Em duas abordagens distintas, policiais militares do 11º Batalhão da Polícia Militar apreenderam 59 porções de substância análogas à maconha, pasta base de cocaína e loló no município de Sinop (480 km de Cuiabá). Um adolescente de 15 anos foi apreendido e um jovem de 18 foi preso, durante as ocorrências, por associação criminosa e tráfico ilícito de drogas.
Na primeira ocorrência, as equipes estavam em patrulhas pelo bairro São Cristóvão e receberam denúncia de que havia um homem de calça jeans e camisa branca, comercializando entorpecentes aos fundos de um posto de combustível.
Os militares intensificaram o policiamento na região e identificaram um suspeito com as mesmas características apresentadas na denúncia. Ao perceber aproximação das equipes, o homem tentou fugir, mas foi alcançado e detido.
Os militares identificaram que se tratava de um adolescente de 15 anos. Ele portava uma bolsa preta com 22 porções de maconha e confessou que era responsável pela venda de drogas na região.
O menor já havia sido detido no dia anterior pelo mesmo delito. Ele e os produtos ilícitos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Segunda ocorrência
Ainda neste domingo, os policiais militares do 11º Batalhão receberam informações de que um homem também estaria vendendo drogas em um conjunto residencial, no bairro Jardim Roma.
Os militares se deslocaram para o local e flagraram dois homens em atitude suspeita na Rua Projetada 2, momento em que um deles correu para uma região de mata e outro foi detido em flagrante. O suspeito, de 18 anos, portava 36 porções de pasta base de cocaína e uma de loló. Ele confessou ser o proprietário dos entorpecentes.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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