Policiais militares do 2º Batalhão de Barra do Garças prenderam um homem, de 53 anos, pelo homicídio de Johnnatan Ferreira Sales, na noite deste domingo (20.10), no município.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito esfaqueou a vítima, de 33 anos, durante uma discussão.
Por volta de 18h30, as equipes do 2º BPM foram acionadas para comparecerem em uma residência do bairro Cidade Velha, após receberem denúncias de que um homem teria sido esfaqueado por um colega de trabalho.
No local, testemunhas afirmaram que vítima e suspeito trabalhavam juntos e residiam na casa. Os populares também disseram que eles estavam consumindo bebidas alcoólicas durante todo o dia e iniciaram uma discussão, momento em que o suspeito pegou uma faca e golpeou a vítima.
As testemunhas também disseram que a vítima fugiu para um dos quartos da casa depois de ser ferida. Os policiais acionaram equipe do Corpo de Bombeiros, que constatou a morte de Johnnatan por perfuração na região do abdômen.
Os militares iniciaram diligências, com as características informadas sobre o suspeito, e localizaram o homem andando pelo bairro Santo Antônio. Ele foi abordado e detido, sem apresentar resistência, pela PM.
Em depoimento, o suspeito confessou o crime e disse que teria sido ameaçado e agredido pela vítima anteriormente. Diante da situação, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Delegacia de Barra do Garças para registro da ocorrência.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).
A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.
“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.
A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.
No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.
Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.
“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.
A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.
“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.
As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.
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