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Saúde

Promessa de vacinação até o fim do ano é “demagogia barata”, diz microbiologista

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Transmissão ao vivo teve como convidados a microbiologista Natalia Pasternak e o do farmacêutico Julio Ponce
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Transmissão ao vivo teve como convidados a microbiologista Natalia Pasternak e o do farmacêutico Julio Ponce

A microbiologista Natalia Pasternak , presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), disse em entrevista ao portal iG nesta terça-feira (4) que prometer que toda a população brasileira vai ser vacinada até o final do ano é “demagogia barata”. A declaração foi feita durante a live Em Cima do Fato , que também teve a participação do farmacêutico Julio Ponce .

“A gente costuma dizer que quem faz promessa com prazo é político, não é cientista”, afirmou a especialista. Em sua fala, Pasternak lembrou que o Brasil tem a receber tem 100 milhões de doses da Pfizer , 38 milhões de doses da Jansen e ainda as demais que estão atrasadas da AstraZeneca , além da entrega de duas fábricas de vacinas para que o País se torne autônomo na produção de imunizantes.

“É bastante coisa para prometer, então fica difícil colocar uma data e dizer que com certeza até o final do ano toda a população brasileira vai estar vacinada. Me parece uma demagogia barata, como é a marca desse governo”, completou.

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A opinião foi compartilhada Julio Ponce, que classificou a promessa como “bastante ousada” e lembrou que, para que isso seja feito, toda a população deve receber a aplicação de duas doses de vacinas.

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“É uma promessa bastante ousada, ainda mais se a gente julgar pelo ritmo de vacinação que tivemos até agora. A gente ainda tem problema de fornecimento de vacinação e é importante ressaltar que a imunização só é considerada de sucesso quando tem o regime vacinal completo. Então, a gente tem que garantir duas doses e tem que garantir o período até que a imunidade esteja instalada de forma adequada”, disse.

Atraso da segunda dose

Os especialistas também falaram sobre os atrasos na aplicação da segunda dose na população por conta da demora na importação de insumo farmacêutico ativo. A paralisação ocorre após o Ministério da Saúde recomendar que a reserva para segunda dose também fosse aplicada como primeira dose.

“Isso que aconteceu, de não ter segunda dose, era absolutamente previsível. Eu até brinquei sobre quem é que garante que a segunda dose vai chegar. A gente vai nessa de garabtia ‘soy yo’? Não tem como você garantir um processo de fábrica. Coisas acontecem no meio do caminho, como aconteceram. As coisas atrasam, a fabricação atrasa e daí o pessoal ficou sem segunda dose”, disse Natalia Pasternak.

“A programação do Ministério da Saúde, que é centralizada, não foi feita de forma adequada. Então, a partir do momento que eles falam que pode usar a segunda dose como primeira, se subentende que eles já têm engatilhadas doses suficientes para garantir o regime vacinal vacina, mas não foi o que aconteceu”, acrescentou Julio Ponce.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil tem 2,5 mil mortes e 75,4 mil casos em 24 horas

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Em 24 horas, o Brasil registrou 75.445 casos de covid-19 e 2.513 mortes decorrentes da doença. Os dados foram apresentados na atualização diária do Ministério da Saúde sobre a pandemia, divulgada hoje (18).

Boletim/situação epidemiológica da covid 19 no Brasil/18.05.2021 Boletim/situação epidemiológica da covid 19 no Brasil/18.05.2021

Boletim/situação epidemiológica da covid 19 no Brasil/18.05.2021 – Ministério da Saúde

Com as novas estatísticas, o número de mortes causadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia no Brasil chegou a 439.050. Ainda há 3.696 falecimentos em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

Com os novos diagnósticos confirmados, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 15.732.836. 

Ainda há no país 1.046.177 casos em acompanhamento. Esse é o nome dado às pessoas infectadas e com casos ativos de contaminação pelo novo coronavírus.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia totalizou 14.247.609. Isso equivale a 90,6% do total de pessoas que foram infectadas com o vírus.

Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (105.105). Em seguida vêm Rio de Janeiro (48.313), Minas Gerais (37.617), Rio Grande do Sul (26.901) e Paraná (24.857). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.579), Acre (1.625), Amapá (1.628), Tocantins (2.737) e Alagoas (4.523).

Vacinação

Até o momento, foram distribuídos a estados e municípios 90,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 54 milhões de doses, sendo 36,6 milhões da 1ª dose e 17,4 milhões da 2ª dose.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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