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Política Nacional

Renan diz que pedirá prisão de Onyx se tentativa de interferência na CPI seguir

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Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni
Reprodução: BBC News Brasil

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni

O relator da CPI da Covi, senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse nesta quarta-feira (23), em entrevista a Globo News que convocará imediatamente  o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni para depor à CPI.

Calheiros ainda disse que caso as tentativas de intervenção nas investigações da CPI continuem a acontecer, pedirá a prisão de Lorenzoni. 

“Qual é a resposta da comissão? Vamos convocá-lo imediatamente. Desde de logo adiantamos que se continuarem as ameaças e intimidações, a tentativa de interferir na investigação, nós vamos requisitar a prisão do Secretário-Geral da Presidência da República” disse

Também presente na entrevista o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) corroborou a fala de Calheiros. “A declaração do Secretário da Presidência da República [Onyx] é uma clara obstrução às investigações. Isso configura crime” disse.

A entrevista ocorreu logo após o pronunciamento do governo a respeito das  denúncias sobre irregularidades nos contratos de compra das vacinas da Covaxin. 

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Política Nacional

Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

Leia mais:  PGR pede ao STF que inquérito sobre Pazuello vá para a primeira instância

Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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