Saúde

Ministério da Saúde abre inscrições em segunda chamada para médicos atuarem no SUS pelo Agora Tem Especialistas

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O Ministério da Saúde está com inscrições abertas até o dia 3 de outubro para a segunda chamada do projeto Mais Médicos Especialistas, iniciativa do Agora Tem Especialistas para ampliar o acesso a atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa do governo federal, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, oferta a possibilidade de escolha em quase três mil postos em serviços hospitalares e ambulatórios especializados da rede pública de saúde. Nesses locais, o médico inscrito poderá indicar onde deseja atuar.  

Após a inscrição, é realizada a avaliação da disponibilidade de vagas nos cursos de aperfeiçoamento. “Se houver compatibilidade entre a escolha do local e a vaga no curso de aperfeiçoamento, o profissional será alocado para desenvolver as atividades do programa. Assim, esses médicos se somarão aos 320 já em atuação, para que possamos alcançar a meta de 500 especialistas até o fim de 2025, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Felipe Proenço. Ele se refere aos profissionais convocados na primeira chamada, que começaram a atuar em 156 municípios de todas as regiões do país, na semana passada. 

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As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de outubro na plataforma da UNA-SUS, com o preenchimento de formulário. Os aprovados serão chamados em futuras convocações, de acordo com a disponibilidade de vagas nas instituições formadoras. Para isso, precisam ser especialistas nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, ginecologia, endoscopia, coloproctologia, gastroenterologia, obstetrícia, cardiologia, oncologia clínica, radiologia e otorrinolaringologia.   

Trabalho e aprimoramento profissional

Além de reforçarem o atendimento em hospitais e policlínicas do SUS, os médicos especialistas aprovados passarão por um aprimoramento profissional, em sua área de formação. Esse curso será ministrado por profissionais de excelência de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e da Rede Ebserh. Assim, o SUS terá especialistas cada vez mais atualizados. 

Serão 16 horas semanais dedicadas à prática assistencial em unidades do SUS e quatro horas semanais de atividades educacionais, que incluem mentoria remota e imersões em serviços de referência. 

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Cada curso terá duração de 12 meses. Estão incluídos temas como cirurgia coloproctológica com foco em tumores colorretais; cirurgia ginecológica com foco em tumores ginecológicos; oncologia clínica: cânceres prevalentes no SUS; radioterapia: planejamento e execução no SUS; e ultrassonografia mamária diagnóstica e intervencionista. 

Talita de Souza
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde define estrutura metodológica para mapear centros de pesquisa clínica no país

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No dia 05 de outubro, o Ministério da Saúde aprovou a metodologia que guiará o mapeamento nacional dos centros de pesquisa clínica públicos e privados. A iniciativa vai levantar informações sobre infraestrutura, atuação, abrangência territorial e expertises dessas unidades. O diagnóstico será usado para impulsionar o planejamento de políticas públicas e a capacidade local de desenvolver medicamentos, vacinas e tratamentos que atendam às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A validação da proposta de metodologia foi realizada durante workshop que reuniu especialistas e representantes de instituições dos diferentes segmentos da pesquisa clínica, como centros de pesquisa, comunidade científica, hospitais, entidades profissionais e setor produtivo. 

O trabalho é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde e executado pela Faculdade de Medicina de Botucatu, instituição da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMB/Unesp), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “A identificação e a divulgação de informações sobre os centros de pesquisa clínica em todo o território nacional contribuem para o conhecimento da estrutura de pesquisa existente no Brasil e para o desenvolvimento de estudos científicos na área da saúde”, avaliou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da SCTIE/MS, Meiruze Freitas. 

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A aplicação nacional ocorrerá até o fim deste ano, com a publicação do edital de chamamento público para a coleta de informações dos centros de pesquisa clínica de todo o país. A partir dessas informações, o Ministério da Saúde implementará o Cadastro Nacional de Centros de Pesquisa Clínica. 

“O cadastro permitirá identificar as competências, as capacidades e as estruturas existentes nos centros de pesquisa clínica, além de reunir informações que poderão subsidiar o planejamento de investimentos, a qualificação dos serviços e a integração entre as instituições. Os dados também poderão contribuir para a análise da distribuição regional da infraestrutura de pesquisa e para o planejamento de ações voltadas ao desenvolvimento de tecnologias em saúde”, informou Meiruze. 

O cadastro será constituído no âmbito do Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), que busca impulsionar os estudos estratégicos para a saúde pública e promover um ambiente de pesquisa mais integrado e transparente. “Um dos resultados previstos é a criação de um banco de dados público, com acesso em tempo real às informações sobre os centros de pesquisa clínica”, pontuou a diretora.

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Além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o cadastro também deverá trazer benefícios para o setor produtivo, uma vez que facilitará a identificação de parceiros estratégicos, formação de redes colaborativas e a integração entre centros de pesquisa e indústria, acrescentou Meiruze. 

“As informações reunidas poderão subsidiar o planejamento de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de apoiar a identificação de oportunidades para a produção nacional de medicamentos e outras tecnologias em saúde, considerando as necessidades SUS e da população”. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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