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Dia de Campo em Iporã destaca estratégias de ILPF para enfrentar extremos climáticos e garantir estabilidade produtiva

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Evento aborda sustentabilidade e resiliência no campo

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial e o Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA) promovem, no dia 26 de novembro, o Dia de Campo ILPF 2025, na Unidade de Difusão Tecnológica da Cocamar, em Iporã (PR). O encontro reunirá especialistas, produtores e técnicos para discutir estratégias sustentáveis de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e formas de enfrentar os desafios climáticos que afetam a produtividade agrícola.

A programação inclui estações técnicas, painéis de debate sobre os mercados de soja e boi gordo, além de demonstrações práticas de manejo de fertilizantes, pastagens e adubação de sistemas integrados. O objetivo é apresentar tecnologias que melhorem a estabilidade produtiva e a rentabilidade das propriedades rurais.

ILPF como alternativa contra extremos climáticos

O gerente técnico da SIA, Armindo Barth Neto, ressalta que o evento ocorre em um momento de forte sensibilidade climática e busca crescente por soluções sustentáveis. Segundo ele, a adoção do sistema ILPF tem se mostrado uma estratégia eficaz para reduzir perdas e aumentar a previsibilidade das safras.

“A ILPF traz estabilidade produtiva, melhora a qualidade do solo e reduz a variação de produtividade entre anos bons e ruins”, explica Barth.

De acordo com o especialista, integrar agricultura e pecuária ajuda o produtor a diversificar fontes de renda e minimizar riscos operacionais.

“A pecuária dentro do sistema sofre muito menos com extremos climáticos do que a agricultura. Quando o produtor combina as duas atividades, ele se prepara melhor para enfrentar adversidades e, nos anos favoráveis, ainda consegue ampliar o lucro”, completa.

Estações técnicas e demonstrações práticas

Durante o evento, as estações técnicas apresentarão casos reais e resultados de manejo desenvolvidos pela Cocamar e por produtores parceiros. Entre os temas abordados estarão:

  • Manejo de pastagens e adubação de sistemas integrados;
  • Uso racional de fertilizantes e estratégias de correção do solo;
  • Implantação de ILPF do zero;
  • Gestão eficiente entre agricultura e pecuária.
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Além dos conteúdos técnicos, o Dia de Campo ILPF 2025 também contará com discussões sobre o mercado de soja e boi, oferta de crédito rural, sucessão familiar e tendências do agronegócio diante dos desafios climáticos e econômicos atuais.

Conexão entre prática e resultado

Barth Neto reforça que o principal objetivo do encontro é tornar o conhecimento aplicável à realidade das propriedades rurais.

“Vamos mostrar resultados reais que comprovam como a integração pode transformar desafios em estabilidade e lucro. É um evento completo, pensado para entregar soluções práticas e estratégicas para o produtor”, afirma.

Inscrições gratuitas e vagas limitadas

O Dia de Campo ILPF 2025 é gratuito, mas as vagas são limitadas. Os interessados devem realizar inscrição pelos canais oficiais da Cocamar e da SIA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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