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Política Nacional

“Sexta-feira o Brasil saberá a verdade”, diz deputado sobre fraude da Covaxin

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Deputado federal Luís Miranda (DF)
Câmara dos Deputados

Deputado federal Luís Miranda (DF)

O deputado federal Luís Miranda, autor da denúncia de suposto caso de fraude do governo na compra da vacina indiana Covaxin, disse nesta quarta-feira (23) nas redes sociais que “o Brasil saberá a verdade” após o seu  depoimento à CPI da Covid, marcado para esta sexta-feira (25).

“Sexta-feira o Brasil saberá a verdade e os documentos falam por si só… se ficarmos calados, já será suficiente para todos os brasileiros se revoltarem e ainda entender quem está atrasando o Brasil!!” escreveu,  horas após o pronunciamento do Planalto negando as acusações do parlamentar.

O deputado é irmão de Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde que, ao Ministério Público Federal (MPF),  que disse ter sido pressionado pela compra de 20 milhões de doses do imunizante por R$ 1,6 bilhão.

Hoje o vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a comissão pedirá proteção policial para Luís Miranda e sua família. Após o pronunciamento de Onyx Lorenzoni ameaçando processar o deputado, o presidente da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), diz que vai pedir a prisão do ministro na comissão se houver intimidação da testemunha.

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Política Nacional

Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

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Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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