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Político de extrema direita mata imigrante a tiros na Itália

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Massimo Adriatici
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Massimo Adriatici

Um político de extrema direita da  Itália foi preso na última quarta-feira, 21, após matar um imigrante a tiros na cidade de Voghera, no norte do país. Massimo Adriatici, membro do partido ultranacionalista Liga e secretário municipal de Segurança, baleou um marroquino de 39 anos, Youns El Boussetaoui, durante uma briga na noite da última terça, 20.

Segundo as primeiras informações da polícia, a confusão ocorreu em frente a um bar de Voghera, e a vítima, atingida por um tiro no peito à queima-roupa, chegou a ser levada a um hospital, mas não resistiu e faleceu pouco depois.

Adriatici foi preso preventivamente em regime domiciliar e responderá a um inquérito por “excesso culposo [quando não há intenção de cometer o crime] de legítima defesa”.

O político se afastou do cargo de secretário de Segurança e diz ter disparado “acidentalmente” após ter sido empurrado no chão pelo marroquino, que tinha antecedentes penais por ameaça, desobediência, evasão, tráfico e por dirigir embriagado e sem documentos.

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As circunstâncias exatas do crime, no entanto, ainda estão sendo investigadas. Matteo Salvini, senador da República e secretário federal da Liga, saiu em defesa de Adriatici e disse que a hipótese é de “legítima defesa”.

“Vamos esperar antes de condenar uma pessoa de bem que se viu agredida e teria reagido”, declarou Salvini, que frequentemente usa seu perfil no Twitter para acusar imigrantes de crimes ainda não apurados pela Justiça.

Já a deputada do partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) Valentina Barzotti afirmou que o incidente ocorrido em Voghera é “inquietante e provoca raiva”. “É inaceitável que um homem desarmado possa perder a vida por um tiro em praça pública, como se estivéssemos no faroeste”, afirmou.

Fonte: IG Mundo

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Protesto contra medidas de controle à Covid-19 tem confronto em Paris; assista

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Protesto contra medidas de controle à Covid-19 tem confronto em Paris
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Protesto contra medidas de controle à Covid-19 tem confronto em Paris

Manifestantes entraram em confronto com a polícia em Paris durante protesto contra novas medidas do governo francês para controlar o avanço de casos de Covid-19, em especial a expansão da obrigatoriedade do passe sanitário a pessoas vacinadas ou com testes negativos da doença, e que será exigido em locais como museus, aviões e restaurantes.

Além da capital francesa, os atos ocorreram em 168 cidades e levaram 160 mil pessoas às ruas, de acordo com o Ministério do Interior. Eles contaram com a participação de lideranças ultranacionalistas, como Florian Philippot, vice-presidente da Frente Nacional (extrema direita), sigla de Marine Le Pen, e dos “coletes amarelos”, que ganharam notoriedade em atos contra o governo de Emmanuel Macron desde 2018.

Em Paris, o protesto reuniu cerca de 11 mil pessoas — menos do que o ato da semana passada. Os manifestantes traziam cartazes chamando as medidas defendidas por Macron de afronta à liberdade individual e as comparando a um regime de apartheid. Em discurso, Philippot chamou o presidente francês de “tirano”.

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Ao final do protesto, houve confronto com a polícia em vários pontos da capital francesa — balas de borracha e bombas de gás foram usados em alguns casos extremos, como na estação Saint-Lazare e nos arredores da avenida Champs Elysées. Não foram informados números sobre prisões ou feridos.

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Há cerca de duas semanas, o presidente Emmanuel Macron anunciou um novo pacote de medidas para tentar impulsionar a vacinação contra a Covid-19 e conter o avanço da variante Delta, hoje responsável pela maior parte das infecções no país. Neste sábado, foram confirmadas 22 mortes e 25.624 novos casos — no começo do mês, o número estava perto de dois mil casos diários.

Entre as ações, está a obrigatoriedade da vacinação de profissionais do setor da saúde, que prevê a suspensão do pagamento a quem não se imunizar até meados de setembro, e a mais incisiva delas, a expansão do passe sanitário, que será exigido em museus, restaurantes, trens e aviões. O documento é fornecido a todos que completarem o ciclo vacinal com uma das imunizações disponíveis na França ou a quem apresentar um teste negativo de PCR, que agora será cobrado nos hospitais e clínicas públicas francesas.

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Até o momento, 58% da população apta a se vacinar receberam pelo menos uma dose e 48% estão completamente imunizados.

As propostas, que são aprovadas por 58% dos franceses, estão sendo analisadas pela Assembleia Nacional e devem ser aprovadas até o final do domingo, de acordo com a imprensa francesa.

Em entrevista à revista Le Parisien, o ministro da Saúde, Olivier Véran, defendeu as medidas, e sugeriu que vai abandoná-las quando nove em cada dez franceses estiverem completamente vacinadas, e quando o número de casos chegar a 300 diários, “ao invés de 20 mil”. Na sexta-feira, diante do Senado, afirmou que o país deve enfrentar um forte impacto da Covid-19 nos hospitais até o fim de agosto — mais uma razão, segundo ele, para apertar as restrições.

Fonte: IG Mundo

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