Mato Grosso

17 adolescentes privados de liberdade realizam curso e estágio remunerado em Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Secretaria Adjunta de Justiça (Saju), oferece capacitações para 17 adolescentes privados de liberdade atendidos pelo Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), de Cuiabá.

São dois cursos e um estágio remunerado voltados a aparelhos eletrônicos, que vão qualificar os jovens como técnicos em computação e informática, com a finalidade de prepará-los para o mercado de trabalho.

As capacitações são realizadas em uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) e do Ministério das Comunicações, em parceria com o programa Recytec, uma organização não-governamental que atua com qualificações profissionalizantes a partir do descarte de equipamentos eletrônicos e de informática.

O estágio de desmontagem de aparelhos eletrônicos é realizado com três jovens. Já os cursos são de Informática Intermediária, com dez adolescentes, e o de Manutenção de Celulares, feito com quatro adolescentes. Todos eles com carga de 80 horas/aula, cada.

O diretor do Case masculino de Cuiabá, Urias Avelino Dantas, ressalta que a oferta de cursos e contínua. Todos os adolescentes podem participar das capacitações, de acordo com o comportamento, aptidão e tempo de cumprimento de medida judicial no Case.

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“É importante preparar esses jovens para seu retorno à sociedade e dar ferramentas para que consigam permanecer afastados de práticas infracionais, ou seja, não reincidir em delitos. Os investimentos que têm sido feitos pela Sesp vêm nos ajudando a alcançar grandes mudanças e melhorar a vida dos adolescentes internados no Case de Cuiabá”, destaca.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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