Mato Grosso

Sema promove capacitação para orientar procedimentos de autorizações e licenciamentos na Bacia do Alto Paraguai

Publicado

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) abriu inscrições para uma capacitação sobre procedimentos de autorizações e licenciamentos na Bacia do Alto Paraguai, em Poconé (a 104 km de Cuiabá), na próxima terça-feira (12.11).

O curso é direcionado a profissionais que produzem projetos de limpeza e restauração campestre, ou licenciamento para supressão de vegetação e uso controlado do fogo.

A capacitação é presencial, das 8h às 17h, no Sindicato Rural de Poconé. Com carga horária de oito horas, estão sendo ofertadas 70 vagas. Os participantes serão certificados pela Escola de Meio Ambiente.

O curso abordará os assuntos Termos de Referência, Restauração e Limpeza Campestre, Supressão de vegetação nativa, Uso controlado do fogo, além do Manual Orientativo de julho deste ano sobre restauração e limpeza campestre.

A taxa de inscrição é solidária com a doação de itens como fraldas, leite ou produtos de higiene infantil. Os produtos arrecadados serão direcionados ao Programa Ser Criança desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), no município. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Leia mais:  Indea capacita técnicos para impedir entrada em MT de fungo que afeta plantações de mandioca

Serviço

Capacitação sobre procedimentos de autorizações e licenciamentos na Bacia do Alto Paraguai

Quando: terça-feira (12.11)

Onde: Sindicato Rural de Poconé – Avenida Dom Aquino, bairro Centro

Horário: das 8h às 17h

Inscrição solidária: Fraldas, leite ou produtos de higiene infantil (a serem doados para o Programa Ser Criança de Poconé)

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

Publicado

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

Leia mais:  Indea capacita técnicos para impedir entrada em MT de fungo que afeta plantações de mandioca

A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

Leia mais:  Justiça determina reintegração de imóvel na Jurumirim ao Estado de Mato Grosso

Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana