Turismo

Rotas do Vinho: veja roteiros por mais de 60 vinícolas em São Paulo

Publicado

Rotas do Vinho: veja roteiros por mais de 60 vinícolas em São Paulo
Malu Jansen

Rotas do Vinho: veja roteiros por mais de 60 vinícolas em São Paulo

O estado de São Paulo está inaugurando o programa Rotas do Vinho de São Paulo , que realizou um mapeamento das vinícolas de maior destaque no estado. O objetivo da iniciativa é explorar o potencial turístico da região e fazer com que as vinícolas paulistas se tornem referência – assim como se vê na Serra Gaúcha , por exemplo.

Ao todo, 66 vinícolas foram integradas ao mapeamento, que foi dividido em cinco rotas: Circuito das Frutas , Rota dos Bandeirantes , Alta Mogiana , Alto da Mantiqueira e Serra dos Encontros .

As vinícolas selecionadas devem seguir alguns critérios estabelecidos pela rota, como estarem devidamente cadastradas e regulares nos órgãos públicos, conhecer e divulgar os demais membros de sua própria rota e realizar pelo menos uma das seguintes atividades: vinhedo, vinificação, degustação, alimentação ou restaurante, hospedagem e capacitação de colaboradores para recepção do turista.

O Governo de São Paulo também montou um mapa interativo que permite visualizar de uma vez só todas as vinícolas incluídas pelo guia – veja aqui .

Conheça as 5 Rotas do Vinho de São Paulo

Circuito das Frutas

O Circuito das Frutas , que tem Jundiaí como principal polo, possui grande variedade de microclimas – o que propicia safras únicas entre as vinícolas. Pertinho de São Paulo , a região é ótima para um bate e volta – saiba mais sobre o Circuito das Frutas aqui .

Leia mais:  Pela primeira vez na história, Salão do Turismo será realizado no Nordeste

Rota dos Bandeirantes

São Roque , a apenas 53 km de São Paulo , é a cidade onde estão todas as vinícolas da Rota dos Bandeirantes . São 13 vinícolas que se espalham pela Estrada do Vinho da cidade, com produções pequenas e familiares.

Continua após a publicidade

Alta Mogiana

Já a rota de Alta Mogiana fica no interior do estado, na região de Ribeirão Preto . Por ali, o forte é a produção de café – mas a famosa “terra roxa” da região, junto a um clima favorável e altitudes mais elevadas, proporciona ótimas produções vitivinícolas, com vinhos encorpados e aromáticos.

Alto da Mantiqueira

Na região do Alto da Mantiqueira , o clima mais ameno somado à altitude da Serra da Mantiqueira formam o cenário ideal para a produção de vinhos, em especial os vinhos brancos e espumantes. A região compreende destinos como São Bento do Sapucaí , Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão .

Serra dos Encontros

Também na Serra da Mantiqueira , bem próxima da divisa com Minas Gerais, a Serra dos Encontros é a casa de alguns dos rótulos mais sofisticados em São Paulo . Assim como nas rotas anteriores, o clima frio com as altitudes elevadas propiciam as condições ideais para a maturação de vinhos.

Leia mais:  Pedra famosa de Florianópolis corre risco de tombamento por erosão; veja vídeo

Bônus

Há, ainda, um sexto grupo que inclui outras vinícolas que não se encaixam nas categorias acima, com mais dez vinícolas:

Leia tudo sobre São Paulo

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Transcarioca: saiba mais sobre a 1ª trilha de longo curso do Brasil, que une a Mata Atlântica aos cartões-postais do RJ

Publicado

Quem se aventura pela Mata Atlântica na cidade do Rio de Janeiro logo se depara com charmosas setas amarelas pintadas pelo caminho. Dentro do contorno de uma pegada de bota, um detalhe simpático chama a atenção: o Cristo Redentor, de braços abertos, carrega uma mochila nas costas. Essa sinalização icônica guia os passos de quem desbrava o Parque Nacional da Tijuca, por onde passa a Trilha Transcarioca – a primeira trilha de longo curso estabelecida no Brasil.

Ela cruza a capital fluminense em um percurso de aproximadamente 180 quilômetros, interligando a Barra de Guaratiba, na Zona Oeste, ao Morro da Urca, na Zona Sul — bem aos pés do Pão de Açúcar.

Para quem busca aliar ecoturismo, história e paisagens urbanas, a rota surge como um dos itinerários mais completos do país, revelando mirantes pouco conhecidos, ruínas históricas e a rica biodiversidade nativa.

Inspiração

Idealizada originalmente em 2000, a iniciativa foi inspirada em modelos internacionais como a Appalachian Trail, nos Estados Unidos, e a Te Araroa Trail, na Nova Zelândia. Mais do que um atrativo turístico, ela funciona como um verdadeiro corredor ecológico que ‘costura’ a Cidade Maravilhosa.

Essa imensa linha verde conecta nove unidades de conservação de proteção. O visitante atravessa o Parque Natural Municipal de Grumari, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Parque Nacional da Tijuca e os parques naturais municipais da Cidade, da Catacumba, Fonte da Saudade, José Guilherme Merquior e da Paisagem Carioca, chegando ao Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca.

Além disso, o trajeto também se conecta a outras áreas protegidas e culturais, como o Sítio Burle Marx, o Parque Estadual da Chacrinha, o Museu do Açude e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Leia mais:  Sistema do Movimento Turismo que Protege já está no ar

Versatilidade

Uma das grandes vantagens da Trilha Transcarioca é a sua versatilidade. Ela não precisa ser feita de uma só vez, podendo ser percorrida tanto na sua integralidade quanto em seções independentes, de acordo com o interesse, o preparo físico e a disponibilidade de tempo de cada usuário.

O trajeto total é dividido em 25 trechos, que variam em distância, tempo de caminhada e nível de dificuldade.

Trechos

Quem começa a jornada em Barra de Guaratiba encontra trechos de nível moderado a difícil, passando por praias desertas como as do Meio e do Inferno, além da famosa Pedra do Telégrafo.

Avançando pelo Maciço da Pedra Branca, o aventureiro é recompensado com cachoeiras, calçamentos coloniais e o acesso ao Pico da Pedra Branca, o ponto mais alto da cidade.

Ao entrar no Parque Nacional da Tijuca, a trilha ganha contornos históricos e florestais densos. Os trechos levam a atrativos clássicos como a Cascatinha Taunay, o Bico do Papagaio e a Mesa do Imperador. É nessa região que o trilheiro encontra o percurso mais rápido de toda a rota, ligando a Mesa do Imperador à Vista Chinesa em cerca de 40 minutos.

Logo em seguida, os caminhos passam pelas Paineiras e oferecem o esperado acesso ao Corcovado, permitindo ver de perto o Cristo Redentor com sua vista panorâmica da Zona Sul.

A reta final da Transcarioca abraça o cenário urbano, com trechos de curta duração. A rota desce pelo Parque Lage, contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas através do Parque da Catacumba e segue em direção a Copacabana e Botafogo. O encerramento do circuito acontece na famosa Praia Vermelha, onde o último trecho sobe até o Morro da Urca, proporcionando um visual inesquecível da Baía de Guanabara.

Leia mais:  Brasil preside 124 reunião do Conselho Executivo da ONU Turismo, na Arábia Saudita

Sustentabilidade e educação ambiental

Além de se consolidar como um produto turístico de destaque para o Brasil, a Trilha Transcarioca desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico sustentável, estimulando a geração de emprego e renda no entorno das unidades de conservação. O fluxo de viajantes fomenta o comércio local, o guiamento de turismo e o ecoturismo consciente em áreas que antes eram pouco visitadas.

O manejo constante e a existência da trilha funcionam também como uma ferramenta viva de educação ambiental. Ao caminhar pelos trajetos, os visitantes aprendem na prática sobre a importância de proteger ecossistemas da Mata Atlântica, que incluem áreas de restinga, manguezal, praias, costões rochosos e florestas de altitude.

Essa experiência transforma o turismo em um ato de preservação, garantindo que o patrimônio natural do Rio de Janeiro continue protegido para as próximas gerações.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UCs). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejadas. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada nas cores preta e amarela e pode personalizar sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas. Porém, não se resume apenas a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como por exemplo, cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana