Política Nacional

Kajuru critica tarifas dos EUA e ressalta defesa brasileira na OMC

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O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), em pronunciamento nesta terça-feira (19), criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele apontou que o Brasil, que importa mais do que exporta para o mercado norte-americano, recebeu a maior taxação, de 50%, enquanto outros países enfrentam índices a partir de 10%. Kajuru afirmou que a justificativa apresentada pelo governo norte-americano considera que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança e à economia dos Estados Unidos.

Soa estranho a nação mais poderosa da Terra se dizer ameaçada pelo Brasil, um país que não se envolve em contenciosos desde a Guerra do Paraguai, há mais de 150 anos, e cuja Constituição, no plano internacional, defende princípios como o da não intervenção e o da solução pacífica dos conflitos — declarou.

O senador destacou que o governo brasileiro respondeu à medida com um documento técnico de 91 páginas, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A manifestação foi enviada ao escritório comercial dos Estados Unidos e contestou a investigação aberta a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto argumenta que não há base jurídica ou factual para sustentar as acusações e aborda temas como o Pix, elogiado por organismos internacionais, a regulação de redes sociais pela Justiça brasileira, o combate ao desmatamento e o cumprimento de regras internacionais sobre propriedade intelectual.

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— A resposta brasileira assinala que é prática normal o estabelecimento, por legislações nacionais, de requisitos formais para o funcionamento de empresas estrangeiras em seu território, para efeito de responsabilidade jurídica, e argumenta que o Brasil se esforça para equilibrar direitos fundamentais e combater crimes on-line, de acordo com seu sistema jurídico e valores sociais. Em relação à propriedade intelectual, o Brasil sustenta que cumpre padrões internacionais e mantém marcos regulatórios em linha com os acordos da OMC, a Organização Mundial do Comércio. Agora, é esperar pelos desdobramentos — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Regulamentação da educação domiciliar é tema de debate na Câmara nesta terça

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (9), uma audiência pública sobre educação domiciliar (homeschooling) e seus impactos para as crianças e suas famílias. O debate será realizado às 16h30, em plenário a ser definido.

O debate foi sugerido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e pretende discutir a regulamentação nacional da educação domiciliar.

A audiência deve abordar:

  • a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a prática compatível com a Constituição, desde que seja disciplinada por lei federal; e
  • o Projeto de Lei 1338/22, que permite a educação dos filhos em casa. O texto já foi aprovado pela Câmara e, atualmente, está em análise no Senado.

Insegurança jurídica
Nikolas Ferreira afirma que a falta de regulamentação tem gerado insegurança jurídica para as famílias que assumem diretamente a educação dos filhos.

Ele cita casos em que pais foram condenados por abandono intelectual, apesar de manterem uma rotina educacional estruturada para os filhos.

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O deputado afirma que a educação domiciliar deve ser analisada sob os aspectos da liberdade educacional, da responsabilidade dos pais e do melhor interesse da criança. Segundo ele, o ensino individualizado pode favorecer a aprendizagem ao se adaptar ao ritmo e às necessidades de cada estudante.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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