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Universo Pecuária 2025 promove 2ª edição do Concurso de Carne do Brasil em Lavras do Sul (RS)

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O 3º Universo Pecuária, que acontece entre 5 e 8 de novembro em Lavras do Sul (RS), sediará a segunda edição do Concurso de Carne do Brasil. O evento, promovido pelo sommelier de carnes André Madruga, avalia as peças de carne de forma sensorial, em um processo às cegas, garantindo que apenas a qualidade percebida pelo paladar seja considerada.

Premiação segue modelo de concursos de vinhos

Segundo Madruga, o concurso funciona de forma semelhante aos tradicionais concursos de vinhos, nos quais produtos premiados têm maior valorização no mercado. “No mundo dos vinhos, a premiação em concursos sérios aumenta o preço e a percepção de qualidade. Na carne, avaliamos os atributos sensoriais, que são o que o consumidor consegue perceber e apreciar”, explica o sommelier.

Jurados treinados analisam características organolépticas

Quatro jurados especializados farão a avaliação, considerando textura, sabor, suculência e aroma das peças, ou seja, as características organolépticas que impactam diretamente a experiência do consumidor. Madruga reforça que o concurso às cegas é a maneira mais objetiva e rápida de destacar o Rio Grande do Sul como produtor de carne de qualidade superior.

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Programação inclui degustações, leilões e atrações gastronômicas

A competição será realizada no dia 5 de novembro, com possibilidade de degustações e até leilões das peças premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze. Além do concurso, o Universo Pecuária contará com:

  • Oficinas gastronômicas
  • Restaurante Conceito
  • Arena da Carne
  • Atrações culturais e shows
Parcerias e patrocínios fortalecem o evento

O Universo Pecuária é promovido pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, em correalização com Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal de Lavras do Sul, com projeto e execução da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios. O evento ainda conta com patrocínio de CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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