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Justiça

Rio: Justiça determina afastamento de bombeiro que matou ciclista

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A Justiça do Rio determinou hoje (28) o afastamento do capitão do Corpo de Bombeiros João Maurício Correia Passos de todas suas funções junto à corporação. O militar responde pelo atropelamento e morte do ciclista Cláudio Leitte da Silva, de 52 anos, no dia 11 de janeiro na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. 

O militar no dia do atropelamento foi flagrado numa loja de conveniência de um posto de gasolina na Avenida Lúcio Costa com uma garrafa de bebida destilada numa das mãos e na outra com um copo de bebida. A cena foi divulgada pelas redes sociais. Após pegar o carro de madrugada, menos de 100 metros depois, ele atropelou e matou o ciclista. Em seguida, fugiu a pé do local.

O afastamento foi determinado pela juíza Luciana Fiala, da 31ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, pelo menos, até a conclusão do laudo do Incidente de Dependência Toxicológica, requerido pela defesa de João Maurício nesta quarta-feira (28), após o militar ter sido interrogado em audiência. Seis testemunhas da acusação também foram ouvidas em depoimento à Justiça.

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A magistrada suspendeu a tramitação do processo até a conclusão do incidente e apresentou três quesitos do juízo, também acolhidos pelo Ministério Público, a serem apreciados pelos peritos responsáveis pelo exame do capitão do Corpo de Bombeiros.  

A defesa do acusado tem prazo de cinco dias para apresentar os seus quesitos e eventual indicação de assistentes técnicos. A perícia deverá ser realizada pelos médicos lotados no hospital penitenciário Heitor Carrilho e o laudo deverá ser apresentado no prazo de 45 dias a partir da data do exame a ser agendado.

Edição: Fábio Massalli

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Justiça

STF invalida leis do Ceará que garantiram pensão a ex-prefeitos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu invalidar leis dos municípios de Nova Russas (CE) e Campos Sales (CE) que garantiram pensão vitalícia a ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos e ex-vereadores. Em decisão unânime, os ministros entenderam que as normas não são compatíveis com os princípios republicano e da igualdade. O caso foi decidido na semana passada durante sessão do plenário virtual. 

O caso chegou ao STF por meio de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No município de Campos Sales, uma lei municipal de 1985 garantiu pensão por morte e por invalidez para ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos, ex-vereadores e seus cônjuges. No mesmo ano, em Nova Russas, foi autorizado o pagamento de pensão vitalícia a dependentes de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores falecidos durante o cumprimento do mandato. 

No julgamento, prevaleceu o voto do ministro Gilmar Mendes, relator da ação. No entendimento de Mendes, as leis não foram recepcionadas pela Constituição. Conforme o voto, os cargos de natureza política do Executivo e Legislativo são temporários, não se justificando o pagamento de benefício permanente a ex-ocupantes, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da moralidade pública e da responsabilidade com os gastos públicos. 

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Edição: Fábio Massalli

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