Educação

Dia da Educação Infantil: cuidar, educar e desenvolver

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Nesta etapa da educação, a criança está descobrindo o mundo. É na brincadeira, na convivência, na escuta de histórias, nas relações com outras crianças e adultos e nas diferentes experiências do cotidiano que ela começa a construir conhecimentos e desenvolver habilidades. É também nesse período que a educação tem papel fundamental no desenvolvimento integral. 

Celebrado em 25 de agosto, o Dia Nacional da Educação Infantil é uma oportunidade para olhar para essa etapa da educação básica, que atende crianças desde o nascimento até seis anos de idade.  
A etapa é organizada em duas subetapas: creche, para crianças de até três anos, e pré-escola, destinada às crianças de quatro a seis anos. A educação infantil possui características e objetivos próprios e considera as especificidades da infância. 

Hoje, cerca de 18 milhões de crianças na primeira infância residem no Brasil. Na faixa etária de zero a três anos, correspondente à creche, 41,2% frequentam essa subetapa, sendo que aproximadamente sete em cada dez estão matriculadas na rede pública. Entre as crianças de quatro a seis anos, faixa correspondente à pré-escola, 94,6% frequentam essa subetapa e cerca de oito em cada dez estão na rede pública. 

Os dados também mostram que a população infantil está distribuída de forma desigual pelo território brasileiro. O Sudeste concentra a maior população de crianças nessa faixa etária, enquanto o Norte reúne a menor população. Essas desigualdades permitem dimensionar a diversidade de contextos em que as políticas de educação infantil são implementadas. 

A taxa de matrícula nessa etapa de ensino apresentou crescimento nos últimos anos, acompanhado de mudanças na formação dos profissionais que atuam na educação infantil. Ao mesmo tempo, permanecem desafios relacionados à equidade, especialmente para que crianças de diferentes territórios e condições sociais tenham acesso a oportunidades educacionais com condições adequadas de qualidade. 

São direitos de aprendizagem e desenvolvimento na educação infantil: conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. Garantir esses direitos envolve não apenas assegurar uma vaga, mas também considerar os espaços, os materiais, as práticas pedagógicas e as condições de trabalho dos profissionais que estão diariamente com as crianças. 

Conhecer para planejar – Uma das frentes relacionadas ao planejamento da educação infantil é a produção de informações sobre a oferta e a demanda por vagas. Em 2026, o MEC realizou a terceira edição do Levantamento Nacional – Retrato da Educação Infantil no Brasil, iniciativa que reúne informações dos municípios e do Distrito Federal sobre a demanda manifesta por vagas em creches e pré-escolas. 

O levantamento busca contribuir para a construção de um retrato nacional da situação da educação infantil. Os dados permitem constatar diferentes realidades das redes de ensino e devem subsidiar o planejamento de políticas públicas voltadas à etapa. 

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A iniciativa também evidencia um dos desafios presentes na educação infantil brasileira: conciliar a ampliação do acesso com a oferta de atendimento em condições adequadas de qualidade e equidade. 

Essa discussão está relacionada ao Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei), que integra as políticas voltadas à etapa e considera aspectos relacionados à expansão do atendimento, à qualidade e à equidade. 

No Ministério da Educação (MEC), diferentes áreas participam da agenda relacionada à educação infantil, considerando suas respectivas competências. Entre elas estão a Secretaria de Educação Básica (SEB), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Secretaria de Educação Superior (Sesu), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e a Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase). 

Entre as ações relacionadas ao financiamento da etapa, o Plano Plurianual (PPA) contempla, no contexto da SEB, uma ação específica para o custeio de novas matrículas de educação infantil implementadas pelos municípios. A estrutura das instituições também envolve elementos como mobiliário escolar adequado, brinquedos e livros de literatura infantil, que compõem os espaços e as experiências oferecidas às crianças. 

Formação – Quem trabalha com educação infantil participa de uma fase especialmente importante da vida das crianças. Por isso, a formação dos profissionais é parte das discussões sobre a qualidade da etapa. 

Nesse campo está o Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), que busca fortalecer as práticas pedagógicas e apoiar professores no desenvolvimento de experiências de leitura, oralidade e escrita adequadas às características da infância. A iniciativa integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA)

Em agosto de 2026, o MEC abriu seleção de instituições federais de ensino superior que poderão ofertar formação continuada para profissionais da educação infantil em 2027. O processo está relacionado à continuidade das ações de formação do ProLEEI. 

A formação, nesse caso, não significa antecipar etapas da escolarização. O contato das crianças com livros, histórias, diferentes formas de linguagem e experiências de leitura e escrita deve fazer parte do cotidiano da educação infantil, respeitando o tempo, as características e as formas próprias de aprendizagem nessa fase da vida. 

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A presença de livros de literatura infantil, brinquedos e outros materiais adequados também contribui para que as crianças possam explorar, imaginar, criar e se expressar. Na educação infantil, esses elementos fazem parte de experiências que articulam cuidado, educação, brincadeira e convivência. 

Gestão de qualidade – Em julho, o MEC iniciou a formação da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, iniciativa voltada ao fortalecimento da governança e à integração entre os diferentes níveis de governo nas políticas destinadas a crianças de até seis anos. 

A proposta considera a necessidade de articulação entre diferentes áreas e de fortalecimento das capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas voltadas à primeira infância. 

Garantir condições para que bebês e crianças se desenvolvam envolve diferentes dimensões da vida e demanda a atuação articulada de políticas de educação, saúde, assistência social e outras áreas. 

No cotidiano das creches e pré-escolas, essa visão aparece em situações simples e fundamentais: uma criança que encontra um ambiente seguro para brincar; outra que escuta uma história e começa a criar suas próprias narrativas; aquela que aprende a conviver, compartilhar e se expressar; ou ainda a que descobre novas formas de conhecer o mundo por meio das interações com outras crianças e com os adultos. 

Os números ajudam a dimensionar a presença da educação infantil na vida das crianças brasileiras, mas também mostram que o acesso ainda ocorre de maneira desigual entre as etapas e os territórios. Na creche, pouco mais de quatro em cada dez crianças na faixa etária correspondente frequentam a subetapa. Na pré-escola, a frequência alcança 94,6%. 

A diferença reforça a importância de políticas que considerem as particularidades de cada território e as condições de acesso das famílias. O desafio da equidade passa por assegurar que as oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem estejam disponíveis para todas as crianças, independentemente de onde vivem. 

Celebrar o Dia Nacional da Educação Infantil é lembrar que educar na infância envolve acolher, cuidar, brincar, conviver e criar oportunidades para que cada criança desenvolva suas potencialidades. Nesse contexto, garantir o direito à educação infantil significa reconhecer que os primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento integral da criança. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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