Saúde

Reunião interministerial debate ações conjuntas de proteção e promoção da saúde dos trabalhadores

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O Ministério da Saúde (MS) realizou em Brasília, no dia 06/10, a 3ª reunião técnica interministerial para debater ações conjuntas de proteção e promoção da saúde da população trabalhadora. Representantes dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social (MPS), além do MS, participaram do diálogo.

Para o Coordenador-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador do MS, Luís Henrique da Costa Leão, a cooperação entre as pastas é fundamental para garantir o trabalho saudável no país. “É importante levantarmos pautas estratégicas em comum, definir os problemas prioritários, as categorias mais vulneráveis e conectarmos a atuação dos ministérios”, afirmou.

O Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE, Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira, destacou a necessidade de integração entre sistemas e dados para um melhor planejamento das ações interministeriais. “Hoje, bancos de dados como o de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), por exemplo, nos mostram apenas a ponta do icebergue. Isso acontece devido ao aumento da informalidade. Está na hora de integrar todos os sistemas, como CAT e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre outros”, reforçou. “A informalidade crescente tem intensificado o desafio da subnotificação”, acrescentou o Coordenador-Geral de Monitoramento dos Benefícios por Incapacidade do MPS, Paulo César Andrade Almeida.

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Para os participantes, a construção de projetos piloto para atender categorias afetadas pelos altos índices de informalidade, adoecimento e acidentes, como caminhoneiros e trabalhadoras domésticas, também é um dos desafios importantes a serem enfrentados. “O Estado tem uma dívida histórica com categorias invisibilizadas, como as trabalhadoras domésticas”, lembrou o Diretor Substituto do Departamento de Fiscalização do Trabalho do MTE, Matheus Klein. Presente no encontro, a Diretora do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do MPS, Márcia Rejane Campos ressaltou que muitas dessas categorias têm buscado o diálogo com o governo. Segundo a diretora, a construção de ações conjuntas entre as pastas é uma resposta oportuna às demandas da população trabalhadora.

Estiveram em pauta também a vigilância e prevenção de óbitos relacionados ao trabalho, o combate aos agrotóxicos e substâncias químicas nocivas (como o amianto, o benzeno e o mercúrio), além dos impactos das mudanças climáticas e do adoecimento mental de quem trabalha. Os encaminhamentos pactuados devem acontecer nas próximas semanas.

Daniel Zimmermann
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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