Com as linhas de crédito da Desenvolve MT, Agência de Fomento de Mato Grosso, o Governo do Estado proporciona oportunidades para o crescimento e desenvolvimento de microempresas como a de Vinícius Ferreira, proprietário de uma loja de conserto e venda de ventiladores em Cuiabá.
Vinícius obteve crédito para ampliar o comércio. Com o recurso, ele reformou o local, comprou equipamentos e reforçou o estoque.
“Agora é só felicidade de vir trabalhar aqui num ambiente mais agradável, que abraça o cliente. Isso me deixa muito feliz, é um sonho realizado e espero melhorar ainda mais. A gente conseguiu melhorar a infraestrutura da loja com o valor que foi cedido pelo Estado, como empréstimo”, afirmou o empreendedor.
Antes de obter o crédito, Vinícius enfrentava dificuldades para expandir o negócio, até adquirir o crédito. Antes, ele só tinha uma mesa e ele só atendia serviços de manutenção.
O estoque também foi reforçado com a ampliação. “O estoque está cheio. A gente consegue atender melhor os clientes e é satisfatório prestar o serviço da melhor forma possível, tanto para mim quanto para eles”, disse.
Vinícius destacou os atrativos do financiamento oferecido pelo Governo do Estado em relação a outras opções que encontrou no mercado.
“Eu já tinha tentado empréstimo com algumas outras financeiras, só que a questão foi que era muito complicado conseguir aderir o empréstimo com um juro legal. Os juros estavam muito altos, e sem falar que é muito difícil conseguir aderir. Com o financiamento do Governo, os juros são baixos, a carência é de seis meses, o que facilita bastante”, enfatizou.
O impacto positivo do crédito na microempresa de Vinícius não só melhorou a infraestrutura e o atendimento ao cliente, mas também abriu novas perspectivas para o futuro. “Sim, acabando esse aqui, pretendo pegar o outro, para a gente melhorar ainda mais a loja, para ficar melhor para atender todo mundo e o estoque ficar sempre cheio”.
Linhas de crédito disponíveis
A Desenvolve MT oferece quatro linhas de crédito com 10 modalidades para atender o empreendedor mato-grossense. Sendo elas:
Desenvolve Empresarial: Possui duas modalidades, sendo a Invest e Invest Mix. A Invest Mix tem objetivo de financiar projetos de investimento associado a capital de giro e a modalidade Invest de projetos de investimento que envolvam ampliação e modernização de empreendimentos dos setores de indústria, comércio e serviços.
O valor financiado na linha é de até R$ 1,5 milhão, com prazo para pagamento de até 120 meses com taxas de juros de até 1,20% ao mês com bônus de adimplência de 30% para pagamento em dia.
Desenvolve Empreendedor: São duas modalidades, Mulher e Jovem Empreendedor, disponível para mulheres de todas as idades e jovens entre 18 a 29 anos que estejam começando um negócio, respectivamente. O valor a ser financiado é de até R$ 15 mil, com taxa de juros de 0,37% ao mês.
Desenvolve Transporte: Essa linha disponibiliza crédito para aquisição de motocicletas, veículos, táxi, vans, micro-ônibus e financiamento de kit conversor de Gás Natural – GNV. Modalidades: Motocicleta, Veículos, Táxi e Kit Gás.
Desenvolve Turismo: Financiamento de obra civil, máquinas e equipamentos e bens vinculados a projetos que envolvam implantação/ ampliação/ modernização com capital de giro associado. E também financiamento de veículos para empresas do trade turístico. Modalidades: Turismo Empresarial e Turismo Transporte.
As linhas de crédito da Desenvolve MT são destinadas para MEI e Micro e Pequena Empresa. O crédito a partir de R$ 15 mil até 1,5 milhão, depende linha de crédito escolhida e porte da empresa. Prazo de pagamento até 120 meses, prazo de carência de até 24 meses e taxa de juros a partir de 0,37% ao mês. Todas as linhas de crédito possuem bônus de adimplência de 30% para pagamento em dia.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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