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Política Nacional

Em carta, Kátia Abreu pede ajuda do papa com vacinas e medidas de isolamento

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Senadora Kátia Abreu (PP-TO)
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Senadora Kátia Abreu (PP-TO)

A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado , Kátia Abreu (PP-TO) enviou uma carta nesta quinta-feira (8) ao papa Francisco pedindo apoio nas medidas de distanciamento social para contenção da Covid-19 no Brasil. No texto, a senadora solicita que ele incentive o fechamento parcial e integral de cidades em situações mais alarmantes, reforce a necessidade de medidas sanitárias e peça, junto a organismos internacionais, governo influentes e grandes corporações que quebrem as patentes de vacinas contra a doença. As informações são do portal UOL .

Kátia Abreu está entre os senadores mais críticos à gestão do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à pandemia de Covid-19. Ela vem criticando a demora da União para a aquisição de imunizantes, além de repudiar as falas de Bolsonaro que estimulem aglomerações. A senadora também esteve envolvida no grupo que pressionou pela demissão do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, por considerar suas ações insuficientes no combate à pandemia.

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Ao papa, Kátia Abreu diz que “impera” no Brasil hoje um “ambiente onde a discórdia e as disputas políticas se sobrepõem à busca do bem comum” e que discussões “pueris, sobre questões que há muito deveriam estar mais do que aplainadas, nos confundem e abatem, escurecendo a consciência de nosso povo”. Desse modo, pede a ajuda dele, afirmando que o Brasil é “a maior nação católica do mundo”, e já soma mais de 330 mil mortos pela Covid-19. 

“Imploro ao coração misericordioso de Vossa Santidade para que fale ao povo brasileiro sobre a necessidade do uso de máscaras e da constante higienização das mãos, sobre a importância do distanciamento físico e sobre a importância de manter os ambientes arejado. Fale também, querido e bondoso pastor, sobre como é vital, em casos de crise sanitária aguda, o fechamento parcial ou integral de cidades – chamado ‘lockdown” – para evitar que o vírus se disperse e mate ainda mais inocentes”, escreveu em um trecho.

A senadora também pede que o papa não fale apenas com os católicos, mas com todos “aqueles que ainda procuram respostas, para que possam saber que não se trata de uma discussão entre ideologias, entre opções políticas”. A carta foi enviada nesta quinta-feira (8) e deve ser entregue à Santa Sé por meio da Embaixada do Brasil no Vaticano . De acordo com o UOL , Kátia Abreu também já articulou carta à OMS (Organização Mundial da Saúde) para o recebimento de vacinas contra a Covid-19 pelo consórcio Covax Facility e moção de apelo à comunidade internacional.

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Política Nacional

Senado aprova proteção a trabalhadoras gestantes durante pandemia

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O Senado aprovou hoje (15) um projeto de lei (PL) que garante à empregada gestante o afastamento do trabalho presencial durante o período da pandemia sem prejuízo do recebimento do salário. O PL foi aprovado por unanimidade, em votação simbólica. Conforme o projeto, a funcionária gestante deverá permanecer à disposição do empregador em trabalho remoto. O projeto segue para sanção presidencial.

“A trabalhadora na referida condição, além de necessitar de cuidados especiais para a preservação de sua saúde, tem que adotar todas as medidas possíveis para a proteção da vida que carrega. Não pode ficar exposta a este terrível vírus, que pode ceifar a sua vida, a de seu filho, bem como arrasar o seu núcleo familiar”, afirmou a relatora do projeto no senado, Nilda Gondim (MDB-PB), em seu parecer.

O projeto, de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB), é do ano passado e determinava como prazo de duração da medida o estado de calamidade pública reconhecido pelo Congresso Nacional, mas o decreto legislativo que tratava da calamidade pública já perdeu a validade. Por isso, Gondim alterou um trecho do texto, retirando a citação do decreto legislativo. Em seu lugar, o projeto cita “emergência de saúde pública de importância nacional” como período de validade da medida.

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Edição: Fábio Massalli

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