comunista entendam que o nosso objetivo é justamente permitir que a cidade volte a sua vida normal, que a atividade econômica volte e as pessoas voltem a poder ter um mínimo de convívio”. 

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O prefeito confirmou também a decisão da prefeitura de manter a vacinação para os adolescentes e que, nesta quarta-feira (22) será a vez das meninas de 13 anos e na quinta-feira, os meninos de mesma idade. Também nesta semana haverá repescagem da primeira dose para os jovens de 16.

“Nós vamos continuar (a vacinar os adolescentes), aliás o ministro (do STF, Ricardo) Lewandowski tomou agora à noite a decisão de que compete aos municípios vacinar os adolescentes ou não e aqui no Rio nós vamos continuar vacinando, como já havíamos previsto”, disse.

Eduardo Paes disse que os índices de imunizados foram atingidos um mês antes do previsto inicialmente, em parte por conta da adoção do passaporte da vacina, que já está sendo exigido para frequentar locais públicos. Segundo ele, o índice de vacinados com primeira dose estava empacado em 95%, mas depois da medida subiu para perto de 100%. Ele estima que até novembro toda a população já vai estar vacinada.

Para ele, o mais importante é que o público que era mais resistentes à vacina, entendeu que a prefeitura não está ferindo direitos individuais, mas buscando uma forma de proteger as pessoas, o interesse coletivo e a saúde pública. Durante a conversa com o público, Paes esclareceu que a antecipação da segunda dose da vacina da Pfizer para pessoas acima de 50 anos atende o público que decidiu se vacinar após a adoção do chamado passaporte da vacina e, segundo ele, há 23 mil pessoas nessa situação.

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Paes confirmou que pensa encurtar o prazo também para o público abaixo de 50 anos, mas a medida ainda está sob avaliação. Aos que estão falsificando o comprovante da vacina, alertou que já existe uma lei, aprovada pela Câmara Municipal, prevendo multa de R$ 1 mil, além de enquadramento em outros crimes.

Respondendo a outros questionamentos do público, Paes admitiu carência de pessoal na rede pública de saúde. Disse que são 6 mil prossinais a menos em relação a 2016, quando deixou a prefeitura e admitiu que a solução disse demanda tempo. O prefeito prometeu ainda que em um ano e meio pretende zerar a fila de espera na fila do Sisreg.

“Vamos gastar mais de um bilhão de reais, mas vamos zerar essa fila. Isso é um absurdo. isso já era um problema no final do meu governo, tinham 70 mil, 80 mil pessoas, e deu uma agravada, claro, também em razão da pandemia, quando segurou-se as cirugias eletivas”, disse, prometendo zerar a fila até o primeiro semestre de 2023.

Fonte: IG SAÚDE

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