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Política Nacional

Temer afirma que golpe é ‘inviável’ por falta de disposição das Forças Armadas

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Jair Bolsonaro e Michel Temer
Crédito: getty images

Jair Bolsonaro e Michel Temer

 O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira que uma ruptura institucional no país é “absolutamente inviável” por falta de disposição das forças armadas. A afirmação ocorre poucos dias após Temer ajudar o presidente Jair Bolsonaro a escrever uma carta à nação na tentativa de pacificar a crise institucional entre os poderes — a tensão se agravou ainda mais nos atos antidemocráticos de 7 de setembro.

“Não vejo desejo. Não vejo a disposição do congresso. Isso (golpe) só acontece se as forças armadas tem disposição pra isso. E as forças armadas hoje não têm nenhuma disposição”, afirmou Temer durante evento virtual com investidores promovido por um banco.


Embora o Brasil enfrente uma crise econômica e sanitária, Temer pregou otimismo com o país e disse, sem citar o presidente, que espera que as tensões entre Bolsonaro e os demais poderes diminuam. “Há uma consciência de que cada poder deve obedecer a regração constitucional”, disse Temer.

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Em seguida, numa comparação entre sua gestão entre 2016 e 2018 e o atual governo, o ex-presidente deixou claro que discorda da avaliação de Bolsonaro de que o Judiciário age movido pelo ativismo. Nas manifestações do último dia 7, Bolsonaro chegou a pregar desobediência ao Supremo Tribunal Federal e disse que não cumpria mais as decisões do ministro Alexandre de Moraes.

“Não acho que haja ativismo judicial. Quantas vezes no meu governo nós tínhamos problema com o Judiciário? O Supremo chegou a suspender um indulto (natalino) meu que é competência privativa do presidente. Nunca nos rebelamos contra as decisões judiciais. De uns tempos pra cá chegou-se a dizer que não se deveria cumprir algumas decisões, isso não é bom para o país”, complementou Temer.

Horas antes de participar da palestra do banco, Temer ainda atuou para evitar um possível mal estar com o presidente após um  vídeo em que ele aparece rindo de uma imitação de Bolsonaro feita pelo humorista André Marinho . No telefonema, o emedebista minimizou as piadas e disse que Marinho também havia imitado outras figuras políticas no jantar, como o próprio Temer, o governador João Doria (PSDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-presidente americano Donald Trump.

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Política Nacional

Congresso terá boa vontade com PL do governo, diz presidente do Senado

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) sinalizou com boa vontade ao projeto de lei (PL) encaminhado pelo governo que limita a remoção de conteúdos em redes sociais com mais de 10 milhões de usuários. O PL foi enviado hoje, em substituição à Medida Provisória com mesmo teor devolvida por Pacheco na última semana.

Sem falar no mérito, Pacheco reconheceu que, desta vez, o governo faz a proposta pela via correta. A MP foi devolvida, em um expediente muito incomum – foi apenas a quinta vez que isso ocorreu desde a Constituição de 1988 –, sob a alegação de tais assuntos não podem ser tratados por meio de Medida Provisória.

“Há de se reconhecer que é a via própria. A razão da devolução da Medida Provisória foi a impossibilidade de tratar esse tema por Medida Provisória, em razão da sua natureza e da ausência de relevância e urgência”, disse Pacheco hoje (20), após evento em Campinas (SP). “Agora, vindo um PL, ele se soma a outros que tramitam na Câmara e no Senado e que versam sobre esse tema de alteração do Marco Civil da Internet”, acrescentou.

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Ele lembrou do Projeto de Lei (PL) 2.630/20, que visa combater a disseminação de notícias falsas em redes sociais. O texto já foi aprovado no Senado e está em debate na Câmara. Pacheco afirmou que o Congresso terá “toda boa vontade” em examinar possíveis alterações na legislação e, em seguida, ponderou sobre a importância de preservar as redes sociais de conteúdos deliberadamente falsos.

“Mas nós temos que proteger as nossas crianças, os nossos jovens. Temos que proteger as nossas famílias desse mal que é o mau uso da internet, disseminando mentiras e gerando muita instabilidade de vulnerabilidade na sociedade”.

Segundo o governo, o PL observa os princípios da liberdade de expressão, de comunicação e manifestação de pensamento, previstos na Constituição Federal, “de forma a garantir que as relações entre usuários e provedores de redes sociais ocorram em um contexto marcado pela segurança jurídica e pelo respeito aos direitos fundamentais”.

Edição: Aline Leal

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