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Deputado Max Russi é eleito presidente da ALMT para o biênio 2021/2023

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Foto: Marcos Lopes

Com 20 votos sim, um não e dois brancos, o deputado estadual Max Russi (PSB), foi eleito e tomou posse como o novo presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2021/2023, em sessão legislativa na noite desta terça-feira (23), no plenário das deliberações Deputado Renê Barbour. 

A sessão de eleição e posse da nova Mesa Diretora foi presidida pelo deputado Sebastião Resende (PSC). A única ausência foi do deputado Valdir Barranco (PT), que está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de São Paulo, tratando de uma infecção causada pela covid-19.

Além de Max Russi na presidência, a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ficou formada pelos deputados  Dilmar Dal Bosco (DEM), na 1ª vice-presidência, Wilson Santos (PSDB), na 2ª vice-presidência, Eduardo Botelho (DEM), na 1ª secretaria, Janaina Riva (MDB), na 2ª secretaria, Delegado Claudinei Lopes (PSL), na 3ª secretaria e Allan Kardec (PDT), na 4ª secretaria.

Tão logo assumiu a cadeira, o presidente Max Russi (PSB), abriu a palavra para os demais pares. O primeiro a se pronunciar foi o deputado Eduardo Botelho (DEM), ex-presidente, agora na condição de primeiro-secretário da Casa de Leis. “Quero falar da minha alegria com a forma de como construímos essa mesa, com a confiança que vocês colocaram em minha pessoa. Isso é construído com confiança”, disse. 

“O que mais fiz na presidência foi dizer não para todos os deputados, mas era um não sério, honesto, sem enrolação. Nunca teve imposições nesta Casa depois que assumi a presidência”, reforçou o parlamentar.

Conforme Botelho, “tudo aqui construído com muito diálogo. Fizemos muitas mudanças e tenho certeza que doravante os rumos dessa Casa serão outros. Não estou saindo do campo de batalha, vou contribuir em outro setor”, declarou. “Nós mudamos a Assembleia, nunca se devolveu tanto dinheiro para o governo como nós fizemos”, completou.

O deputado Wilson Santos (PSDB), na condição de 2º vice-presidente, disse que a responsabilidade do deputado Max Russi aumenta com a eleição. “Que o senhor possa trabalhar no estilo colegiado, valorizando toda a mesa diretora que foi eleita nesta noite. Sete cabeças podem construir soluções mais democráticas e assertivas”, afirmou o parlamentar.

Segundo Wilson Santos, o ex-presidente, Eduardo Botelho, “deixa um legado importante nesta casa, um legado de transparência, quando fez o portal transparência funcionar de verdade. O Fiplan funciona pra valer na Assembleia. Também fomos a Casa de Leis que liderou, em nível nacional, a produção de matérias durante a pandemia no Brasil”.

A ex-vice-presidente da Assembleia, deputada Janaína Riva (MDB), agora na condição segunda secretária, agradeceu a confiança dos demais pares na eleição da nova mesa. “Obrigado pela confiança na nova mesa que tivemos que construir num prazo de 24 horas. Só nós sabemos o quanto isso é complexo, como é difícil chegar ao entendimento”.

Janaína Riva fez uma deferência direta ao ex-presidente, deputado Eduardo Botelho. “Realmente, com o Botelho, participei das decisões da Mesa Diretora, jamais fui preterida em qualquer assunto”, destacou.

O presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi, iniciou sua fala na tribuna falando da sua satisfação em presidir o Parlamento. “Confesso que hoje é um dia feliz da minha vida, não esperava ser presidente nesse biênio. Confesso que tinha esse sonho e as coisas aconteceram rapidamente. Com certeza foi a eleição mais fácil que já disputei. Foi uma eleição bastante tranquila”, observou.

“Há 30 anos cheguei em Jaciara, lá tive a oportunidade de construir a minha família, de começar a militar politicamente. Fui eleito prefeito, reeleito. Fiquei dois anos fora da política e fui candidato a deputado estadual, em 2014, ocasião que fui o 16º mais votado. Fui secretário de Cidades, chefe da Casa Civil. Disputei em 2018, fui o terceiro mais votado e fui para a mesa com o deputado Botelho, na condição de primeiro-secretário. Fizemos um trabalho de economia nesta casa de leis”, disse.

“Tenho a oportunidade de chegar à presidência e confesso que sou um homem abençoado. Faço aquilo que gosto, eu gosto de fazer política, a política que resolve. Quero agradecer a Deus pela oportunidade e fazer dois pedidos, um, que ele me dê sabedoria, que eu possa tomar as decisões para o bem do próximo, o segundo, que a gente possa ter o Barranco de volta com a gente”, destacou Max Russi.

Conforme o presidente da Assembleia, “o deputado Botelho sai da presidência de cabeça erguida, foi um grande presidente, ninguém ganha três eleições dessa forma, liderando com maestria, sem ter tido nada que desabonasse a sua passagem pela presidência. Vou me expirar muito em sua forma de gerir. Vai ser continuidade sem continuísmo. Fizemos muito e queremos fazer mais”, completou.

Fonte: ALMT

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Não é Covid, é dengue!

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Em meio à pandemia da Covid-19 que já matou mais de 5,6 mil pessoas em Mato Grosso, o equivalente à população inteira de alguns municípios como Cocalinho, Acorizal e Rio Branco, nós enfrentamos um outro inimigo mortal: a dengue. 

 O assunto me mobilizou, pessoalmente, porque tive uma pessoa próxima com sintomas que pareciam “reinfecção da Covid-19”. Estávamos bastante preocupados com o caso porque o quadro, embora semelhante à Covid, apresentava erupções na pele, falta de apetite e dor significativa nas articulações. Havia algo mais.

 “Doutor, parece que um fui atropelada por um trator”, disse a paciente. Felizmente conseguimos comprovar mediante exames que era dengue e, por ser jovem e receber rapidamente todas as orientações e cuidados, ela se recuperou bem. Diante do episódio, fui então atrás de números e descobri que o coronavírus não é o único que estava e está causando óbitos na população. 

 No mês de janeiro, dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde apontaram que Mato Grosso registrou aumento de 325% no número de mortes causadas pela dengue em 2020. Números colhidos até 2 de janeiro indicaram, por exemplo, que as mortes causadas pela doença no estado saltaram de 04, em 2019, para 17, em 2020.

 O risco da doença é classificado como alto no Estado, que em números absolutos totalizou 30.050 casos da doença no ano passado, contra 9.669 em 2019. Sinop, a capital do nortão, foi a cidade que mais registrou óbitos (04), algo além de 8 mil notificações. 

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 É importante esclarecer que a dengue, diferentemente da Covid, é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em “água parada”. Por isso é tão importante neste período de chuvas estarmos atentos ao nosso quintal e eliminar todo acúmulo de água, para evitarmos os focos de mosquitos e o surgimento de novos casos. Este é um exercício da prevenção.

De início, os sintomas se parecem mesmo com Covid: incidência de febre alta (39° a 40°c), dores de cabeça e atrás dos olhos, perda do paladar e apetite mas, aqui muita atenção, costumam surgir manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, além de náuseas, vômitos, extremo cansaço, dores nos ossos e articulações. Isto no dengue,

 Mesmo que ainda nos faltem dados para ter um diagnóstico preciso do coronavírus, que aliás, por se tratar de um vírus tem tido mutações e variações, podemos destacar algumas características, tais como: tosse (seca ou com catarro), dor de garganta acompanhada de febre (acima de 37,8ºc), coriza, dor no corpo e de cabeça com perda de olfato (anosmia) e paladar (ageusia). 

Além desses sinais e sintomas, é comum a pacientes da Covid apresentarem falta de ar, dificuldade para respirar, febre que não diminui mesmo com o uso de medicamentos antitérmicos, pressão no peito e, em gestantes, principalmente, queda de pressão arterial. De todo modo, a orientação é procurar um médico para fazer os exames para a confirmação. 

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 Para além da similaridade entre os sintomas e a gravidade das duas doenças, é válido refletir sobre a importância do comprometimento social na prevenção e no tratamento. Pode parecer simples, mas, por que a dificuldade em usar máscara, manter distanciamento social (não aglomerar) e fazer a higiene adequada das mãos? Por que não manter nossas casas e quintais limpos e livres de água parada? Afinal, são procedimentos tão simples. 

 Como médico, meu maior mister é “salvar vidas”. Já na condição de deputado, tenho o dever de contribuir com o fortalecimento da saúde pública por meio de aprovação de leis e maiores investimentos públicos focados em Saúde. Mas, diante do que se nos apresentou entre 2020 e 2021, um dos meus maiores desafios tem sido despertar (ou mesmo resgatar) a cidadania da população deste nosso imenso Estado de Mato Grosso.

Quando digo isso, penso em uma cidadania saudável, altruísta e comprometida com o bem-estar de todos, no coletivo.  Porque não adianta vestir verde e amarelo, sair por aí dizendo que é patriota, e depois fazer escolhas erradas que põem em risco a própria vida e a vida dos outros.

 Porque quanto mais pessoas doentes, mais geramos gastos para o nosso atual Sistema de Saúde, já estrangulado e quase colapsando. Vamos pensar nisso e nos cuidar, cuidar da nossa casa e de quem amamos. Quem ama cuida, protege e previne. Que neste momento de pandemia, possamos dar exemplo como verdadeiros cidadãos brasileiros.

*Deputado estadual Dr. Gimenez

Fonte: ALMT

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