Saúde

5ª CNSTT reafirma papel estratégico da participação social nas políticas de saúde do trabalhador

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Realizada em Brasília, a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT) consolidou a retomada do debate nacional em torno das políticas públicas voltadas à proteção da saúde de quem trabalha no Brasil. Com participação ativa do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), o encontro reuniu delegados — eleitos em etapas municipais e estaduais — representantes de movimentos sociais, trabalhadores, gestores e especialistas para formular diretrizes e recomendações ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Na avaliação da secretária da SVSA, Mariângela Simão, a conferência está sendo marcada por grande mobilização social e resgate da capacidade de articulação da sociedade em defesa dos direitos. “Houve uma movimentação nacional importante, com diferentes categorias buscando vagas de delegados. Eu diria que o processo da conferência é tão relevante quanto os resultados, pelas recomendações semeadas, pelo fortalecimento do controle social e por recolocar esses temas na agenda pública”, afirmou.

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Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) com apoio institucional do Ministério da Saúde, a conferência trata de temas centrais como a precarização do trabalho, adoecimento relacionado ao labor, proteção social, vigilância em ambientes insalubres e promoção da saúde no SUS. Para Mariângela, o papel do Estado é fundamental. “Direitos não bastam estar na lei. Eles precisam de movimentação popular e da criação de mecanismos reais de participação social”, destacou.

Com o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”, o evento busca orientar a construção de políticas públicas que garantam ambientes laborais mais seguros, com foco na prevenção dos agravos à saúde dos trabalhadores. Segundo a secretária, o desafio agora é transformar as propostas construídas coletivamente em ações concretas: “É fundamental que se saia desta conferência com uma agenda propositiva, clara, objetiva e focada para que o Ministério da Saúde possa atuar nessa área tão complexa da vida das pessoas”.

A expectativa da pasta é que os encaminhamentos da conferência reforcem a integração entre vigilância, assistência, promoção da saúde e participação social, ampliando a visibilidade das condições de trabalho como determinantes do processo saúde-doença no SUS.

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde leva campanha de vacinação contra o sarampo ao Maracanã em véspera da Copa

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O Ministério da Saúde, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com apoio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, realiza neste sábado (31/05) uma ação de vacinação contra o sarampo no Estádio do Maracanã para torcedores e jornalistas. A iniciativa acontece no dia do último amistoso da Seleção Brasileira em solo nacional antes do embarque para os Estados Unidos, país que vive surto da doença. A partir das 14h, o Maracanã será palco de saúde pública, horas antes da partida entre Brasil e Panamá, prevista para as 18h30. 

A ação faz parte da campanha nacional lançada pelo Ministério com foco nos brasileiros que pretendem viajar para os Estados Unidos, México e Canadá acompanhar o Mundial em junho. Os três países concentram atualmente cerca de 70% dos casos de sarampo registrados nas Américas e enfrentam surtos significativos da doença. 

O vírus é considerado um dos mais contagiosos do mundo, com transmissão por via aérea, o que potencializa o risco em estádios e hotéis. Um único infectado pode contaminar até 18 pessoas, colocando arquibancadas, aeroportos e fluxos turísticos no radar das autoridades sanitárias. 

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Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, a intensificação do fluxo internacional de pessoas nos próximos meses acende o alerta para o risco de importação de casos. Em 2025, o país registrou 38 casos importados ou relacionados à importação. Em 2026, até o momento, foram confirmados três casos, todos com transmissão interrompida.  

A campanha orienta viajantes e torcedores a verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. O Ministério da Saúde recomenda que a atualização vacinal ocorra, preferencialmente, 15 dias antes da viagem. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no SUS para pessoas de 15 a 59 anos e é a principal forma de evitar a reintrodução da doença no Brasil. 

Sobre a ação no Maracanã 

A vacinação no Maracanã será feita em dois pontos distintos. Dentro do estádio, próximo à sala de imprensa, haverá um posto exclusivo para jornalistas e trabalhadores da comunicação que cobrirão a partida. Para o público geral, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro apoiará a ação com um posto localizado no Portão D do estádio.   

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A campanha também ocupará o estádio de outras formas: a mensagem será exibida no telão e nos LEDs de campo no pré-jogo e no intervalo. O Zé Gotinha fará uma interação antes da partida e no intervalo, desta vez vestindo a camisa da Seleção ao lado do Canarinho, mascote da CBF. 

Brasil livre do sarampo 

O Brasil está livre da doença desde 2024, mas o fluxo intenso de viajantes cria uma janela de vulnerabilidade. A escolha do amistoso Brasil x Panamá não é por acaso. Com estádios cheios e aeroportos movimentados à vista, este sábado é uma oportunidade para ampliar a proteção antes do início oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026, em 11 de junho. 

Quem ainda não estiver vacinado e não puder comparecer ao Maracanã pode procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou posto de vacinação mais próximo. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção.

Proteja-se do sarampo e saiba mais sobre a campanha de vacinação

 Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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