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Sessão especial homenageia pastores e obreiros de igrejas evangélicas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial nesta terça-feira (31), no Plenário das Deliberações Renê Barbour, requerida pelo deputado Eduardo Botelho (União) e pela deputada Janaina Riva (MDB), para homenagear pastores e obreiros das igrejas evangélica de Mato Grosso, com 220 moções de aplausos, em reconhecimento aos relevantes serviços de acolhimento e ação social.

Para o deputado Eduardo Botelho, ser convocado para a obra divina é atender a um desígnio que transcende a compreensão humana, implicando, em muitos casos, a renúncia ao conforto pessoal em prol do cuidado com vidas, do amparo a corações aflitos e da disseminação da esperança em locais onde a dor predomina.

“A atuação das igrejas evangélicas em Mato Grosso perdura ao longo do tempo, manifestando-se nas periferias, nas áreas rurais, nos hospitais, nos presídios, nas residências mais humildes e, principalmente, nos corações mais necessitados. É impossível abordar essa missão sem reconhecer os desafios inerentes. Reconhecemos que a tarefa é árdua e, com frequência, realizada de maneira discreta. Privada de reconhecimento e de recursos, mas jamais destituída de propósitos”, explicou o parlamentar.

Durante a sua fala, Botelho explicou que os pastores contribuem para a recomposição de núcleos familiares, a reintegração de jovens, a orientação de crianças e o amparo aos idosos.

“Essas moções também reconhecem o trabalho da igreja nesse contexto. A igreja, de fato, atua em diversas áreas, e essa é uma de suas ações mais significativas. Ela se une a nós na luta contra o feminicídio, conclamando seus membros, especialmente os homens, a se engajarem no combate a qualquer agressão contra mulheres. A importância se estende a todos os aspectos da vida, especialmente em comunidades carentes e em momentos de dificuldade”, disse ele.

“Os pastores oferecem apoio às pessoas em necessidade. Esta homenagem, portanto, reconhece o trabalho desses pastores, provenientes de diferentes locais, que auxiliam a comunidade, levando mensagens de paz, fé, esperança e a palavra de Deus. É esse reconhecimento que dedicamos aos pastores e pastoras”, complementou Botelho.

De acordo com o pastor da Igreja Pentecostal Unidos em Cristo, Silvano Moura Medeiros, a homenagem representa um reconhecimento dos serviços prestados pela igreja.

“Como ministro do Evangelho, tenho me dedicado a servir à cidade de Cuiabá e à Baixada Cuiabana. Considero esta homenagem uma forma de reconhecimento, embora toda honra e glória pertençam a Jesus Cristo”, falou ele.

A pastora Daisy Leite, entende que a homenagem é o reconhecimento aos pastores e bispos que dedicam-se à obra religiosa em Cuiabá e ao Estado de Mato Grosso.

“Esses líderes têm como missão angariar fiéis, acolhendo pessoas que, em muitos casos, encontram-se em situação de vulnerabilidade, como o uso de drogas, e que necessitam do conforto espiritual. Diariamente, enfrentamos desafios, conciliando nossas atividades profissionais com a pregação do Evangelho, seja à noite, nos cultos, ou aos finais de semana, nas ruas, buscando trazer novos membros à fé e contribuindo para o bem-estar do Estado”, esclareceu ela.

“Este momento representa um significativo reconhecimento ao trabalho desenvolvido tanto em prol do Estado quanto em nome de Deus. É uma honra para nós, pastores, bispos e missionários, que dedicamos nossas vidas a essa causa, movidos não por interesses materiais, mas pela fé e pela esperança na salvação”, concluiu Daisy.

Segundo o presidente da igreja Só o Senhor é Deus, pastor Jairo Miranda da Costa, a moção representa todo trabalho no estado voltado para Deus.

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“Para nós, é de grande relevância. Primeiramente, demonstra o reconhecimento do Poder Legislativo de Mato Grosso ao trabalho desenvolvido pelas igrejas evangélicas, que é, essencialmente, um trabalho social voltado para amparar aqueles que se sentem oprimidos e necessitados. Portanto, neste momento, sentimo-nos honrados e valorizados, pois percebemos que a sociedade, através de seus representantes, os deputados, reconhece a importância de nosso trabalho”, finalizou.

Veja os homenageados:

Adilamar Arruda Castro

Adriana da Piedade

Adriana Pinheiro da Mata Silva

Adriane Aparecida Gomes da Silva Viana

Ailton Pinto Magalhães

Alberto Carlos de Oliveira Tortorellio

Alcemir Cesar Figueiredo

Alcemir Cesar Figueiredo

Alécio de Jesus da Silva Junior

Alex Sandro Nhoato

Altair Nogueira de Santana Filho

Alzira Alves Pereira Mofatto

Amilton Pereira da Silva

Ana Dias de Moura Souza

Ana Lícia Gomes Honorato de Jesus

Ana Rosa Firmino de Azevedo

Andreia Alves Magalhães Silva

Angelina Teixeira Moreira Amercê

Antonio Baldino Braga

Antônio Zizei da Silva Flores

Ari Almeida de Lima

Audileia Bispo Barros

Belmira Pinto da Silva

Benedita Deonisia Pereira de Melo

Benedita Fátima da Costa

Benedita Moraes Alves

Benedita Rita da Silva Costa Bordim

Brenno Nogueira Epifánio

Carlos José da Silva

Carolina da Silva Santos Melo

Cecília Maria Santos da Silva Maciel

Celestina Soares Professor Peixoto

Chrislayne de Paula Souza dos Santos

Christiane de Jesus Alcantara Medeiros

Cislei Pinho dos Santos

Claiton Silva da Costa

Claudemir da Mata Oliveira

Cláudia da Silva Andrade

Cláudia Lourenço Teixeira Coimbra

Claudia Santos

Claudiney Alves de Oliveira

Creudes Francisca Dias

Creusa da Silva Santos

Creuza da Silva Correa

Daniel Almeida

Daniel José dos Santos

Daniela Aparecida Cosme Figueiredo Coelho

Daniela Aparecida Gomes Figueiredo

Dannielly Santos da Costa

David Bispo Alves da Silva

Débora Aparecida Pereira da Silva

Deise Mara de Arruda Souza

Deise Mara de Arruda Souza

Delcilene Silva Lacerda Leite

Denesílio Braulio de Pinho

Denise Aparecida de Arruda Alves

Deyse Leite Ali

Diego Aparecido dos Santos Rodrigues

Diego Roberto Rondon dos Santos

Domingos Antonio Correa

Domingos Sávio Vivi

Doraci Araújo

Dulcilene Souza de Oliveira

Edemilson Ribeiro Leopoldo

Edilson Jose da Silva Souza

Edislayne Francisca Pereira Prado

Edjane de França Faria Lima

Eduardo Francisco da Paixão

Elaine Cristina Ferreira da Silva Barbalho

Elias Peixoto da Silva

Elinete Fátima de Almeida e Silva

Elizete da Cruz Fernandes

Eluce Nilza Dias da Costa

Elza Cardoso de Araújo

Emily Tatiane da Silva Ferro

Enoel Benedito de Almeida

Erielton Bitencourt dos Santos

Fábio do Espírito Santo Moraes

Feliciano Santana da Costa

Fernando Antônio Brito da Silva

Flaviene Emanoela de Souza Andrade

Flávio da Silva Core

Francioney de Arruda Silva

Francisco Cândido Rodrigues

Gabriel Mota Veras

Gabriel Pinheiro de Moura Silva

Genilda Ramos da Cruz Oliveira

Georgia Michelle Lima de Oliveira

Geraldo Rodrigues Barbosa

Gerson Luiz Pereira Prado

Gilmar Alves

Gilson Oliveira Correia

Giovanni Gonçalves Silva

Gisele Guises Santana Cruz

Gleidson Leal da Silva

Gonçalo da Silva

Gregorio Norato Santos

Ingrid Paula de Moura

Jair de Cerqueira Júnior

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Jairo Miranda da Costa

Jefferson da Silva Melo

Jefferson Freire de Barros

Jéssica Patrícia Paes de Arruda Lima

Joanderson Deus Pereira da Costa

João Henrique Alves

João Miguel Lopes Coelho

Jocemar Milan Tavares

Joeder Silva Barbalho

Joice Cristina de Arruda Alves

Jorge Luiz Gonçalves

José Antônio Santana Neves

José Luiz do Espírito Santo

Josefa de Fátima Silva

Josefina Santos Costa

Juliano Aluizio dos Santos

Júlio Pereira Rocha

Jurandir Décimo Montanari

Juscelino Antônio de Lima

Juscelino Matildes Rosa de Jesus

Kalleb Fabrício do Prado

Kelvi Andrade Zandona

Larissa Souza Fonseca Silva

Laurentino Fernandes de Melo

Leila de Oliveira de Castro e Silva

Leonice Fagundes

Lindomar Santos

Lourdes Marta

Lourenço Gonçalo da Silva

Lucia Rosa da Silva Fagundes

Luciamar Cândido Rodrigues de Moraes

Luciele de Almeida Silva

Lucineia Pinto Andrade

Lucineide Nunes do Nascimento Souza

Lucio Agostinho de Moraes

Luis Fernando da Silva Ferro

Luiz Patu de Melo

Luzia Merces da Silva

Luzia Rosa de Oliveira

Luziene Barbosa da Silva

Marcia Cristina de Oliveira Rodrigues

Marcos Orlando Jorge da Penha Fernandes

Marcos Valério Teixeira da Silva

Margareth Pinto da Silva

Maria Auxiliadora Matos

Maria Claudia da Penha Fernandes

Maria Edina de Aguiar Silva de Araújo

Maria Eduarda dos Santos Campos

Maria Eunice Martins Pego Silva

Maria Felix

Maria Helena da Silva e Souza Costa

Maria Souza Castro

Mariana Ferreira Gonçalves

Mário Cesar Sinobe do Amaral

Mário Vitor Oliveira Reis

Marli Rodrigues dos Santos

Mirian Silva Vieira

Monise Cristina de Arruda Alves Silva

Nádia de Oliveira Silva

Nádia de Jesus Nogueira Santana

Nair Ferreira Barbosa Rodrigues

Nayara Cavalcante Rocha Pereira

Neiva Cristina Lopes do Amaral Santos

Neris Carvalho de Rosa Pereira

Nilza Almeida Messias

Orcino Xavier da Costa

Orias Peixoto da Silva

Patrícia Nogueira Guimarães Figueiredo

Paula Moura

Pedro Saraiva dos Santos

Rafael Moraes Viana

Raisa Alves de Oliveira

Regilane Magalhães Teixeira de Cerqueira

Reginaldo Fagundes da Luz

Renata Assunção da Cruz Araújo e Silva

Rodrigo de Souza Borges

Roger de Arruda e Silva

Ronie Von Jose de Maciel

Rooseleny Andrade Cuebas Borges

Rosangela Maria Rodrigues da Silva

Rosangela Pereira do Vale

Rosiene Benedita Moraes Alves

Rozenil Bispo da Silva Santos

Rute Fernanda de Oliveira Lima

Samir Silva

Samuel Gonçalves da Silva

Samuel Gonçalves de Assis

Sandra Regina Silva Montanari

Sebastiana Carmo da Cruz Neves

Shirley Dias Barbosa

Silar Mazzuchetti Ventura

Silvana Cristina Mamora

Silvania Aparecida Correa de Moraes

Silvano Moura Medeiros

Simone Vieira Tolentino Bomfim

Sonia Maria Fátima Ramos

Sonia Rodrigues

Tamiris Carolina de Arruda

Tania Belchior Prado

Thayane da Costa Oliveira

Tomé Bastos

Uender de Oliveira Araújo

Ulisses Nascimento

Valdeberto Benedito Core

Valdemil de Moura Silva

Valdineide Ovídio da Silva Dias Reis

Valdinho Reis dos Santos

Valquíria Assunção Garcia

Vandalice de Arruda

Vera Lucia de Lima Rodrigues

Vera Maria Ferreira

Vilma Marciana Lopes Coré

Viviane Barbosa de Queiroz

Walison Fernando da Silva Frazão

Wanusa Barbosa da Silva

Williane da Silva Zandona

Wison Alves da Silva

Zidane Vieira Nascimento

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

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Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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