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Política Nacional

Fachin vê suspeição de Moro com “grande preocupação” e teme o fim da Lava Jato

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Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin
Agência Brasil

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin

O ministro Edson Fachin , do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que vê com “grande preocupação” a possibilidade de o ex-juiz Sergio Moro ser declarado suspeito pela Segunda Turma da Corte e teme que uma eventual derrota “pode ter efeitos gigantescos” para que a Operação Lava Jato chegue ao fim.

“Essa é uma grande preocupação. “Anular quatro processos por incompetência é realidade bem diversa da declaração de suspeição que pode ser efeitos gigantescos. Minha decisão mantém o entendimento isonômico sobre a competência para julgamentos dos feitos e como deve ser interpretada a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba”, disse em entrevista ao jornal O Globo .

Em uma decisão no início desta semana,  Fachin determinou de forma monocrática que todas as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato seriam anuladas. A manobra do ministro teve como objetivo proteger a Lava Jato, uma vez que um recurso da defesa do petista que alega a suspeição de Moro perderia seu objeto.

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A leitura do ministro foi a de que uma derrota do ex-juiz no STF pavimentaria o caminho para que outros condenados também usassem a mesma estratégia que Lula.

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Fachin disse que não é possível “varrer para debaixo do tapete” os supostos diálogos entre os integrantes da força-tarefa e o Moro e que o STF terá que firmar um entendimento jurídico a respeito da utilização dessas provas.

“Há muito a ser debatido sobre esse material. Certamente não há como varrê-lo para debaixo do tapete e o Tribunal precisará dar uma resposta sobre ele. Como o julgamento ainda não foi encerrado e como o tema ainda está pendente de exame em outras ações, farei, quando oportuno, minhas considerações complementares”, afirmou.

Ele se refere às conversas que Moro teve com procuradores no aplicativo de mensagens Telegram. Os diálogos foram divulgados pelo site The Intercept Brasil no episódio que ficou conhecido como Vaza Jato . Na ocasião, Moro teria trocado informações com magistrados para ajudar na elaboração de provas contra investigados.

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Atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fachin manifestou ainda preocupação com “sinais de rompimento” dados pelo presidente Jair Bolsonaro em relação às eleições de 2022, por ter afirmado que, no Brasil, poderá ocorrer algo semelhante à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

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Política Nacional

Bolsonaro volta a atacar Barroso em transmissão: “onde quer chegar esse homem?”

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Reprodução / YouTube

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Na live semanal desta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso devido à sua resistência à adoção do voto impresso. 

“Onde quer chegar esse homem que atualmente preside o TSE? Quer a inquietação do povo, quer que movimentos surjam no futuro, que não condizem com a democracia?”, disse ele, afirmando que Barroso não é “o dono da verdade”.

Além disso, Bolsonaro afirmou que o presidente do TSE teria articulado a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) instituindo o voto impresso.

“Por que o presidente do TSE, na iminência de ver a PEC da deputada Bia Kicis ser aprovada na comissão especial, ele vai para dentro do parlamento, se reúne com lideranças partidárias, e, no dia seguinte, muitos desses líderes trocam membros da comissão por parlamentares contrários à PEC. Que poder esse homem tem? Por que ele não quer uma eleição democrática?”, questionou.

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O chefe do Executivo também teceu diversas críticas ao ministro, relacionando Barroso ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e até mesmo a governantes de países liderados pela esquerda, como Argentina e Venezuela.

Nas últimas semanas, o presidente do TSE vem sendo alvo de ataques de Bolsonaro e apoiadores por defender o voto eletrônico. Barroso destaca que não há qualquer indício de falhas no sistema atual. De acordo com ele, a adoção do voto impresso, defendido pelo chefe do Executivo, trará de volta fraudes e falhas humanas, problemas já superados com a implementação do sistema eletrônico .


*Em atualização

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