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Política Nacional

Mayra Pinheiro pediu perguntas para enviar a senadores antes da CPI, diz jornal

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Vídeo divulgado pelo jornal The Intercept mostra Mayra Pinheiro em
Reprodução / Twitter / The Intercept

Vídeo divulgado pelo jornal The Intercept mostra Mayra Pinheiro em “treinamento secreto”

Na noite desta quarta-feira (21), o jornal The Intercept divulgou um vídeo da secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como ” Capitã Cloroquina “, fazendo uma espécie de ‘treinamento’ e se preparando para depôr à CPI da Covid , em maio deste ano.

A secretária sugeriu ao ex-ministro da pasta, Eduardo Pazuello, a criação do aplicativo TrateCov , que gerou polêmica e já foi desativado . O sistema recomendava remédios do chamado ” tratamento precoce “, isto é, sem comprovação científica de eficácia contra a Covid-19 .

Na gravação divulgada, Mayra aparece conversando e tirando dúvidas com o pesquisador Regis Bruni Andriolo, defensor da cloroquina e ligado à Universidade do Estado do Pará, e o médico olavista e também secretário da pasta, Helio Angotti Neto. Na ocasião, ela perguntou se não havia uma “bala de prata” que pudesse provar que a “cloroquina funciona”, demonstrando total desconhecimento sobre o medicamento defendido por ela.

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“Qual é a bala de prata que eu posso levar estampada para dizer aos senadores: ‘tá aqui a prova estatística que eu tenho até hoje que hidroxicloroquina, ivermectina funciona?'”, questionou ela.

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Além disso, a secretária também afirmou ter coletado alguns estudos, mas reconheceu que “se for analisar”, eles têm alguns erros, como na metodologia. “E eu imprimi 2.400 páginas de evidências, mas eu sei que boa parte do que eu imprimi, se a gente for analisar, pode ter os mesmos conflitos que o senhor acabou de falar aqui. Questões de metodologia inadequada…”

No vídeo revelado pelo  The intercept , Mayra também pediu que o médico e o pesquisador fizessem perguntas que os senadores pudessem lhe fazer durante a oitiva, para que ela pudesse “treinar”. “Se o senhor puder fazer três ou quatro perguntinhas que os deputados podem me fazer”.

Ainda, a secretária disse que precisava enviar aos senadores governistas algumas perguntas que “ajudassem no discurso” deles e que dessem a ela “oportunidade” de falar. “Tem um grupo que nos apoia, que reconhece o nosso trabalho. Esse grupo precisa fazer perguntas que nos ajudem no nosso discurso. Que perguntas posso dar a esses senadores fazerem a mim, que eles chutam para eu fazer o gol?”, acrescentou.

“Capricha e já me dá a resposta porque os senadores têm que ter essa respostinha. Tem cinco senadores que vão jogar com a gente, preciso dar perguntas para eles interrogarem cujas respostas sejam oportunidade de eu falar”, continuou

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Política Nacional

Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

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Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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