Cuiabá

1º Encontro Municipal de Saúde Mental Materna reúne profissionais do SUS e da Rede Privada

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Ana Cláudia Fortes – assessoria vereadora Maysa Leão&nbsp

Com o objetivo de dar visibilidade a uma pauta frequentemente negligenciada, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) organizou e sediou, na Câmara Municipal de Cuiabá, nesta quarta-feira (28), no auditório Plenarinho, o 1º Encontro Municipal de Saúde Mental Materna. O evento aconteceu em parceria com o Movimento Nacional da Saúde Mental Materna. Aberto ao público e gratuito, reuniu especialistas da saúde, representantes de órgãos públicos e mães da capital para debater um tema urgente e ainda cercado de tabus: o sofrimento psíquico de mulheres no ciclo gravídico-puerperal e ao longo de toda a maternidade.&nbsp
O encontro ocorreu no contexto do Maio Furta-cor, campanha nacional de conscientização sobre a saúde mental materna, e representa um passo importante para a implementação local da Lei Federal nº 14.721/2023, que estabelece diretrizes para o cuidado à saúde emocional de gestantes e puérperas.
“É um tema permeado por tabus. A saúde mental materna só é discutida quando acontece uma tragédia. Nós não podemos continuar chorando tragédias e permitir que tudo continue igual”, destacou a vereadora Maysa Leão, que também é mãe e tem se dedicado à construção de políticas públicas para mulheres e famílias.
A programação contou com palestras de especialistas em Psicologia Obstétrica, Psicanálise e Saúde da Família, além de relatos emocionantes de mães e profissionais da rede pública de saúde. Entre os temas abordados estiveram a depressão pós-parto, a judicialização da saúde mental feminina, a Psicologia Perinatal no SUS, a rede de apoio e os riscos da desinformação nas redes sociais, especialmente durante o período de amamentação.
Para Talita Moschini, psicóloga e especialista em Psicologia Obstétrica, o evento marca o início de uma mudança cultural. “Fiquei muito feliz com esse encontro. A Psicologia Obstétrica cuida do começo da vida, e os dados sobre sofrimento psíquico nessa fase são alarmantes. Precisamos de mais espaços como esse para avançar na conscientização e no cuidado efetivo”, afirmou.
A Secretária da Mulher de Cuiabá, tenente-coronel Hadassa Suzannah, também participou do encontro e fez um relato emocionante sobre sua própria experiência como mãe de uma bebê.&nbsp
“Eu nunca senti tanto o que é o estado puerperal. Pensei que estava enlouquecendo. Mesmo sendo psicanalista, eu vivi na pele a exaustão, o medo, a solidão. Imagina quem não tem nenhuma referência? A gente precisa dizer para essas mulheres que elas não estão loucas. Elas precisam de ajuda, de acolhimento, de políticas públicas sérias e sensíveis”, disse, comprometendo-se a apoiar institucionalmente as ações futuras da vereadora.
A estudante de psicologia Amanda Escudeiros Salles elogiou a iniciativa. “Foi maravilhoso. A vereadora Maysa trouxe falas inclusivas e necessárias. A saúde mental ainda é precária, tanto em Cuiabá quanto no Brasil.”Precisamos divulgar, conversar, cuidar.
Além de Maysa Leão e Talita Moshini, participaram como palestrantes: Edna Guzzi – psicanalista Pamella Vieira Haddad – psicóloga perinatal Rosane Cipola – psicóloga perinatal, especialista em saúde da família Maria José – psicanalista e Fátima Santos.
Ao final das exposições, o público foi convidado a participar com perguntas e depoimentos, reforçando o caráter coletivo e transformador do encontro. “Queremos transformar escuta em ação. O sofrimento psíquico no puerpério é uma realidade silenciosa, mas devastadora. Precisamos tirar isso da invisibilidade”, frisou Maysa.
A vereadora encerrou o evento com o compromisso de continuidade. “Se foi o primeiro, é porque tem que ter o segundo, o terceiro… Todos os anos, no Maio Furta-cor, estaremos aqui. Mas o cuidado tem que ser o ano todo”, finalizou.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Exposição “Pantanal em Mim” reúne arte, memória e reflexão ambiental em Cuiabá

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebeu neste sábado (8) a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica e educadora Adaiele Almeida. A mostra reúne 20 obras inspiradas no Pantanal e segue aberta à visitação até 10 de setembro. A programação de abertura ocorreu das 8h às 17h e reuniu, no espaço histórico, aula de yôga, feira de artesanato e gastronomia.

Natural de Cáceres e criada às margens do Rio Paraguai, Adaiele levou para as telas referências da infância ligada ao rio e a uma família de pescadores. Segundo a artista, praticamente todas as obras guardam lembranças desse período. “Meus pais trabalhavam no Rio Paraguai, então eu sempre estava ali percorrendo juntamente com eles na pesca. Cada obra fala um pouquinho dessa memória”, contou. Sobre a recepção do público, acrescentou: “Muitas pessoas se sentiram conectadas com as obras porque falam um pouquinho da nossa raiz, da nossa essência, carregam um pouco da nossa história”.

A mostra também representa uma nova etapa na trajetória de Adaiele, que já participou de exposições coletivas e realiza agora sua primeira individual. A exposição foi aberta inicialmente em Cáceres antes de chegar à capital. “Eu fiz a primeira abertura em Cáceres, que é o lugar onde eu nasci, não poderia ser diferente, e aí a trouxe para cá para expandir um pouquinho mais para a nossa capital também, para conhecerem os artistas do interior e a arte que está sendo produzida por lá”, afirmou a artista.

Com curadoria de Dayana Trindade, as 20 obras são organizadas a partir da relação afetiva da artista com o território pantaneiro, articulando natureza, memórias de infância e elementos do imaginário. Questões ambientais também aparecem nas pinturas por meio de referências à fumaça e ao lixo. “A escolha da Adaiele para se comunicar é de uma forma lúdica e poética. No entanto, não deixamos de falar e promover aquilo que sentimos”, explicou a curadora. Segundo Dayana, a proposta pode ser entendida como uma “denúncia poética”, que busca provocar reflexão sobre a preservação ambiental sem recorrer a uma abordagem agressiva.

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A dimensão ambiental da mostra também foi percebida pelos visitantes. O policial militar David Winkle destacou o contraste entre a representação da beleza pantaneira e temas como queimadas e poluição. “Conseguimos perceber a beleza contrastada com uma crítica muito bem exposta pela artista”, disse. Para ele, as pinturas trazem “uma reflexão muito contemporânea” sobre as queimadas, a poluição e a forma como o Pantanal tem sido afetado. Já a assistente de auditoria Endy Ariel Santos Matos chamou a atenção para as expressões humanas retratadas nas obras e destacou a importância de ampliar a divulgação de atividades culturais para a própria população de Cuiabá.

Entre as ações da abertura esteve uma aula de yôga conduzida pela professora Marielly Camargo, que relacionou a prática ao ambiente histórico e à temática da exposição. “A ideia é promover o momento de presença. O yoga traz essa consciência do agora, da respiração, deixando a pessoa com mais sensibilidade e um olhar mais atento à exposição”, explicou. O arquiteto e urbanista Rodolfo Rosa Alvarenga, que participou da atividade, relatou percepção semelhante. “Como a gente já entrou num clima de prestar atenção, de olhar para dentro, acho que aflora alguns sentimentos a mais”, afirmou. Segundo ele, a experiência também o levou a observar com mais atenção o museu e registros antigos de Cuiabá.

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A programação abriu ainda espaço para pequenos produtores, com comercialização de artesanato e alimentos. A feirante Ingrid Suellen levou produtos da culinária local com o objetivo de “trazer os produtos cuiabanos, como o salgado e o bolo tradicional, para as pessoas conhecerem o nosso tempero”. A artesã Cristina Oliveira do Nascimento apresentou sabonetes artesanais, fitoterápicos e kits comemorativos. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de “lucrar, vender e tornar o meu produto conhecido”. Apesar da avaliação positiva sobre a iniciativa, as duas consideraram o movimento inicial tímido e apontaram a necessidade de ampliar a divulgação para fortalecer futuras edições.

Para a secretária municipal adjunta de Turismo, Roseli Nonato Silva, integrar cultura, gastronomia e outras atividades é uma estratégia para aproximar os moradores dos espaços históricos da capital. “A nossa intenção, enquanto Secretaria de Turismo e Prefeitura, é fazer com que o cuiabano venha conhecer esse espaço que é dele”, afirmou. “Queremos, através dos nossos aparelhos turísticos, fomentar o turismo e potencializar esses locais para que as pessoas venham conhecer o potencial que Cuiabá tem”, completou. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha funciona de segunda a domingo, inclusive no horário de almoço, e permanece aberto nos fins de semana até as 17h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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