Em duas abordagens distintas, policiais militares do 11º Batalhão apreenderam, na noite desta sexta-feira (27.12), duas armas de fogo, 180 porções de substância análogas à cocaína e prenderam dois homens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, no município de Sinop.
No bairro Jardim Paulista, durante patrulhamento em decorrência da Operação Tolerância Zero, os policiais militares avistaram três homens em frente a uma residência, em atitude suspeita. Um deles fugiu em alta velocidade em uma motocicleta.
Os outros dois homens foram abordados e detidos em flagrante no interior do imóvel. Com um deles, as equipes flagraram um pacote com dez porções de cocaína e, próximo a ele, outras cinco porções do mesmo entorpecente. As equipes ainda identificaram que ele possuía uma mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, decretado pela 5ª Vara da Comarca de Sinop.
Já o comparsa foi flagrado com duas porções de cocaína. Questionados sobre a origem dos entorpecentes, os suspeitos alegaram que haviam outros ilícitos escondidos em um guarda-roupa de um dos cômodos do imóvel.
No local indicado, os policiais militares localizaram uma arma de fogo calibre 32, dois tabletes de maconha e outras porções fraccionadas, além de três balanças de precisão e materiais para comercialização das drogas. A dupla foi encaminhada à delegacia junto do material apreendido para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.
Já na zona rural do município, policiais militares da Patrulha Rural realizavam um bloqueio em um trecho da MT-243, momento em que receberam denúncia de que um homem, em uma motocicleta, teria abandonado uma suposta arma de fogo em uma região de mata.
Após o relato, as equipes se deslocaram ao local informado e identificaram que se tratava de uma espingarda calibre 32, contendo 10 munições. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado. O material apreendido foi entregue à delegacia para registro da ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.