Esqueça os contos de fadas. O foco aqui são as histórias de fantasmas, assombrações, bruxas e vampiros envolvendo alguns dos castelos mais bonitos da Europa. A seleção foi feita pela Musement, plataforma de reserva de ingressos para museus e outras atrações.
Localizado a cerca de uma hora e meia de Edimburgo, esse castelo do século 16 já hospedou importantes membros da realeza britânica, como a rainha Mary Stuart da Escócia. Atualmente, a propriedade luxuosa está à venda por oito milhões de libras esterlinas, mas quem arrematá-la deve estar ciente da possibilidade de ser assombrado por um de seus antigos proprietários, Sir Andrew “Bloody” Bruce. Reza a lenda que seus passos podem ser ouvidos nas escadas do castelo. O barão não tinha boa fama e ganhou o apelido de “sangrento” depois de ter matado e cortados as mãos e a cabeça de um militante presbiteriano.
A história do Castelo Houskaé, no mínimo, intrigante. A começar pela localização: ele foi construído no final do século XIII em uma área remota, a 47km de Praga, em meio à uma floresta densa que era pouco interessante do ponto de vista militar e ficava distante das rotas comerciais. Por isso, há quem afirme que ele foi erguido para fechar a entrada de um poço sem fundo, que ficou conhecido como “portão do inferno”. Outros elementos da construção reforçam essa teoria: não há cozinha, o que indica que ele não deveria ser habitado, e tampouco fortificações que o protegesse de ameaças externas. Além disso, o tal poço sem fundo ficaria precisamente debaixo da capela do castelo, cujas pinturas nas paredes mostram demônios e outras criaturas animalescas sendo mortos. O lugar é aberto para visitação desde 1999 e está envolvido em todo tipo de relato paranormal: dizem que o castelo é assombrado por fantasmas e que há aparições de seres que são metade homem, metade animal. Veja outras 17 atrações curiosíssimas da República Tcheca .
Voltemos para a Escócia. Uma de suas principais atrações turísticas é o Castelo de Edimburgo, um dos lugares fortificados mais antigos da Europa que já foi residência real, fortaleza militar e prisão. Com tantos anos de existência, ele acumula histórias – algumas delas, de assombrações. Diz a lenda que há muitos anos atrás um tocador de gaita de foles descobriu uma rede secreta de túneis sob o castelo e que as autoridades locais ordenaram que ele entrasse nessas passagens para ver até onde elas iam. O garoto nunca mais saiu de lá e acredita-se que seu fantasma ainda passeia pelo subsolo, sendo possível ouvir o som melancólico de sua gaita de goles. Depois de conhecer o Castelo de Edimburgo, que tal fazer uma degustação de whisky no novo espaço da Johnnie Walker ?
No livro Drácula, Bram Stoker descreveu a residência do vampiro como sendo um castelo no topo de um vale na Transilvânia . Não deu outra: o Castelo de Branficou conhecido como o “Castelo do Drácula”, mesmo que o autor nunca tenha sequer pisado ali. A fortaleza pode até ter uma aparência sombria do lado de fora, pela arquitetura gótica e por ficar no alto de uma colina, mas a verdade é que seu interior não tem nada de assustador. Inclusive, a partir do século 20, o castelo foi a casa de verão da realiza romena. Veja um roteiro completo pela Transilvânia que passa por esse e outros castelos .
Muita coisa já aconteceu dentro da Torre de Londres, que foi usada como residência real, depósito de armas, tesouraria e, hoje, guarda as joias da Coroa Britânica. Mas o seu auge foi durante o período em que serviu como prisão, o que deu origem a uma série de lendas envolvendo fantasmas. Um deles seria o de Ana Bolena, segunda esposa de Henrique VIII que foi decapitada no local e agora vaga sem cabeça pela fortaleza (o livro As seis mulheres de Henrique VIII, de Antonia Fraser, conta a história que levou à sua execução). Ela teria a companhia dos fantasmas de Henrique VI e os dois filhos de Eduardo IV, que também foram mortos na torre. Veja um guia bairro a bairro para conhecer a Londres dos londrinos .
O medieval Castelo Moosham foi palco para um triste episódio da história da Áustria: a execução de 139 pessoas condenadas por bruxaria, a maioria homens (o que era incomum na época) e 39 delas, crianças. Em geral, os acusados eram torturados e queimados, às vezes ainda vivos, apesar de também terem acontecido enforcamentos e decapitações. Com o tempo, foram surgindo relatos de vultos, vozes e risadas pelo castelo. Atualmente, a fortaleza a 123km de Salzburgo é uma propriedade privada, mas alguns de seus cômodos que abrigam uma vasta coleção de arte podem ser visitados pelo público.
Pois é, nem o Palácio de Versalhesficou de fora dessa lista. O próprio site do monumento relata que os rumores de que ele seria assombrado ganharam força em 1901, quando duas acadêmicas inglesas, Charlotte Anne Moberly e Eleanor Jourdain afirmaram ter vivido uma experiência paranormal. Tudo aconteceu no Petit Trianon, palacete em meio aos Jardins de Versalhes que era usado pela rainha Maria Antonieta. Em dado momento da visita, as mulheres se perderam e pediram informação para dois homens que vestiam chapéus de três pontas, carregavam espadas e falavam uma língua difícil de entender. Na sequência, elas viram um terceiro homem que as encarava com uma expressão assustadora d ebaixo de um quiosque chinês e uma mulher de chapéu branco e vestido antiquado. Dez anos depois, elas publicaram o livro An Adventure, relatando o que tinham vivido. Mais décadas se passaram até que uma antiga planta do Petit Trianon foi encontrada, apontando que de fato existiu um quiosque chinês ali em 1774. Mas como as duas mulheres poderiam saber desse quiosque chinês em 1901, quando ainda não havia qualquer indício de sua existência? Teriam elas viajado no tempo?
A 40 minutos de Lisboa, o Palácio de Mafraé parada obrigatória nos roteiros de carro pelo país principalmente por ser o prédio barroco mais importante de Portugal. Mas nem todos sabem que existe o rumor de que o seu subsolo é povoado por ratos gigantes, que devoram qualquer pessoa que desça até ali. Por isso, seria necessário evacuar toda a vila para exterminá-los. Não passa de lenda, é claro, mas a história tem um fundo de verdade que levou o palácio a se posicionar sobre o assunto para a revista portuguesa DN Ócio . Segundo os representantes de Mafra, a má fama surgiu nas décadas de 1960 e 1970, quando a Escola Prática da Infantaria ficava instalada no edifício. Os restos de comida de mais de três mil soldados eram despejados no esgoto subterrâneo, o que atraia os roedores. Já o boato de que os ratos comeriam carne humana teria começado quando um soldado caiu no esgoto por acidente. O corpo demorou para ser encontrado e, por isso, acabou sendo mordiscado pelos bichos.
A pouco menos de uma hora da capital Liubliana, o Castelo de Predjamachama atenção por estar incrustado em um paredão rochoso a 120 metros de altura e há mais de 800 anos. Atrás dele, há uma rede de túneis secretos que teriam sido usados por um de seus moradores, o cavaleiro Erazem de Predjama, espécie de Robin Hood da Eslovêniaque roubava dos ricos para dar aos pobres. Depois de ter sido traído por um de seus empregados, ele foi encontrado e morto pelo Império Austríaco. Reza a lenda que seu fantasma ainda assombra o castelo em busca de vingança. Para completar, a caverna abaixo do castelo abriga uma colônia de morcegos. Conheça outras atrações da Eslovênia .
O neoclássico Palácio de Liriafoi transformado em um museu por abrigar uma das coleções de arte privadas mais importantes da Espanha, com obras de El Greco, Goya, Rembrandt, Rubens e Van Dyck. Mas, antes disso, a construção era casa dos Duques de Alba em Madri, que tinham parentesco com Eugène de Montijo, esposa de Napoleão III. Quando já estava exilada, em 1920, a imperatriz visitou o palácio e acabou falecendo ali aos 94 anos. Dizem que o seu espírito vagueia pelos corredores até hoje – e uma das pessoas a afirmar isso foi o próprio herdeiro dos Duques de Alba, Cayetano Martínez de Irujo, em entrevista à revista espanhola Hola . Veja outros passeios clássicos de Madri.
O fantasma a assombrar o interior do Palazzo Vecchio, em Florença, seria o de Baldaccio d’Anghiari. O bravo guerreiro foi vítima de uma emboscada e esfaqueado até a morte dentro do palácio por um magistrado que, não satisfeito, ainda atirou o cadáver pela janela e o decapitou em plena Piazza della Signoria . Desde então, há rumores de que o seu espírito ainda vaga em busca de justiça. Segundo o portal de notícias Firenze Today , o último relato de que ele tenha sido visto é de 2001, quando um casal tirou uma foto do Palazzo Vecchio e mais tarde notou uma estranha figura masculina na imagem. A cidade de Florença é repleta de mistérios como esse. Veja outros 7 pontos curiosos para reparar durante sua visita .
Não é preciso se afastar muito do centro de Amsterdãpara encontrar o Castelo Muiderslot, que parece ter saído de um conto de fadas com o seu fosso, ponte elevadiça e torres. Ele foi construído em 1280 pelo Conde Floris V, que foi alvo de uma conspiração e acabou sendo preso dentro do seu próprio castelo. Em uma de suas tentativas de fuga, ele foi assassinado a facadas e – adivinhe? – dizem que o seu fantasma assombra a fortaleza. Vale dizer, porém, que o castelo original foi demolido em 1300 e reconstruído cem anos depois. Mais recentemente, ele foi restaurado para parecer como era no século 17 e recebe visitantes, que podem admirar a coleção de armas e armaduras. O Muiderslotaproveita a sua fama de mal-assombrado para organizar assustadores passeios noturnos nos finais de semana de Halloween . Veja um roteiro de dez dias pela Holanda .
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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.
Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.
Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.
Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.
De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.
Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.
Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.
Como e quando ir
Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.
Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.
Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].
Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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