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Política Nacional

Investigação conclui que gesto do assessor Filipe Martins teve conotação racista

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Filipe Martins fez sinal com a mão enquanto presidente do Senado discursava em sessão virtual
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Filipe Martins fez sinal com a mão enquanto presidente do Senado discursava em sessão virtual

A investigação do assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins , concluiu que o  auxiliar fez um gesto racista durante sessão no Senado. A conclusão foi da polícia da Casa, que indiciou Martins pelo gesto. Agora, cabe ao Ministério Público Federal  (MPF) decidir se abre uma denúncia ou opina pelo arquivamento do caso.

O gesto foi feito pelo assessor enquanto senadores ouviam o ex-ministro das Relações Exteriores no dia 24 de março sobre as ações do governo federal na área da política externa para importar vacinas contra a Covid-19 . No momento em que fez o sinal com a mão, o presidente do Senado , Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estava falando e Martins estava atrás dele.

O assessor foi indiciado com base no artigo 20 da lei 7.716/1989, que fala em pena de reclusão de um a três anos e multa para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

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O inciso 2º do artigo 20 diz que a pena de reclusão passa a ser de dois a cinco anos caso os crimes sejam cometidos por intermédio de meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza.​

Em países que vivenciam o crescimento de movimentos de extrema-direita, o gesto feito por Martins é associado ao movimento supremacista branco. Os três dedos esticados simbolizam a letra “w”, que seria uma referência à palavra em inglês “white” (branco). O círculo formado representa a letra “p”, para a palavra “power” (poder). O símbolo é apontado como simbolizando “poder branco”, em tradução livre.

Pesquisadores que estudam essas simbologias da extrema-direita alegam que o gesto vem sendo utilizado como uma mensagem codificada com o intuito de que membros de grupos racistas possam identificar uns aos outros. No Twitter, Martins afirmou que estava ajeitando a lapela do terno e negou que tenha feito um gesto racista.

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Política Nacional

Pazuello recusa auxílio de assessores e irá a CPI com farda do exército

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Eduardo Pazuello, general e ex-ministro da saúde, irá depor na CPI
Reprodução: iG Minas Gerais

Eduardo Pazuello, general e ex-ministro da saúde, irá depor na CPI

 O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello , que irá depor na CPI da Covid nesta quarta-feira (19) pretende ir vestido com a farda do exército. As informações são da Revista Veja.

O general da ativa rechaçou opiniões de assessores do planalto, que pretendiam fazer um treinamento com Pazuello, para prepará-lo em caso de perguntas de temas espinhosos, como a crise da falta de oxigênio em hospitais no Amazonas .

Aliados aconselharam o ex-ministro a não usar o fardamento militar, pois poderia ser visto como uma provocação aos membros da comissão, contudo, Pazuello respondeu dizendo que por se tratar de um evento oficial, as regras do quartel pedem para ele se vestir dessa forma, e mostrar que ele é um General do Exército .

Nesta terceira semana de depoimentos da Comissão do Senado , Ernesto Araújo , ex-ministro das relações exteriores foi ouvido nesta terça (18).

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