conecte-se conosco

Internacional

Juiz reduz pena de estuprador porque vítima era “desenvolta”

Publicado


source
sirene
Creative Commons

Imagem ilustrativa

A Corte de Apelação de Milão reduziu nesta sexta-feira (18) a pena de um  homem que agrediu e estuprou a companheira em 2019 por considerar que a vítima tinha uma “conduta excessivamente desenvolta” no relacionamento.

O romeno de 63 anos havia sido preso logo após os crimes, em 8 de junho de 2019, e foi condenado em primeira instância pelo Tribunal de Monza a cinco anos de prisão pelos abusos contra a esposa, que também é romena e tem 45 anos.

No entanto, os juízes de Milão decidiram reduzir a pena para 4 anos e 4 meses por considerar que o casal vivia “em um contexto familiar degradado” e “caracterizado por anomalias, como a relação da mulher com outros homens”.

Leia mais:  Compositor Ennio Morricone,de Cinema Paradiso, morre aos 91 anos

Ainda conforme os magistrados, a intensidade do dolo daqueles crimes foi causada pelo fato de que o homem “manso” teve o comportamento “exasperado por conta da conduta excessivamente desenvolta da mulher”, uma conduta que “ele havia passivamente vivido até aquele momento”.

Os juízes reconheceram que esse fato “não atenua a responsabilidade”, mas que é “todavia, um índice de uma menor intensidade do dolo, e da condição degradante que o casal vivia”.

– O caso: Segundo a denúncia, comprovada durante o primeiro julgamento, o homem raptou a própria esposa durante a noite, próximo à meia-noite, e a manteve sob diversas agressões durante toda a madrugada.

A polícia localizou a mulher por volta das 7h da manhã após ser alertada pela filha horas antes. Ela havia feito uma chamada de vídeo com a mãe e notou que, próximo a ela, havia um homem com uma faca na mão.

“Minha mãe está em algum lugar de Vimercate, não sei onde, mas sei que está em perigo”, disse ao telefonar para os policiais.

Quando os agentes acharam a mulher, ela não conseguia sequer sair da cama sozinha e apresentava lesões e machucados por todo o corpo.

Leia mais:  Palestino de 15 anos é morto por soldados israelense na Cisjordânia

Em depoimento, a vítima ainda relatou aos policiais que vinha sofrendo maus tratos do companheiro, mas que “nunca haviam chegado a tal ponto”. Ela ainda relatou que o homem afirmou que ela “não sairia viva” do local das agressões.

À época, os investigadores chegaram à conclusão que o que causou a violência foi a conversa por vídeo com a filha, pois o homem não aceitava a relação dela com a jovem de 23 anos, fruto de um relacionamento anterior da mulher.

Fonte: IG Mundo

publicidade

Internacional

Aquecimento global ameaça cidades costeiras, alertam peritos da ONU

Publicado


A subida do nível do mar, as inundações e a intensificação das ondas de calor ameaçam as cidades costeiras em todo o mundo, diz relatório provisório do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (IPCC, na sigla em inglês).

De Bombaim a Miami, Daca ou Veneza, essas cidades e os seus milhões de habitantes que vivem na foz dos estuários ou nas linhas sinuosas da costa estão “na linha da frente” da crise climática, que corre o risco de redesenhar os mapas dos continentes, afirma o documento.

“O nível do mar continua a subir, as inundações e as ondas de calor são cada vez mais frequentes e intensas e o aquecimento aumenta a acidez do oceano”, observam os cientistas no relatório de 4 mil páginas sobre os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com os peritos climáticos, é preciso “fazer escolhas difíceis”.

Sob o efeito combinado da expansão dos oceanos e do degelo causado pelo aquecimento, a subida do nível do mar também ameaça contaminar os solos agrícolas com água salgada e engolir infraestruturas estratégicas, como portos ou aeroportos.

Um “perigo para as sociedades e para a economia mundial em geral”, alerta o IPCC, lembrando que cerca de 10% da população mundial e dos trabalhadores estão a menos de dez metros acima do nível do mar.

Leia mais:  Palestino de 15 anos é morto por soldados israelense na Cisjordânia

“Para algumas megalópoles, deltas, pequenas ilhas e comunidades árticas, as consequências podem ser sentidas muito rapidamente, durante a vida da maioria das populações atuais”.

De acordo com os peritos, o nível do oceano pode subir 60 centímetros até ao final do século.

“O destino de muitas cidades costeiras é sombrio sem uma queda drástica nas emissões de CO2”, dizem os pesquisadores, acrescentando que “qualquer que seja a taxa dessas emissões, o aumento do nível dos oceanos acelera e continuará a ocorrer durante milénios”.

“A maioria das cidades costeiras pode morrer. Muitas delas serão dizimadas por inundações de longo prazo. Em 2050, teremos uma imagem mais clara”, disse Ben Strauss, da organização Climate Central.

Mas, apesar dessas previsões sombrias, as cidades costeiras continuam a crescer, multiplicando as vítimas em potencial, especialmente na Ásia e na África.

Segundo o documento, um aquecimento global acima do limiar de 1,5 ºC (grau centígrado), fixado pelo acordo de Paris, teria “impactos irreversíveis para os sistemas humanos e ecológicos”. Os peritos afirmam que a sobrevivência da humanidade pode estar ameaçada.

Leia mais:  Doença misteriosa já soma mais de 800 casos e gera "pânico público" na Índia

Com as temperaturas médias subindo 1,1 °C desde meados do século 19, os efeitos no planeta já são graves e podem se tornar cada vez mais violentos, ainda que as emissões de dióxido de carbono (CO2) venham a ser reduzidas. 

Falta de água, fome, incêndios e êxodo em massa são alguns dos perigos destacados pelos peritos da ONU.

O relatório de avaliação global dos impactos do aquecimento, criado para apoiar decisões políticas, é muito mais alarmante que o antecessor, divulgado em 2018.

O documento deverá ser publicado em fevereiro de 2022, após a aprovação pelos 195 Estados-membros da ONU e depois da conferência climática COP26, marcada para novembro em Glasgow, na Escócia.

Prevista originalmente para novembro de 2020, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), com líderes de 196 países, empresas e especialistas, foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Continue lendo

Mais Lidas da Semana