A 3ª edição do VMB Hip Hop, que reúne artistas mulheres em apresentações de música, dança, grafite e outras performances, será realizada no dia 25 de maio, em Cuiabá. Com entrada gratuita, o evento ocorre no Espaço Cultural Casa Silva Freire, a partir das 17h. Entre as atrações, a cantora e compositora Drik Barbosa, que tem se destacado na nova geração do rap no país.
O evento é realizado pelo Movimento Vambora, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar. A programação conta, ainda, com apresentações de música e poesia das artistas mato-grossenses Luciane Carvalho, Pacha Ana, Karla Vecchia, Rapper Azul e Shirley Black e DJ Pri Pires.
Além das apresentações culturais, o evento envolve competições com premiação em dinheiro, que incluem breaking dance, performances de ballroom, campeonato de basquete e batalha de grafite. O evento terá praça de alimentação e brinquedos. “O VMB é resultado de uma demanda crescente do movimento hip hop em Mato. Dessa vez, construímos uma edição inteiramente dedicada a artistas mulheres, que enfrentam ainda mais desafios para viabilizar suas produções e expressões. Frente a isso, ainda apresentam uma potência criativa e qualidade artística que precisa ser visibilizada”, explica Silvana Cordova, presidente do Movimento Vambora.
Drik Barbosa é uma artista brasileira que ficou conhecida pela participação na música Mandume, de Emicida, entre outras parcerias com o artista. Em 2018, lançou o EP de rap Espelho, que também tem influências de soul, funk e hip-hop. Em 2019, compôs uma música para a série ‘Carcereiros’, da Rede Globo.
Em seu álbum Drik Barbosa (2019), a artista canta sobre lembranças e vivências de uma mulher negra no Brasil. O trabalho tem participações de Gloria Groove, Karol Conka, Emicida, Luedji Luna e Rael.
Seu mais recente trabalho é o projeto ‘Nós’, no qual a artista aborda o resgate da humanidade, a importância do afeto na vida das pessoas e traz mensagens de empatia, resistência, esperança e união.
(Com informações da assessoria)
Serviço | VMB Hip Hop – 3ª edição
Data: Sábado (25.05) Local: Espaço Cultural Silva Freire (R. Um Jd. Buriti – Jardim Nossa Sra. Aparecida, Cuiabá-MT) Entrada: Gratuita
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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