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Economia

FMI diz que união internacional e estímulo econômico são a saída para a crise

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FMI recomenda aumentar 'impostos para os grupos mais ricos e empresas mais lucrativas' como saída para a crise
AFP

FMI recomenda aumentar ‘impostos para os grupos mais ricos e empresas mais lucrativas’ como saída para a crise


O G20, o grupo de países que reúne as maiores economias do mundo, deve tomar medidas fortes para reverter uma “divergência perigosa” que ameaça deixar a maioria das nações em desenvolvimento sofrendo por anos, disse a chefe do Fundo Monetário Internacional ( FMI ) nesta quarta-feira (24).

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que “uma colaboração internacional mais forte” é necessária para acelerar a distribuição de vacinas contra a Covid-19 nos países mais pobres. Ela també m aponta o financiamento adicional para ajudá-los a comprar doses e realocar o excedente de vacinas de alguns mercados para outros com déficit.

O FMI projetou recentemente que a economia global vai crescer 5,5% neste ano e 4,2% em 2022, mas Georgieva alertou que as perspectivas são incertas. Para ela, a retomada pode ser comprometida devido às mutações do coronavírus e distribuição lenta de vacinas na maior parte do mundo.

“Será uma ascensão longa e incerta” , escreveu ela em um blog preparado para a reunião de sexta-feira entre autoridades de finanças do G20. Ela suplica aos líderes globais que tomem  medidas para evitar o que ela chamou de “Grande Divergência”.

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No final de 2022, o FMI estima que a renda per capita cumulativa ficará 22% abaixo das projeções pré-crise nos países emergentes e em desenvolvimento, exceto a China, em comparação com 13% nas economias avançadas e 18% nos países de baixa renda.


Cooperação global 


Os países do G20 também devem aumentar o suporte a nações vulneráveis ​​por meio de financiamento adicional com condições facilitadas, ao mesmo tempo que alavancam o financiamento privado por meio de instrumentos mais fortes de compartilhamento de risco e continuam a trabalhar no alívio da dívida, disse Georgieva.

A Itália, que preside o G20 neste ano, está pressionando por uma alocação de 500 bilhões de dólares, um movimento apoiado pela França, Alemanha e outros grandes países.

Os Estados Unidos se opuseram a tal movimento no governo do ex-presidente Donald Trump, mas ainda não comunicaram uma posição firme sobre uma nova alocação de SDRs sob o governo do presidente Joe Biden.

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Economia

Dólar recua e Ibovespa apresenta alta, apesar da crise chinesa

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Apesar da ameaça de impacto global após o anúncio de calote da gigante chinesa do mercado imobiliário e de aquisições Evergrande ontem (20), o dólar fechou em queda hoje (21), em um movimento causado principalmente pela perspectiva de resolução para os precatórios.

Após oscilações entre 5,338 (+0,18%) e 5,263 (-1,23%) no decorrer do dia, a moeda norte-americana apresentou queda estável de 0,81%, cotada a R$ 5,28. A queda é a maior desde o último dia 13, quando o dólar fechou em queda de 0,84%.

Os mercados de ações dos Estados Unidos terminaram quase estáveis ​​nesta terça-feira, após a ampla liquidação no dia anterior. O banco central norte-americano (FED) realiza reunião de definição de políticas monetárias que deve durar até quarta-feira (22), quando as novas projeções econômicas deverão ser divulgadas. A possibilidade de um novo ajuste nas taxas de juros pode afetar os mercados até o final da semana.

O índice Dow Jones caiu 0,15%, e ficou em 33.920 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,081%, e ficou em 4.354 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,22%, a 14.746 pontos.

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No Brasil, o Ibovespa avançou 1,29% e ficou em 110.249 pontos, a primeira alta após ter recuado 6,5% no acumulado das últimas cinco sessões. O volume financeiro da sessão somou R$ 29,8 bilhões.

Sobre o caso da empresa chinesa, nenhuma medida prática foi aplicada ainda. O presidente da Evergrande mostrou confiança e afirmou que a empresa “sairá de seu momento mais sombrio”. O governo chinês não sinalizou intervenção para resgatar a empresa da atual situação.

* Com informações da Reuters

Edição: Fábio Massalli

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