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Caledonian Sleeper: como é viajar no trem entre Londres e Escócia

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Caledonian Sleeper: como é viajar no trem entre Londres e Escócia
Maurício Brum

Caledonian Sleeper: como é viajar no trem entre Londres e Escócia

Para brasileiros pouco acostumados a trens de longa distância, essa modalidade de transporte muitas vezes é uma atração à parte quando se viaja para a Europa. Mas, mesmo em um continente afeito ao modal ferroviário, trens noturnos com direito a cabines que lembram quartos são cada vez menos comuns. Uma das exceções mais famosas é o Caledonian Sleeper , que conecta Inglaterra e Escócia .

Além de proporcionar uma experiência rara – mesmo em solo britânico, só há um outro serviço noturno nesse estilo, o Night Riviera , entre Londres e a Cornualha –, o Caledonian Sleeper pode ser uma alternativa para economizar uma noite de hospedagem. Se você já pretende viajar da capital inglesa para uma das grandes cidades escocesas, pode ser uma boa alternativa já investir nessa passagem em vez de uma noite em um hotel, hostel ou Airbnb.

O que é o Caledonian Sleeper?

Caledonian Sleeper , na verdade, é o nome dado a trens que percorrem diferentes trajetos, com linhas entre Londres e as principais cidades escocesas. Embora o terminal em solo inglês seja sempre a capital, na Escócia o trajeto se divide em cinco destinos importantes, com bifurcações pelo caminho: Edimburgo , Glasgow , Inverness , Aberdeen e Fort William .

Além disso, o trem para em quase 50 estações, com os destinos específicos dentro da Escócia podendo mudar dependendo do trecho final escolhido pelo viajante. Com isso, tanto preços como duração mudam: o trajeto pode levar de 8 a 13 horas, conforme o local onde você deseja chegar.

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@caledoniansleeper

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♬ Aesthetic – Tollan Kim

+ Veja também como é viajar no trem low cost Lumo entre Londres e Edimburgo

Quanto custa viajar no Caledonian Sleeper?

Nos caminhos mais frequentes, entre Londres e Edimburgo ou entre Londres e Glasgow , um assento comum sai por £ 50, e beliches nas cabines custam a partir de £ 240 por passageiro no “quarto” mais básico.

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O preço é um pouco mais salgado para a linha que vai aos destinos das Highlands , como Inverness : o assento comum custa £ 55, mas os preços podem chegar até a £ 425 na suíte dupla, que é a cabine com mais comodidades.

Há quatro modalidades de passagem:

  • Seat: sempre a opção mais barata, a experiência no assento simples não se difere muito daquela de outros trens, com um assento reclinável, com suporte para as pernas e para a bandeja de alimentação. Há serviço de bordo. O preço costuma ficar entre £ 50 e £ 55 (cerca de R$ 365 a R$ 400*).
  • Classic: é a cabine mais básica do trem, com um beliche e uma pia. A reserva garante a cabine inteira, mesmo para quem viaja sozinho, e para grupos maiores há possibilidade de pedir “quartos” conectados. Há room service . O valor oscila de £ 200 a £ 265 (R$ 1.455 a 1.925*).
  • Club en-suite: a cabine ainda tem beliches, mas inclui o diferencial de um banheiro com chuveiro. Essa passagem também inclui café da manhã na cabine, acesso ao vagão-restaurante (Club Car) e ao lounge na estação. A média de preço vai de £ 250 a £ 300 (R$ 1.815 a 2.180*).
  • Caledonian Double en-suite: a suíte superior, opção mais cara do trem, inclui todas as comodidades da versão Club, mas em vez do beliche há uma cama de casal “de verdade”. Preços de £ 360 a £ 425 (R$ 2.615 a 3.090*).

*Consulte a cotação do dia

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Confira mais informações no site da Caledonian Sleeper .

Outras dicas de viagem

Os valores são influenciados pela distância e reajustados periodicamente, mas não mudam de acordo com a época do ano – é o mesmo valor para baixa ou alta temporada, bem como nas datas próximas de feriados (mas, quanto a isso, vale um alerta: o trem não opera aos sábados). O que muda conforme o período é a procura, e as passagens podem não estar disponíveis dependendo da data desejada e de quão perto dela você tentar a reserva.

@caledoniansleeper

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♬ original sound – Cal Sleeper

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Especialmente se você quer economizar ou busca a experiência mais luxuosa, é bom se planejar com muita antecedência: tanto os assentos baratos quanto a suíte dupla do Caledonian costumam esgotar rápido (os primeiros pelo baixo preço, as últimas porque há poucas disponíveis). Quem escolhe mais perto da data da viagem, normalmente só tem as opções intermediárias à disposição – muitas vezes, nem isso.

Se você viaja com crianças pequenas, vale observar que as cabines são muito pequenas para receber um berço. Os operadores do trem advertem que é preciso dividir a cama ou assento com elas (crianças de 4 anos ou menos não pagam passagem se estiverem acompanhadas de um adulto).

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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