Londres: Oxford Street deve virar rua 100% para pedestres
Após décadas de discussão, um velho sonho do governo de Londres parece estar a ponto de sair do papel: a conversão da Oxford Street, a mais movimentada rua comercial da Europa, em uma área livre de carros nos próximos anos.
O anúncio de “novos planos” para tornar o local um espaço totalmente voltado a pedestres foi feito pelo prefeito da capital inglesa, Sadiq Khan, em uma postagem no Instagram em setembro . Ainda não há um cronograma para a conclusão total dos trabalhos, mas em um primeiro momento o projeto prevê a revitalização do trecho oeste da rua até 2027.
Ideia é reverter declínio da rainha das “high streets”
Segundo números do governo de Londres, mais de meio milhão de pessoas cruzam pela Oxford diariamente. Com cerca de 300 pontos comerciais, ela é a mais famosa “high street” – nome tradicionalmente dado à principal rua de uma cidade britânica, onde a maioria das lojas e bancos se instalava – da Inglaterra.
Loja de departamentos Debenhams, fotografada em 2016, foi uma das gigantes varejistas que quebraram na pandemia Philafrenzy/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
Nos últimos anos, porém, a Oxford Street tem enfrentado tempos de crise. O colapso das vendas durante a pandemia fez vários espaços saírem da região – uma lista de baixas que envolveu até os estabelecimentos mais simbólicos, como a loja de departamentos Debenhans, cuja rede fechou as portas no país inteiro em 2021.
Mesmo com a gradativa recuperação econômica no pós-Covid, muitos pontos tradicionais desapareceram ou mudaram suas características.
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“A Oxford Street um dia foi a joia da coroa do setor varejista britânico, mas não há dúvida de que sofreu enormemente na última década. Uma ação urgente é necessária”, escreveu Sadiq Khan em seu anúncio do projeto que, afirma, vai devolver a região aos seus dias de glória.
Conversão em rua de pedestres é debate secular
Há quase 100 anos, políticos e cidadãos londrinos discutem maneiras de manter a Oxford Street atrativa. No começo do século passado, uma das primeiras mudanças radicais foi a proibição da circulação de cavalos e carroças, para acabar com o tráfego lento e reduzir os dejetos na rua.
Projeto resgatado agora foi proposto originalmente em 2017 Greater London Authority/Reprodução
Já a ideia de tirar os automóveis de cena começou a ser aventada ainda nos anos 1960, mas só começou a ganhar corpo na década de 1990. Mesmo assim, as discussões sempre encontraram obstáculos: enquanto alguns estudos apontam que entregar toda a rua para os pedestres seria benéfico para o comércio, muitos lojistas viam os dados com ceticismo, temendo um fluxo menor em função do desvio das rotas de ônibus e pontos de táxi que operam na área.
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Por muito tempo, a solução foi um meio-termo: restringir o tráfego de veículos e tornar a rua cada vez mais estreita, mas sem banir os carros. Agora, o projeto de Sadiq Khan – que foi proposto originalmente em 2017, mas só encontrou guarida no novo governo trabalhista britânico, empossado em julho –, quer dar um desfecho aos debates intermináveis.
Às margens do Rio São Francisco, Petrolina (PE) transforma a gastronomia regional e a produção de vinhos em atrativos imperdíveis para quem visita a cidade durante o São João. Com a estimativa de ter recebido mais de 1 milhão de visitantes ao longo de sua programação e de ter gerado um impacto econômico de R$ 325 milhões, o município é o cenário do quarto episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).
Batizado de “O Sabor da Festa”, o capítulo propõe um passeio pelo famoso Bodódromo, pelas vinícolas do Vale do São Francisco e pelas inovações culinárias que fazem de Petrolina um dos principais polos do turismo gastronômico no período junino.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade pernambucana é um exemplo de como diferentes expressões culturais fortalecem um destino. “Petrolina oferece ao visitante uma experiência que vai muito além dos shows. Aqui temos gastronomia, cultura popular e tradição às margens do Velho Chico, provando que o turismo se faz com a verdadeira identidade de um destino”, destaca.
Sabores que atraem (e surpreendem)
Quem pula o São João em Petrolina dificilmente deixa a cidade sem passar pelo Bodódromo. O complexo gastronômico – famoso por reunir restaurantes especializados em carne de bode e carneiro – torna-se parada obrigatória para os turistas. Segundo Leonardo Alves da Silva, gerente de um dos estabelecimentos mais tradicionais do local, o fluxo dispara nessa época. “A cidade fica lotada. O pessoal vem para almoçar ou jantar e, depois, segue para a festa. A gente reforça a equipe e se prepara porque sabe que o turista procura essa experiência autêntica”, afirma.
E a culinária sertaneja também abre espaço para a criatividade. Entre os atrativos mais curiosos revelados no episódio está o inusitado sorvete de caramelo de bode. Idealizador da sobremesa, José Veras conta que a ideia surgiu durante uma viagem em busca de novos ingredientes e acabou virando uma marca registrada da cidade. “O nosso carro-chefe, que é a cara de Petrolina e do sertão, é o sorvete de caramelo de bode. Nós o fazemos com a própria carne do bode, caramelizada”, explica.
O roteiro do paladar passa, ainda, pelas premiadas vinícolas do Vale do São Francisco. Lá, os visitantes acompanham de perto o processo de produção e degustam rótulos elaborados no coração do semiárido. Para Ricardo Henriques, profissional do setor, o enoturismo tem se consolidado como um pilar de atração do destino. “O turismo na região tem crescido e se estabelecido de forma muito forte. As pessoas vêm de fora para curtir o São João, mas aproveitam para visitar a cidade e vivenciar esse turismo de experiência”, relata.
Durante o ciclo junino, Petrolina acolheu viajantes de mais de 150 cidades brasileiras. A rede hoteleira operou com lotação máxima nos dias de pico, enquanto o comércio, os restaurantes e o setor de serviços colheram os frutos do aumento expressivo da demanda impulsionada pela grande festa popular.
Lançada pelo Ministério do Turismo, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade aos bastidores de cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
Por meio de 10 episódios de uma websérie para as redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre as pessoas que fazem a festa acontecer. A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais do país atua como engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.
Por Natália Moraes Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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