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Dólar cai abaixo de R$ 5 com foco em cessar-fogo no Oriente Médio e Ibovespa mantém trajetória positiva

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O dólar iniciou esta terça-feira (14) em queda no mercado brasileiro, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5, enquanto investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, especialmente as negociações envolvendo um possível cessar-fogo no conflito com o Irã. O movimento ocorre em um ambiente internacional mais propenso ao risco, o que beneficia moedas de países emergentes como o Brasil.

Dólar hoje: cotação recua e mantém tendência de queda

Nas primeiras negociações do dia, por volta das 9h01, o dólar registrava queda de 0,41%, sendo cotado a R$ 4,9762, após já ter encerrado o pregão anterior abaixo de R$ 5 pela primeira vez em cerca de dois anos.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou com recuo de 0,29%, a R$ 4,9969, reforçando o movimento recente de desvalorização frente ao real.

Desempenho do dólar:

  • Semana: -0,29%
  • Mês: -3,51%
  • Ano: -8,96%

A trajetória de queda reflete fatores externos, como a redução das tensões geopolíticas, além de elementos internos, como o fluxo de capital estrangeiro e a percepção de estabilidade econômica no país.

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Ibovespa hoje: bolsa brasileira mantém viés positivo

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o dia com expectativa de continuidade do movimento de alta, após encerrar o último pregão com valorização de 0,34%, aos 198.001 pontos.

A abertura oficial do índice ocorre às 10h, com investidores atentos tanto ao cenário internacional quanto a indicadores econômicos domésticos.

Desempenho do Ibovespa:

  • Semana: +0,34%
  • Mês: +5,62%
  • Ano: +22,89%

O desempenho positivo ao longo de 2026 tem sido sustentado por entrada de capital estrangeiro, valorização de commodities e expectativas de crescimento econômico.

Cenário internacional: Oriente Médio segue no radar

Os mercados globais permanecem sensíveis às notícias envolvendo o conflito no Oriente Médio, principalmente no que diz respeito às negociações de cessar-fogo com o Irã. A possibilidade de redução das tensões tende a diminuir a aversão ao risco, favorecendo ativos de países emergentes.

Esse ambiente contribui para a queda do dólar frente ao real e para o desempenho positivo da bolsa brasileira.

Tendências do mercado financeiro

O cenário atual indica continuidade de fatores que influenciam os mercados:

  • Dólar pressionado para baixo, com possibilidade de permanecer abaixo de R$ 5 no curto prazo;
  • Bolsa brasileira sustentando trajetória de alta;
  • Atenção dos investidores ao cenário geopolítico como principal fator de volatilidade.
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A evolução das negociações no Oriente Médio deve seguir como elemento central para os mercados nas próximas sessões, podendo intensificar os movimentos recentes caso haja avanços concretos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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