conecte-se conosco

Internacional

Importação de armas de fogo é proibida no Canadá

Publicado

Arma de fogo
Pixabay

Arma de fogo

O Canadá anunciou nesta sexta-feira que proibirá a importação de armas de fogo, em uma tentativa de conter os ataques a tiros no país. A medida passa a valer daqui a duas semanas e tem caráter temporário, mas durará até que uma lei seja aprovada no Parlamento e entre em vigor permanentemente, disseram as autoridades.

“Tenho orgulho de anunciar que nosso governo decidiu proibir a importação de armas de fogo”, anunciou Marco Mendicino, ministro da Segurança Pública, em entrevista coletiva.

É uma “proibição temporária” que se aplicará a partir de 19 de agosto a indivíduos e empresas e “até a entrada em vigor de um congelamento nacional”, especifica um comunicado de imprensa do governo canadense.

Seu objetivo é acelerar a aplicação de algumas medidas previstas no Projeto de Lei C-21, apresentado em maio pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, mas que ainda está tramitando no Parlamento, disse Mendicino. A legislação visa o controle de armas e inclui o congelamento nacional na importação, compra, venda e transferências de armas de fogo.

Leia mais:  Dmytro Kuleba diz não ter 'expectativa alta' para reunião com a Rússia

“Quando anunciamos o Projeto de Lei C-21 e o congelamento nacional de armas, dissemos que usaríamos todas as ferramentas disponíveis para manter os canadenses seguros”, escreveu o minsitro, no Twitter. “Hoje, estamos anunciando uma proibição nacional da importação de armas curtas, antecipando o impacto final do congelamento em vigor.”

As leis que regulamentam a posse de armas no país já haviam ficado mais rígidas depois de um massacre que deixou 23 mortos na cidade costeira de Portapique, na Nova Escócia, em 2020. Foi o ataque com o maior número de vítimas no Canadá em 30 anos.

Na semana passada, três pessoas foram mortas em um ataque a tiros no centro da cidade de Langley, perto de Vancouver, no Oeste do país, incluindo o suposto atirador. Duas pessoas ficaram feridas, uma em estado crítico e a outra com ferimentos graves.

Segundo dados de 2021 do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington, a taxa de homicídios por arma de fogo no Canadá é de 0,5 por 100 mil pessoas, contra a taxa dos EUA, que está em 4,12.

Leia mais:  Brasil assume presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU

Dados comerciais de Ottawa, citados pela rede de televisão CTV, também mostram que o país importou US$ 26,4 milhões em pistolas e revólveres entre janeiro e junho — um aumento de 52% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Estima-se também que mais de um milhão de revólveres estejam em circulação no país, de acordo com o jornal La Presse. Na última década, cerca de 55 mil dessas armas foram registradas a cada ano, em média, sem incluir armas importadas e vendidas ilegalmente.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

publicidade

Internacional

Casa de Trump: juiz pede que Justiça divulgue argumentos para operação

Publicado

Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação
Reprodução/Twitter

Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação

Um juiz federal determinou que o Departamento de Justiça dos EUA entregue uma versão editada dos argumentos usados para pedir a operação de busca e apreensão na casa do  ex-presidente Donald Trump na Flórida, no começo do mês.

O departamento se opõe à divulgação dos termos, alegando que isso vai atrapalhar um inquérito em curso — por outro lado, um grupo de empresas de comunicação defende a revelação, por considerar que é de “interesse público”. Trump, ao menos em público, diz não se opor.

Segundo o juiz Bruce Reinhart, que conduz o processo, há ao menos alguns trechos do documento que podem ser revelados — ele disse não estar convencido de que todo o teor precisa ser mantido em sigilo, e que não cabe a ele decidir se o conteúdo liberado fará alguma diferença para o público. Essa edição, afirmou Reinhart, deve ser realizada pelo próprio Departamento de Justiça e entregue a ele até a próxima quinta-feira. Não há uma data para a eventual liberação do documento.

Antes da audiência, o departamento afirmava que a divulgação dos argumentos que motivaram a busca “vai esfriar cooperações futuras com testemunhas, cuja ajuda pode ser requisitada ao longo da investigação”.

“O fato de que esse inquérito inclui materiais altamente sigilosos reforça a necessidade de proteger a integridade da investigação e exacerba os potenciais danos se essas informações forem divulgadas de forma prematura ou imprópria”, escreveu o Departamento de Justiça, em argumentação prévia.

Por outro lado, empresas de comunicação, como o New York Times, a CNN e a Associated Press, que integram a ação que pede a divulgação, afirmam que o público dos EUA tem um “claro e poderoso interesse” em compreender o inquérito.

“O acesso do público a estes documentos promoverá a compreensão desta historicamente significante e sem precedentes execução de uma operação de busca na residência de um ex-presidente”, diz o texto da ação.

Leia mais:  Dmytro Kuleba diz não ter 'expectativa alta' para reunião com a Rússia

Jay Bratt, representante do departamento na audiência desta quinta-feira, disse que se o juiz decidir a favor das empresas de comunicação, estará fornecendo um “mapa” das investigações. Segundo ele, o documento que motivou a busca detalha como os procuradores poderiam achar provas relacionadas ao crime de obstrução em Mar-a-Lago.

Já a posição de Donald Trump é menos clara: em uma publicação em sua rede social, o Truth, ele disse que não se opunha à divulgação de documentos das investigações, mas seus advogados não participam como uma das partes na ação analisada nesta quinta-feira. Em um pedido à parte, o grupo conservador Judicial Watch declarou que o sigilo apenas vai “provocar mais especulação, incertezas, vazamentos e intrigas políticas”.

“As tensões precisam ser substituídas por soluções, e rápido”, disse o grupo na ação própria. “O segredo em torno do mandado de busca, e a argumentação que levou à sua emissão, provocaram convulsões nesta nação, com intrigas e especulações danosas que apenas aumentarão conforme a verdade for mantida longe do público”.

Documentos sigilosos Desde a operação de busca e apreensão do FBI na mansão de Trump na Flórida, o Departamento de Justiça tenta evitar a divulgação de detalhes sobre os objetivos dos agentes em Mar-a-Lago e, especialmente, sobre que foi apreendido.

Naquele dia 8 de agosto foram recolhidos 11 conjuntos de documentos sigilosos, armazenados em cerca de 20 caixas, que teoricamente não deveriam estar na residência privada de um ex-presidente. Segundo o jornal Washington Post, alguns desses documentos estariam relacionados a questões de segurança nuclear dos EUA, mas não se sabe se eles estavam entre os itens incluídos na investigação.

Na sexta-feira passada, foi divulgado o mandado de busca: ali, foi revelado que o ex-presidente está sendo investigado por três possíveis violações das leis dos EUA. A primeira suspeita recai sobre a Lei de Espionagem, que considera ilegal reter, sem autorização, informações de segurança nacional que podem prejudicar os Estados Unidos ou auxiliar um adversário estrangeiro. A segunda violação é relacionada a um estatuto associado à remoção ilegal de materiais do governo.

A terceira diz respeito a uma lei que torna crime a destruição ou ocultação de um documento para obstruir uma investigação do governo — este, segundo especialistas, seria o ponto que poderia complicar mais a vida de Trump diante da Justiça, uma vez que depende de um número menor de evidências.

Uma batida policial na casa de um ex-presidente americano não é algo corriqueiro, e a aprovação veio do próprio secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland — diferentemente do Brasil, o ocupante do cargo tem poderes para ordenar investigações, acumulando função similar à de um procurador-geral.

Desde a busca, aliados do ex-presidente elevaram o tom das críticas ao FBI e ao juiz Reinhart, afirmando, sem provas, que as ações têm motivações políticas, com o objetivo de atingir o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro e de acabar com o projeto de Trump de concorrer à Casa Branca em 2024. Entre as muitas teorias da conspiração, a de que os agentes do FBI plantaram provas contra Trump durante a ação, uma acusação sem qualquer evidência.

* Com informações de agências internacionais

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Continue lendo

Mais Lidas da Semana