conecte-se conosco

Educação

Governo de SP muda regra e vai manter aulas presenciais em 2021

Publicado


O governo de São Paulo mudou as regras de retorno às aulas presenciais da rede básica de ensino para o ano de 2021, o que compreende alunos da educação infantil até o ensino médio. A mudança foi divulgada hoje (17), em coletiva à imprensa, e será publicada amanhã (18) em Diário Oficial. A mudança irá valer para escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas. No ano que vem, as aulas nas escolas estaduais terão início no dia 1º de fevereiro.

Com isso, as aulas presenciais poderão ser retomadas em todo o estado mesmo que a região esteja na Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo, plano do governo paulista de retomada gradual da economia durante a pandemia do novo coronavírus. A mudança, no entanto, não vale para o Ensino Superior. Neste caso, as aulas só voltarão quando a região estiver na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo.

Antes, o retorno presencial das aulas só ocorreria quando as regiões do estado estivessem a partir da Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo. Mesmo assim, essa volta teria que ser feita de forma gradual. Os protocolos previam, por exemplo, que as escolas poderiam receber apenas 35% dos alunos em atividades presenciais, e mantendo distanciamento mínimo de 1,5 m.

Leia mais:  Ministro da Educação fala sobre mudanças no Fundeb

Com a mudança que será publicada em Diário Oficial, as escolas de Educação Básica poderão retomar atividades presenciais no ano que vem a partir da Fase Vermelha, mas somente podendo atender até 35% de sua capacidade. Quando a região entrar na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, a Educação Básica poderá atender até 70% da capacidade e o Ensino Superior poderá ser retomado com até 35% dos alunos em aula presencial. Quando chegar à Fase 4 – Verde, a Educação Básica poderá receber a totalidade dos alunos e as universidades e faculdades poderão receber até 70% dos alunos.

O retorno às aulas foi planejado com base no Plano São Paulo, que é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). Atualmente, todas as regiões de São Paulo se encontram na Fase Amarela.

Segundo o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, das 2,8 mil escolas estaduais que estão abertas desde setembro em São Paulo, não foram registrados casos de transmissão de covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] em ambiente escolar.

Leia mais:  Inadimplência em cursos de graduação cresce no 1º semestre no país

Histórico

Por causa da pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais estavam suspensas em todo o estado paulista desde março. Desde então, as aulas das escolas estaduais aconteciam de forma remota e online, transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP), plataforma criada pela secretaria de Educação durante a pandemia do novo coronavírus. Ela também é veiculada por meio dos canais digitais na TV 2.2TV Univesp e 2.3 – TV Educação.

Desde o dia 8 de setembro, algumas escolas do estado já deram início a aulas de reforço ou acolhimento, depois de autorização dos prefeitos. Essas aulas só puderam ser retomadas com atividades de reforço e de recuperação. E em outubro foi autorizada a volta das aulas presenciais para estudantes do Ensino Médio, dos Centros de Educação de Jovens e Adultos e da Educação de Jovens e Adultos. Para o ensino fundamental, a volta as aulas gradual foi autorizada a partir do início de novembro.

Governo de SP muda regra e vai manter volta a aula presencial em 2021 mesmo se houver piora da pandemiaGoverno de SP muda regra e vai manter volta a aula presencial em 2021 mesmo se houver piora da pandemia

Governo de SP muda regra e vai manter volta às aulas presenciais em 2021 – Governo do Estado de São Paulo

Edição: Valéria Aguiar

publicidade

Educação

USP, Unesp e Unicamp iniciarão semestre com aulas remotas

Publicado


Mesmo com a liberação do governo paulista para o retorno das aulas presencias no ensino superior a partir da próxima semana, as três grandes universidades públicas estaduais de São Paulo decidiram iniciar o segundo semestre deste ano ainda com aulas remotas.

Apesar da atual melhora no cenário da pandemia do novo coronavírus, os indicadores de óbitos, internações e casos de covid-19 ainda são muito elevados. Por isso, as universidades decidiram se manter cautelosas e continuar com o ensino online, pelo menos por enquanto. Essa determinação será alterada, segundo as universidades, de acordo com a evolução da pandemia.

Ensino remoto

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as aulas remotas teóricas vão permanecer em funcionamento até uma nova avaliação. Uma resolução prevê a volta presencial às aulas, mas de forma parcial e gradual. Neste caso, docentes, técnicos administrativos e alunos de graduação do ensino superior e pós-graduandos só deverão retornar às atividades presenciais 14 dias após o recebimento da segunda dose da vacina contra a covid-19. O percentual máximo permitido de alunos vai obedecer o que for estabelecido no Plano São Paulo, plano de retomada econômica elaborado pelo governo paulista no ano passado e que orienta sobre a abertura e fechamento de todas as atividades no estado paulista. Já as gestantes, por orientação desta resolução, devem permanecer em atividade remota.

Leia mais:  Segundo dia de Enem tem abstenção de 55,3%

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), um comunicado do dia 13 de julho informa sobre a continuidade do ensino remoto. “Acreditamos ser importante enfatizar que a retomada das atividades presenciais estará associada a fatores tais como a vacinação de nossa comunidade, situação epidemiológica da pandemia e condições de biossegurança de nossas unidades”, informa o comunicado. Essa situação vai permanecer até que seja feita uma nova avaliação do cenário epidemiológico.

Na Universidade de São Paulo (USP), as aulas teóricas da graduação e pós-graduação também serão iniciadas com o ensino remoto. Essa situação permanecerá até que seja reavaliada a situação da pandemia, segundo informou um comunicado publicado no dia 7 de julho. Na USP, os servidores docentes e técnico-administrativos que já foram imunizados poderão retornar às atividades presenciais 14 dias após terem recebido a segunda dose ou a dose única.

Suspensão das aulas

As aulas presenciais nas universidades paulistas estão suspensas desde março do ano passado. Somente no curso de medicina elas estavam autorizadas a ocorrer presencialmente. Em junho deste ano, o governo paulista permitiu também que os cursos de saúde pública, saúde coletiva e de medicina veterinária voltassem de forma totalmente presencial.

Leia mais:  Drone e barco não tripulado vão identificar vazamento de óleo no mar

No início deste mês de julho, o governo de São Paulo informou que as aulas nas escolas de ensino técnico e superior poderiam ser retomadas no estado a partir do dia 2 de agosto. No caso das instituições de ensino superior e nas faculdades de nível técnico (como as Fatecs), o limite de capacidade permitido é de até 60% do total de alunos. No caso das instituições de ensino técnico de nível médio, como as Etecs, não haverá limite de ocupação. Além disso, o governo permitiu que as atividades práticas, laboratoriais e estágios de cursos superiores em todas as áreas ocorram presencialmente, sem limite de ocupação.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Continue lendo

Mais Lidas da Semana