A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já iniciou a licitação para a compra de 92% dos equipamentos previstos no projeto do Hospital Central, unidade que é construída pelo Governo de Mato Grosso em Cuiabá. A obra do hospital já está na reta final, com 95% de execução.
De acordo com o levantamento da secretaria adjunta de Gestão Hospitalar da SES, destes equipamentos que estão sendo licitados, 34% já têm ordem para fornecimento. Isto é, cerca de 1.249 itens já foram entregues e 424 estão em processo de entrega.
Dentre os itens já disponibilizados estão os equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, raio x, monitores e cardioversores. Também serão iniciadas licitações para a aquisição de materiais relacionados à instrumentação cirúrgica, dispensação de farmácia e lavanderia.
“Como o governador Mauro Mendes sempre destaca, o Hospital Central, além de muito emblemático, terá tudo o que há de mais moderno e eficiente na área da saúde. A nossa população será muito bem assistida por essa unidade, que atuará como referência em alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A previsão de término da obra é para 2024 e a unidade deve entrar em funcionamento em 2025. A unidade terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês.
O novo projeto prevê 10 salas cirúrgicas, 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria. Dentre as especialidades previstas para o Hospital Central estão cardiologia, neurologia, vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral.
O secretário adjunto de Gestão Hospitalar, Oberdan Lira, explica que a unidade entrará em funcionamento por etapas, tendo em vista o tamanho da estrutura e a complexidade dos serviços.
“O Hospital Central totaliza 32 mil metros quadrados de área construída e ofertará serviços de alta complexidade, justamente para suprir a demanda que existe. Por essa razão, a unidade entrará em funcionamento por etapas. Estamos trabalhando muito para que, em 2025, os cidadãos de Mato Grosso sejam atendidos com excelência neste grande e moderno hospital”, acrescenta.
Já a secretária adjunta de Obras da SES, Mayara Galvão, destaca que a obra entrou em fase final, etapa que demanda mais tempo devido à complexidade na execução dos acabamentos e instalação de equipamentos.
“Essa é uma obra de grandíssimo porte e a fase mais trabalhosa já passou. Porém, a etapa final, que é de acabamentos e instalação de equipamentos, demanda mais tempo para a sua perfeita execução, sobretudo quando há um padrão de excelência a ser seguido. As equipes de obras da SES trabalham intensamente para entregar esse importante hospital à população do estado”, finaliza.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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