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Política Nacional

Mito ou genocida? Bolsonaro aparece em voo comercial e divide passageiros

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entra em avião comercial e recebe gritos de
Reprodução Redes Sociais

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entra em avião comercial e recebe gritos de “mito” e “genocida” de passageiros

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido)  entrou de surpresa em um avião comercial no aeroporto de Vitória na manhã de sexta-feira (11).

Bolsonaro cumprimentou e tirou foto com parte dos passageiros e da tripulação, e ouviu palavras de apoio e de crítica. O presidente estava usando máscara na maior parte do tempo.

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Confira o vídeo:


O vídeo do episódio foi publicado pelo canal do Youtube Foco do Brasil. Na parte da frente do avião, Bolsonaro acenou para os passageiros e tirou algumas fotos.

Diversos dos presentes gritaram palavras de apoio. Aos que o criticaram, o presidente disse que deveriam utilizar um jegue como meio de transporte. A interação durou menos de dois minutos.

“Quem fala “Fora Bolsonaro” deveria estar de jegue viajando. (Quem fala) “Fora Bolsonaro” devia estar viajando de jegue, não de avião. Para ser solidário com o candidato deles”, disse.

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Outro video que viralizou nas redes sociais mostram diversos passageiros entoando gritos contrários ao presidente:

Bolsonaro foi ao Espírito Santo para realizar entrega de um conjunto habitacional em São Mateus. No lado de fora do aeroporto de Vitória, o presidente causou aglomeração e interagiu com apoiadores, dessa vez sem máscara.

Como o GLOBO mostrou, o presidente já participou de pelo menos 84 aglomerações desde que a Organização Mundial da Saúde ( OMS ) declarou a pandemia da Covid-19 em 11 de março do ano passado. Em média, o chefe do Executivo brasileiro esteve presente em uma concentração de pessoas a cada 5,3 dias, algumas delas registradas na mesma data.

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Política Nacional

Justiça condena delegado autor de sequestro no período da ditadura militar

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Boa parte das torturas aconteceu no DOPS - Departamento de Ordem e Política Social - hoje transformado em museu
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Boa parte das torturas aconteceu no DOPS – Departamento de Ordem e Política Social – hoje transformado em museu

Pela primeira vez no Brasil, a Justiça condenou um agente do governo por crimes cometidos durante a ditadura militar . O juiz Sílvio César Arouk Gemaque, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou o delegado aposentado do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo ( Deops ) Carlos Alberto Augusto a 2 anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto.

O delegado foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971, que atuava como corretor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Duarte havia sido expulso da Marinha em 1964 e não tinha mais vínculo com grupos de oposição à ditadura desde 1968, quando retornou do exílio. A sentença é de primeira instância e o ex-delegado poderá recorrer em liberdade.

“A condenação é um marco no Brasil, que é considerado um pária por ser o único país a não ter condenado agentes da ditadura por crime contra a humanidade, que não prescrevem e não são passíveis de anistia. É uma decisão que envolve não só o passado, mas o presente e o futuro por reforçar garantias de que esses crimes não mais ocorrerão”, afirma o procurador Andrey Mendonça, autor da denúncia.

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Mais de 50 ações por crimes ocorridos durante a ditadura já foram apresentados à Justiça brasileira , mas a maioria das denúncias foram rejeitadas ou estão paralisadas na Justiça Federal, tendo como justificativa a Lei da Anistia, que foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo Mendonça, a sentença contra o delegado aposentado do Deops, pela primeira vez, segue as normas e decisões internacionais que obrigam o Brasil a investigar e punir quem tenha atuado no extermínio de opositores políticos entre 1964 e 1985.

Em 2018, a Corte Internamericana de Direitos Humanos obrigou o país a investigar e punir os culpados pela morte do jornalista Vladimir Herzog , assassinado em São Paulo em 1975.

Em 2010, a Corte responsabilizou o governo brasileiro pelo desaparecimento de 70 pessoas durante a Guerrilha do Araguaia, descumprindo a obrigação de punir os responsáveis e omitir informações aos parentes das vítimas, que ainda hoje não localizaram os corpos.

No processo envolvendo o desaparecimento de Duarte também foram denunciados o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e o ex-delegado Alcides Singillo. Eles foram retirados da ação após morrerem – em 2015 e 2019, respectivamente.

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