Mato Grosso

Polícia Civil prende homem que descumpria medidas protetivas e perseguia ex-companheira

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Um homem teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (11.09), em uma ação realizada pelos policiais civis da Delegacia de Itaúba, por descumprir medidas protetivas de forma reiterada.

O suspeito, de 51 anos, estava separado da vítima, de 38, desde o início do ano. Mas ele não aceitava o fim do relacionamento e, constantemente, procurava a ex-companheira, que chegou a registrar três boletins de ocorrência depois da decretação das medidas protetivas.

Em um dos casos, ocorrido no mês de março, o suspeito invadiu o quintal da residência da vítima e fingiu passar mal, como forma de desculpa para entrar na casa da ex e pedir para reatar o relacionamento. Ele também chegou a abordar o filho do casal.

No mês de maio, a vítima registrou outro boletim de ocorrência em que relatava que o ex-marido a perseguia pelas ruas, solicitando que ela retirasse as medidas protetivas e também ficava na porta da sua casa para acompanhá-la quando ela saía.

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Posteriormente, o suspeito passou a procurar o filho da vítima em seu local de trabalho, ocasião em que proferiu ameaças em que mandava expulsar o o namorado da mãe da casa, caso contrário sobraria para ele.

Diante das reiteradas situações de descumprimento de medida protetiva e violência psicológica, foi representado pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça e cumprido pelos policiais da Delegacia de Itaúba, nesta quarta-feira (11).

Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi encaminhado para a delegacia para as providências cabíveis e posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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