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Política Nacional

“Nós não temos mais respostas”, diz Kátia Abreu sobre questionamentos do povo

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Senadora Kátia Abreu na CPI da Covid-19
reprodução/tv senado

Senadora Kátia Abreu na CPI da Covid-19


A senadora Kátia Abreu (PP-TO), em seu momento de fala durante a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19 , mostrou-se oposta a condução do governo do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia.

A parlamentar falou em defesa da microbiologista Natalia Pasternak, elogiando a conduta da cientista de posicionar-se e defender a ciência. Senadora também questionou o fato de ser contra ou a favor de Jair Bolsonaro. Pois segundo ela, teria votado 100% das pautas alinhadas ao Governo Federal. 

Entretanto,  Kátia Abreu afirmou não ter mais respostas aos questionamentos do povo sobre vacina e os altos números de mortes no Brasil. “As pessoas me perguntam, estão arrumando vacina para nós? Quando vai parar de morrer gente? Nós não temos mais resposta, não temos resposta para dar”, declarou.

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Política Nacional

Justiça condena delegado autor de sequestro no período da ditadura militar

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Boa parte das torturas aconteceu no DOPS - Departamento de Ordem e Política Social - hoje transformado em museu
Wikimedia Commons

Boa parte das torturas aconteceu no DOPS – Departamento de Ordem e Política Social – hoje transformado em museu

Pela primeira vez no Brasil, a Justiça condenou um agente do governo por crimes cometidos durante a ditadura militar . O juiz Sílvio César Arouk Gemaque, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou o delegado aposentado do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo ( Deops ) Carlos Alberto Augusto a 2 anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto.

O delegado foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971, que atuava como corretor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Duarte havia sido expulso da Marinha em 1964 e não tinha mais vínculo com grupos de oposição à ditadura desde 1968, quando retornou do exílio. A sentença é de primeira instância e o ex-delegado poderá recorrer em liberdade.

“A condenação é um marco no Brasil, que é considerado um pária por ser o único país a não ter condenado agentes da ditadura por crime contra a humanidade, que não prescrevem e não são passíveis de anistia. É uma decisão que envolve não só o passado, mas o presente e o futuro por reforçar garantias de que esses crimes não mais ocorrerão”, afirma o procurador Andrey Mendonça, autor da denúncia.

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Mais de 50 ações por crimes ocorridos durante a ditadura já foram apresentados à Justiça brasileira , mas a maioria das denúncias foram rejeitadas ou estão paralisadas na Justiça Federal, tendo como justificativa a Lei da Anistia, que foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo Mendonça, a sentença contra o delegado aposentado do Deops, pela primeira vez, segue as normas e decisões internacionais que obrigam o Brasil a investigar e punir quem tenha atuado no extermínio de opositores políticos entre 1964 e 1985.

Em 2018, a Corte Internamericana de Direitos Humanos obrigou o país a investigar e punir os culpados pela morte do jornalista Vladimir Herzog , assassinado em São Paulo em 1975.

Em 2010, a Corte responsabilizou o governo brasileiro pelo desaparecimento de 70 pessoas durante a Guerrilha do Araguaia, descumprindo a obrigação de punir os responsáveis e omitir informações aos parentes das vítimas, que ainda hoje não localizaram os corpos.

No processo envolvendo o desaparecimento de Duarte também foram denunciados o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e o ex-delegado Alcides Singillo. Eles foram retirados da ação após morrerem – em 2015 e 2019, respectivamente.

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