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11 pratos típicos de Portugal

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11 pratos típicos de Portugal
Maurício Brum

11 pratos típicos de Portugal

Nem só de bacalhau vive a culinária portuguesa, ainda que os peixes sejam elementos importantes nos pratos típicos. O país não é muito extenso em território, o que não o impediu de desenvolver uma diversidade grande de sabores, com inspiração vinda do interior ou do mar, já que Portugal historicamente percorreu o mundo para trazer ingredientes e inspirações.

Veja, a seguir, pratos tradicionais que contam um pouco da história de Portugal através da comida:

1. Bacalhau à Brás

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Bacalhau à Brás é um dos preparos clássicos do peixe JJ Merelo/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons

Mesmo que seja um peixe nativo de águas árticas, o bacalhau está entranhado na cultura portuguesa há mais de 500 anos. Pela facilidade de ser conservado através do processo de salmoura, a iguaria ganhou espaço entre os aristocratas portugueses ao longo dos anos. A popularidade diminuiu, mas durante a ditadura salazarista (1933-1974) a chamada “Campanha do Bacalhau” reacendeu a indústria pesqueira e o consumo de peixe no país.

Receitas com bacalhau são inúmeras, mas uma das preparações mais famosas é o refogado do peixe desfiado com cebola, batata palha, azeitonas, salsinha e ovos mexidos. O prato seria uma criação de Brás, um taberneiro que vivia no bairro Alto, em Lisboa . Daí o nome: Bacalhau à Brás.

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2. Cozido à Portuguesa

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Vai quase tudo num cozido à portuguesa, mas os ingredientes exatos podem variar conforme a região do país Schnobby/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Pode até parecer brincadeira, mas o cozido “à portuguesa” tem origem na Espanha, passando por adaptações ao longo dos tempos – mudanças que não pararam de ocorrer, já que a receita ganha traços particulares em cada região de Portugal .

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A receita é popular e acessível, então a base do prato costuma ter feijões, batatas, cenouras, nabos, couves, arroz e cortes mais simples de boi, frango e porco. Os ingredientes são cozidos separadamente e finalizados no forno.

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3. Caldo Verde

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Caldo verde é receita simples que combina com outros clássicos da culinária de Portugal Sharon Hahn Darlin/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Com origem no norte do país, na região do Minho , o caldo verde tem um preparo simples e um resultado saboroso. O prato surgiu em meados do século 15 e era utilizado como uma boa fonte de vitaminas para trabalhadores do campo.

A receita consiste em couve-galegas levemente fervidas, servidas com batata e azeite de oliva junto ao caldo.

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4. Queijo Serra da Estrela

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Consistência cremosa é marca do Serra da Estrela Município de Celorico da Beira/Divulgação

Entre as cidades de Covilhã e Seia , fica a Serra da Estrela . Lá é produzido o queijo homônimo, um dos mais cremosos e suaves do mundo. O leite a ser utilizado deve ser somente de três raças de ovelhas – Bordaleira, Serra da Estrela e Churra Mondegueira – e tem diversas minúcias ao longo da preparação, que garantem sua consistência típica.

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O queijo é uma Denominação de Origem Protegida (DOP), precisando seguir rígidos critérios de qualidade e fabricação para poder ostentar o nome.

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5. Vinho do Porto

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Vinho do Porto é mais doce e alcoólico graças à adição de aguardente durante a fermentação Rohit Tandon/Unsplash

Com produção exclusiva nessa região da costa norte portuguesa, os vinhos do Porto se diferenciam de outras variedades por ter um sabor adocicado e forte, graças ao processo de produção: uma aguardente obtida da destilação do próprio vinho é adicionada durante a fermentação, o que acaba por interrompê-la, garantindo o sabor típico.

A bebida, que tem um teor alcoólico mais elevado (em média, 20%, contra cerca de 13% de um tinto normal) ficou famosa por ser uma das opções favoritas entre os marinheiros visitantes da Cidade do Porto . Veja opções de lugares para degustar vinho do Porto.

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6. Tripas à moda do Porto

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Tripas à moda do Porto: uma iguaria feita com o que sobrava? Kirk K/Flickr

Essa receita da cidade foi tão bem aceita que rendeu aos moradores o apelido de “tripeiros”. Novamente relacionada ao comércio que movia o Porto , as versões mais famosas indicam que os cortes nobres de carne eram vendidos para fora do país, fazendo com que a população ficasse apenas com as tripas.

O prato foi passando por releituras ao longo do tempo, mas a versão atual consiste em tripas, barriga, linguiça, feijão branco, cebola, cenoura e alho bem cozidos e servidos com arroz.

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7. Alheira de Mirandela

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Alheira costuma ser incluída em receitas que lembram um bom e velho PF Lichinga/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Com origem no extremo norte de Portugal , na região de Trás os Montes, essa alheira surgiu como uma adaptação de um prato português para os judeus que não comem carne de porco.

A versão tradicional não tinha partes suínas, algo que caiu em desuso com o tempo, mas o conceito do prato permanece o mesmo: um embutido bem temperado (a alheira), geralmente acompanhado de arroz e ovo frito. Quase um PF lusitano.

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8. Arroz de Pica no Chão

Também conhecido como Arroz de Cabidela, esse prato tem origem na região de Minho e influenciou a culinária de diversos países, inclusive o Brasil. A preparação é semelhante ao frango ao molho pardo, tradicional em Minas Gerais.

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Para preparar o molho, utiliza-se o sangue fresco do frango misturado com vinagre e vinho tinto. Quando o arroz e frango estão quase prontos, é adicionado a mistura para cor e sabor ao prato.

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9. Polvo à Lagareiro

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Polvo à Lagareiro Exilexi/CC BY 4.0/Wikimedia Commons

A culinária portuguesa tem muita influência do Mediterrâneo, o que torna a presença de azeite constante nas receitas. Os lagares são regiões produtoras de azeite e que renderam o nome a um dos pratos mais tradicionais do país: o polvo à Lagareiro.

A preparação da iguaria consiste em cozinhar o polvo e adicionar muito azeite, alho, cebola e batatas para finalizar o cozimento no forno.

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10. Açorda à Alentejana

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Açorda à Alentejana Filipe Fortes/CC-BY-SA-2.0/Wikimedia Commons

Portugal também fica próximo do norte da África, fazendo com que o contato com a cultura árabe seja uma constante na história do país. Um bom exemplo disso é a Açorda Alentejana, um prato da região de Alentejo .

A receita base de Açorda é simples, preparada com uma mistura de pão desmanchado em azeite, formando um caldo espesso e que costuma receber especiarias que dão a particularidade de cada local. No caso da variação alentejana, a pasta recebe sal, coentro e alho.

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11. Pastel de Nata

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Para chamar de “pastéis de Belém”, só se forem feitos no lugar certo Yusuke Kawasaki/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Muitas pessoas chamam de Pastel de Belém, mas essa nomenclatura só pode ser utilizada oficialmente pela Fábrica dos Pastéis de Belém , em Lisboa . A receita teria surgido na primeira metade do século 19 através dos monges do Mosteiro dos Jerônimos que vendiam a guloseima para arrecadar dinheiro.

Os pasteleiros (que é o termo lusitano para padeiro) pegaram a receita original, que se tornou quase um segredo de Estado. O doce é simples e saboroso, feito com uma massa folhada assada e com recheio de creme de ovos, polvilhada com uma camada suave de açúcar e canela.

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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