conecte-se conosco

Tribunal de Justiça de MT

Justiça comunitária e parceiros levam esperança às comunidades ribeirinhas de Porto Jofre

Publicado


Centenas de famílias ribeirinhas que vivem nas comunidades ao redor de Porto Jofre, localidade pertencente ao município de Poconé, ganharam um motivo para sorrir e para ter esperança. Isto porque, nesta quinta e sexta-feira (20 e 21/05), equipes do Justiça Comunitária, programa do Poder Judiciário de Mato Grosso, da Marinha do Brasil, da Ong Panthera e parceiros levaram serviços essenciais de saúde, justiça e cidadania, que dificilmente chegam até eles em razão do isolamento da região.
 
Marinha – O Capitão Tenente Marcos Vinicius Rodrigues Paulino conta que a Marinha, que é parceira há muitos anos do Justiça Comunitária, faz questão de estar presente em ações como esta.
 
“Estamos aqui em conjunto com o Tribunal de Justiça para realizar atendimentos odontológicos de urgência e emergência à população ribeirinha da comunidade de Porto Jofre. Em virtude da localidade estar distante dos centros urbanos, o sistema de saúde tem dificuldade de acesso a estas comunidades. Por isso, é muito importante a presença do navio aqui, que demonstra a preocupação do Estado para com a população ribeirinha”, destaca o capitão.
 
Além dos atendimentos odontológicos, ainda estão sendo oferecidas aulas de saúde bucal para as crianças e distribuição de medicamentos e kits de higiene dental.
 
Parceiros – Outros parceiros também se juntaram à ação social, como: Detran (orientação infantil), INSS (seguro defeso, aposentadoria, benefícios etc), Secel (atividade infantil), Setasc (foto 3×4, segunda via de certidões e plastificação de documentos), Defensoria (parte de TI da ação) e Transporte TJ (Transporte das doações).
 
Educação – A estudante Eduarda Aparecida de Lima, de 9 anos, garantiu que adorou ter participado das atividades educativas do Detran, da Secretaria de Educação e da Marinha. “Aprendi sobre como devemos agir como pedestres, aprendi a fazer um brinquedo super legal e ainda ganhei balinha”, disse.
 
Para Eliseu Evangelista da Silva, da Ong Panthera, a oportunidade de fazer a diferença na vida de pessoas como Eduarda é o que torna iniciativas como esta tão importantes.
 
“Na pandemia, a gente se deparou com a intensa dificuldade dos ribeirinhos em se manter. E a chegada do Justiça Comunitária e dos parceiros foi essencial para que conseguíssemos realizar este trabalho de amparo e esperança junto a eles. Ficamos muito felizes em saber que estamos ajudando pessoas que realmente precisam”, finalizou.
 
Mariana Vianna/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Leia mais:  Desembargador Orlando Perri completa 37 anos dedicados à magistratura

publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Magistratura e Sociedade: programa vai abordar a Justiça do ponto de vista das ciências sociais

Publicado


Estreia na próxima quarta-feira (29 de julho) o programa Magistratura e Sociedade, pensado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) para promover a inserção dos magistrados estaduais no mundo das ciências sociais, especialmente filosofia, sociologia, política social e ciência política. O primeiro convidado é o professor-doutor e livre-docente em Ciências Sociais Aplicadas, Clóvis de Barros Filho.

 

 

 

Dentre tantos assuntos, na ocasião, o entrevistado falou sobre o papel do juiz moderno e seus paradigmas; a necessidade de o magistrado como propulsor de transformações sociais ter “certa rebeldia” e ainda como deve ser a convivência do juiz com a realidade da informação instantânea.

 

 

 

Durante o bate-papo, Clóvis citou o artigo A Força do Direito, do sociólogo francês Pierre Félix Bourdieu, publicado no livro O Poder Simbólico, para explicar de que maneira o campo jurídico, extremamente estruturado nas diversas sociedades, consegue interiorizar hábitos jurídicos. “Há um certo entendimento a respeito do mundo que se naturaliza, se converte em obviedade e evidência, dificultando, muitas vezes, a postura crítica e, portanto, subversiva. Daí a sua forte componente de estabilidade em relação a outros campos de produção cultural.”

 

 

 

Ele ressaltou ainda que “novos paradigmas de entendimento do mundo trazidos para o Direito costumam ser acompanhados de estratégia subversiva e, como toda rebeldia, serão atacados por todos aqueles que hoje ocupam postos de dominação e, provavelmente, aplaudidos por aqueles que pretendem uma redistribuição do capital no interior do campo [jurídico].”

Leia mais:  Confira os plantonistas deste fim de semana

 

 

Idealizado pela gestão 2021/2022 da Esmagis-MT, o programa é coordenado pelo diretor-geral da escola Marcos Machado e pelo desembargador João Ferreira Filho, juntamente com o entrevistador juiz Gonçalo Antunes. A veiculação das entrevistas será mensalmente no canal oficial do TJMT no YouTube (@tjmtoficial), bem como no Portal da Instituição (www.tjmt.jus.br) e da escola (esmagis.tjmt.jus.br).
 

 

 

De acordo com o diretor, a ação visa “incutir nos magistrados uma melhor compreensão da sociedade moderna e das exigências que ela impõe aos juízes dentro dos valores primários de igualdade e segurança jurídica.”

 

 

 

Antunes ressalta que o programa também tem o objetivo de desenvolver a reflexão teórica a partir da perspectiva das ciências sociais, ampliar o conhecimento de magistrados em ciências sociais, estimular a pesquisa e o estudo das ciências sociais e humanas e ainda capacitar e ainda contribuir para o crescimento institucional da magistratura estadual. Segundo ele, “é preciso construir um diálogo permanente entre as decisões judiciais e a expectativa do jurisdicionado em temas que envolvem a sociedade.”

 

 

 

Clóvis de Barros Filho – Bacharel em Direito pela USP e em jornalismo pela Casper Líbero, Clóvis é mestre em Science Politique pela Universite de Paris II, doutor em Direito pela Universite de Paris III (Sorbonne-Nouvelle), doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo e também possui livre-docência pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É consultor e conferencista do Espaço Ética. Possui 30 artigos publicados, 20 livros de autoria própria e ainda 12 capítulos em livros diversos.

Leia mais:  Vara Cível de Várzea Grande permite aos advogados o envio de cartas de intimação pelo Correios

 

 

 

Cortella – Também será oportunizado aos magistrados a participação no curso ‘Filosofia e nós com isso?’ do filósofo Mário Sérgio Cortella. A capacitação será ofertada àqueles que responderam positivamente à pesquisa realizada pela Escola da Magistratura quanto ao interesse no assunto.

 

 

 

Serão 120 minutos de conteúdo, distribuídos em 10 vídeos-aula sobre política, trabalho, propósito, mundo digital e outras abordagens. Os alunos também receberão exercícios para análise e reflexão do tema abordado. A certificação do curso será realizada pela Esmagis-MT, conjuntamente com a consultoria Sophya, que representa o filósofo.

 

 

 

Keila Maressa

 

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

 
 

Continue lendo

Mais Lidas da Semana