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Educação

Mais 301 escolas municipais do Rio voltaram hoje às aulas presenciais

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A nova fase do ensino presencial na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro começou hoje (21) com mais 301 escolas. Amanhã (22), mais 63 escolas retomam com o ensino presencial. Com isso, a partir desta semana, a rede municipal de educação do Rio terá 783 unidades escolares com ensino presencial, contemplando todo o ensino fundamental I, da pré-escola até o 6º ano carioca.

O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, disse que a rede segue rigoroso protocolo sanitário, o que permite o retorno das aulas presenciais com responsabilidade. Segundo ele, com o início do ano letivo, foram destinados mais de R$ 18 milhões para as unidades escolares fazerem ajustes e pequenas reformas.

“Antes de uma escola retomar com o ensino presencial, precisa passar por todas as adequações necessárias e, assim, ficar apta a receber alunos, professores, funcionários, pais e responsáveis com segurança”, afirmou, em nota.

Entre os protocolos sanitários estabelecidos estão o uso de máscara facial obrigatório exceto para crianças de até 3 anos, horário escalonado de entrada, saída e recreio dos alunos, refeições nas salas de aula, e distanciamento de 1,5 metro.

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Os estudantes e profissionais que sejam de grupo de risco para a covid-19 não deverão participar das atividades presenciais.

Edição: Aécio Amado

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Educação

Entidades recomendam ações para fortalecer educação na pandemia

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O Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil divulgaram hoje (11) um conjunto de recomendações ao governo federal para fortalecer as políticas públicas voltadas a apoiar o setor educacional durante a pandemia.

De acordo com as entidades, é preciso alocar recursos de forma estratégica para assegurar o acesso e evitar a evasão escolar, especialmente por segmentos mais atingidos pela pandemia, como negros, indígenas e crianças e adolescentes das áreas rurais.

Segundo o Todos pela Educação, em 2020 o governo federal reservou orçamento de R$ 48,2 bilhões para a educação básica, mas o valor executado ficou em R$ 35,2 bilhões, o menor em uma década.

As duas organizações destacam a necessidade de disponibilizar vacinas para trabalhadores da educação em todo o país, inclusive aqueles com atuação em unidades de ensino em comunidades marginalizadas.

Os profissionais da área foram incluídos no plano de operacionalização da vacinação contra a covid-19 e passaram a receber doses neste mês para a sua imunização, começando pelos trabalhadores em creche e do ensino fundamental.

As organizações defendem o uso de indicadores claros para o fechamento das escolas que considerem os riscos de transmissão do novo coronavírus e parâmetros baseados em evidências para decidir o retorno às atividades presenciais.

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O documento acrescenta que deve ser realizada uma campanha de “volta às aulas” visando a um retorno gradual e seguro, ofertando apoio às famílias cujas crianças e adolescentes tiverem dificuldades para isso.

A manifestação acrescenta que o Executivo federal deve apoiar estados e municípios com menores condições no fornecimento de equipamentos de proteção individual para os profissionais da educação.

Outra ação elencada é o apoio ao acesso à internet de alunos. As entidades citam pesquisa do Instituto Datafolha segundo a qual antes da pandemia 4 milhões de crianças e adolescentes não possuíam acesso à internet.

Segundo as organizações, o governo federal deveria adotar “medidas para garantir internet acessível, confiável e estável, incluindo medidas direcionadas para fornecer acesso gratuito e equitativo – e dispositivos capazes de apoiar o conteúdo educacional básico – para crianças e adolescentes que ainda não podem assistir às aulas presencialmente”.

No posicionamento, o Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil lembram que, de acordo com ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, 16,6% das crianças em casas com renda per capita de até meio salário mínimo não tiveram acesso à educação, índice que foi de 3,9% nos lares com renda per capita de mais de quatro salários mínimos.

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A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Educação e aguarda retorno.

Edição: Bruna Saniele

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