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Dólar abre em alta e Ibovespa recua após ata do Copom

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O mercado financeiro brasileiro começou a terça-feira (23) com o dólar em alta e o Ibovespa em queda, em meio à análise da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e à expectativa por dados econômicos nos Estados Unidos.

Dólar se valoriza e atinge R$ 5,33

O dólar iniciou o dia cotado a R$ 5,33, pressionado pela cautela dos investidores diante do cenário econômico. Na segunda-feira (22), a moeda já havia avançado 0,33%, encerrando o pregão a R$ 5,3376.

O movimento de alta reflete a atenção do mercado sobre a política monetária do Brasil e também sobre as decisões do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

Ibovespa inicia em baixa

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, abriu em queda de 0,52%, aos 145.109 pontos. O desempenho negativo acompanha a cautela do mercado após a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, maior nível da taxa básica de juros em quase 20 anos.

Ata do Copom mantém juros altos por período prolongado

A ata do Copom divulgada nesta terça-feira confirma a decisão de manter a Selic em 15% ao ano. O Banco Central reforçou que, apesar da desaceleração econômica, a inflação de serviços segue elevada devido ao mercado de trabalho aquecido.

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Segundo o BC, a política monetária continuará contracionista para assegurar a convergência da inflação à meta, que é de 3%. A autoridade monetária destacou ainda que qualquer retorno ao ciclo de alta de juros dependerá da evolução da inflação nos próximos meses.

Atenção aos discursos do Fed

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham pronunciamentos de dirigentes do Fed. A presidente Michelle Bowman fala às 10h, Raphael Bostic às 11h e Jerome Powell, presidente do Fed, participa de evento público às 13h45 (horário de Brasília).

Além disso, serão divulgados indicadores de setembro sobre a indústria e o setor de serviços, às 10h45, dados que podem influenciar a política monetária americana e os mercados globais.

Bolsas globais operam mistas

Na Europa, os mercados iniciam o dia em alta, impulsionados por dados econômicos positivos. O FTSE 100 (Reino Unido) avança 0,19%, o CAC 40 (França) sobe 0,87% e o DAX (Alemanha) registra alta de 0,34%.

Em Wall Street, os índices futuros operam próximos da estabilidade após três recordes consecutivos, à espera das falas do Fed e dos indicadores econômicos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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