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Operação desarticula grupo suspeito de aplicar golpe do “falso executivo” contra empresas

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Porto Alegre, 9/6/26 – Com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Interface, ação interestadual voltada ao combate de uma organização especializada em estelionatos eletrônicos na modalidade conhecida como golpe do “falso executivo”.

Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, sendo 60 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão e ordens judiciais de bloqueio de dezenas de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.

As investigações apontam que o esquema causou prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil a uma empresa do setor industrial do Rio Grande do Sul. A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS), com apoio operacional das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

Como funcionava o esquema

Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens com fotografias, nomes e informações públicas de executivos das empresas-alvo. Com isso, convenciam funcionários dos setores financeiros a realizar transferências bancárias sob a alegação de demandas urgentes e sigilosas.

O golpe era executado a partir da região de Cuiabá (MT), e os valores obtidos eram rapidamente pulverizados para contas bancárias de terceiros em diferentes estados da federação, dificultando o rastreamento dos recursos.

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A investigação identificou uma estrutura hierárquica organizada e especializada. Os chamados articuladores e executores eram responsáveis pelo planejamento das fraudes e pelo contato direto com as vítimas, enquanto os gerentes coordenavam a movimentação financeira dos valores obtidos ilicitamente.

O grupo também contava com os chamados “tripeiros”, encarregados de recrutar contas bancárias mediante pagamento de comissões, e os “conteiros”, pessoas que cediam suas contas correntes para receber os recursos provenientes dos golpes.

Para dificultar a ação das autoridades, a organização utilizava a técnica conhecida como pulverização financeira, fragmentando os valores em dezenas de contas bancárias distribuídas em diversos estados, especialmente em instituições financeiras digitais.

Atuação do Ciberlab

Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a integração entre as forças de segurança tem sido fundamental para enfrentar organizações criminosas que atuam no ambiente digital.

“Os grupos criminosos que praticam fraudes eletrônicas atuam de forma cada vez mais sofisticada, explorando a tecnologia e a engenharia social para causar prejuízos expressivos às vítimas. O apoio do Ciberlab fortalece a capacidade investigativa das polícias civis, amplia o compartilhamento de inteligência e contribui para a identificação das estruturas financeiras que sustentam essas organizações criminosas”, destacou.

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Responsável pela investigação, a delegada Luciane Bertoletti ressaltou o grau de planejamento empregado pelos criminosos.

“Esse tipo de golpe tem se tornado comum no ambiente corporativo brasileiro. Os criminosos realizam um estudo prévio e minucioso da estrutura das empresas, identificam quem são os executivos e quais funcionários têm acesso direto ao setor financeiro. A partir daí, utilizam engenharia social com o uso de fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes, capazes de enganar operadores experientes”, afirmou.

Investigados podem responder por três crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 26 anos de reclusão.

Operação Interface

O nome da operação faz referência ao principal instrumento utilizado pelos criminosos para aplicar as fraudes: as interfaces digitais dos aplicativos de mensagens, por meio das quais os investigados simulavam a identidade de executivos e estabeleciam uma falsa relação de confiança com funcionários das empresas-alvo.

A ação integra os esforços de cooperação entre o MJSP e as polícias civis para o enfrentamento qualificado dos crimes cibernéticos, do estelionato eletrônico e das organizações criminosas que utilizam o ambiente digital para obter vantagens ilícitas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Boletim destaca boas práticas em negociações coletivas no combate à violência contra as mulheres

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta terça-feira (9), o Boletim nº 19 da série Boas Práticas em Negociações Coletivas, dedicado ao tema “Combate à Violência contra as Mulheres”. A publicação reúne 20 exemplos de cláusulas negociadas em acordos e convenções coletivas registrados no Sistema Mediador do MTE em 2025. O conjunto demonstra como a negociação coletiva pode contribuir para a prevenção da violência, o acolhimento de vítimas e a promoção da igualdade de gênero no mundo do trabalho.

A violência contra as mulheres é um problema social que produz impactos profundos na vida pessoal, familiar e profissional das trabalhadoras. Nesse contexto, a negociação coletiva se apresenta como uma importante ferramenta de proteção social, permitindo que sindicatos e empregadores estabeleçam medidas capazes de ampliar direitos, promover ambientes de trabalho mais seguros e fortalecer redes de apoio a mulheres em situação de violência.

As cláusulas selecionadas abordam iniciativas como campanhas de conscientização e prevenção, divulgação de informações sobre os mecanismos de proteção previstos na legislação, incentivo à contratação e à promoção profissional de mulheres — especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade — além de ações voltadas ao combate ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho. Entre os exemplos destacados estão cláusulas que incentivam a contratação de mulheres negras, com deficiência, chefes de família, LGBTQIA+ e mulheres em situação de violência, bem como compromissos empresariais de divulgação interna da Lei nº 14.457/2022 e de ações educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.

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De acordo com a coordenadora-geral de Relações do Trabalho da Secretaria de Relações do Trabalho do MTE, Rafaele Rodrigues, a negociação coletiva tem papel estratégico na construção de ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos. “As cláusulas negociadas demonstram como o diálogo social pode contribuir para enfrentar diferentes formas de violência e discriminação, fortalecendo a proteção das trabalhadoras e promovendo maior igualdade de oportunidades no mundo do trabalho”, destaca.

A publicação integra a série desenvolvida em parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que busca identificar, sistematizar e divulgar experiências exitosas de negociação coletiva capazes de inspirar novas iniciativas em diferentes setores econômicos.

Ao reunir exemplos concretos de cláusulas pactuadas em diferentes regiões do país, o boletim reforça a importância da negociação coletiva como instrumento de promoção dos direitos humanos, da equidade de gênero e da construção de relações de trabalho mais justas e respeitosas.

Acesse o Boletim nº 19 – Boas Práticas em Negociações Coletivas

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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