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8º FSBBB abre inscrições para Momento Startups até 6 de março

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Inscrições abertas para startups de biogás

Startups que desenvolvem soluções inovadoras para a cadeia do biogás têm até o dia 6 de março para se inscrever no Momento Startups do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB). O evento será realizado de 14 a 16 de abril, no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu (PR).

A iniciativa oferece às empresas selecionadas a oportunidade de apresentar seus pitches para participantes do Fórum, ocupando espaço no Momento Startups de Biogás: de olho no futuro do setor, dentro da programação oficial do evento.

Parcerias e inscrição gratuita

O Momento Startups é realizado em parceria com:

  • Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó
  • Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS)

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do formulário disponível no site oficial do 8º FSBBB.

Oportunidades para startups selecionadas

As startups selecionadas poderão apresentar soluções para produtos, processos e serviços relacionados à cadeia do biogás, incluindo:

  • Logística e pré-tratamento de substratos
  • Digestão anaeróbia
  • Processamento e uso do biogás
  • Manejo e tratamento do digestato
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Uma comissão técnica avaliará as inscrições considerando critérios como impacto na cadeia do biogás, modelo de negócio e qualidade da apresentação. A lista das startups selecionadas será divulgada até o dia 20 de março no site oficial do 8º FSBBB.

Programação do 8º FSBBB

O Fórum contará com uma agenda diversificada, incluindo:

  • Painéis e debates sobre tendências do setor
  • Espaço de Negócios para networking
  • Visitas técnicas a empreendimentos de biogás
  • Premiação Melhores do Biogás
  • Momento Startups, com apresentação de soluções inovadoras
Realização e organização

O 8º FSBBB é promovido por instituições representativas do setor de biogás nos três estados do Sul do Brasil:

  • Centro Internacional de Energias Renováveis – CIBiogás (PR)
  • Embrapa Suínos e Aves (SC)
  • Universidade de Caxias do Sul – UCS (RS)

A organização do evento fica a cargo da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera).

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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