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“Não conseguirão nos calar” afirma Taques sobre decisão do TRE

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Governador segue dialogando com eleitores nas redes

O governador Pedro Taques (PSDB) usou suas redes sociais para se manifestar sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), determinando retirada de quatro vídeos da sua página no Facebook, por serem classificados como de cunho eleitoral.

pedro taques

 Governador segue dialogando com eleitores nas redes

A ação proposta pelo Partido da República (PR), alega que Taques retirou as publicações institucionais do site do Governo, produzidas às custas do erário, mas divulgou o conteúdo em rede social disponíveis para o público acessar.

O governador rebateu afirmando que os adversários não conseguirão calar sua voz.

“Eles não conseguirão nos calar. Ao invés de se preocuparem em criar e manter canais de diálogo e participação, a exemplo do que eu faço ininterruptamente desde que virei político no ano de 2010, pré-candidatos ao Governo do Estado trabalham para me calar. Mas, repito: eles não conseguirão”, diz trecho da publicação.

O tucano admite, na publicação, um grande número de visualizações em um dos vídeos, mas alega que isso é fruto do trabalho feito durante toda a gestão usando as mídias para propagar informações e melhorar o trabalho.

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“Estão corretos ao citar que tenho 2,9 mil visualizações em uma única postagem no Face e que minha página tem mais de 160 mil curtidas. Mas não mencionam que, se hoje sou o político com mais seguidores em Mato Grosso, é porque utilizo as redes sociais como uma ferramenta de trabalho, de inclusão e aprimoramento das nossas ações”, informa a postagem.

Nessa linha, Taques aproveitou para cutucar os adversários, sem citar nomes, uma vez que começaram a usar ou retornaram para as redes sociais recentemente.

“Acredito que a atividade política se faz todos os dias e assim eu me comporto na internet. Não apaguei meu perfil ou abandonei meus seguidores logo depois da eleição. Dou a minha cara a tapa todos os dias, abordando os bons e os momentos delicados, sempre com transparência”, divulgou.

 

Fonte: Hiper Notícias – DANNA BELLE

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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