Cuiabá

Prefeito flagra postinho vazio ao lado de policlínica lotada e anuncia medidas

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, anunciou que tomará medidas enérgicas contra equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que se recusarem a atender pacientes que buscam atendimento por demanda espontânea. A decisão foi tomada após o prefeito flagrar superlotação na Policlínica do Pedra 90, enquanto o postinho do bairro, que fica ao lado, estava vazio.

O monitoramento do prefeito foi feito direto de seu gabinete. Segundo Abilio, não há justificativa para o desequilíbrio no atendimento. “Não podemos deixar as UPAs lotadas e as UBSs vazias. Não vou aceitar isso. A média de atendimentos nas unidades básicas de saúde é de 10 consultas por dia nos consultórios médicos. Não podemos aceitar isso”, afirmou.

O prefeito informou que solicitou ações imediatas de seus secretários adjuntos, que foram orientados a visitar cada UBS para comunicar aos servidores que a recusa no atendimento será tratada com rigor. Caso persistam as negativas, toda a equipe poderá ser substituída.

A medida visa equilibrar o fluxo de atendimentos, especialmente considerando que a maior parte dos pacientes que procuram as UPAs e policlínicas são classificados com o protocolo de triagem verde, ou seja, casos de baixa complexidade que poderiam ser resolvidos nas UBSs.

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Abilio também destacou que instalou câmeras de segurança em todas as unidades de saúde para monitorar o fluxo de pacientes. Nesta quarta-feira (22), ele apontou a situação da Policlínica do Pedra 90, que estava superlotada, enquanto a UBS próxima registrava apenas três pacientes em atendimento.

“Não existe justificativa para isso. Precisamos utilizar melhor a estrutura disponível para atender a população com qualidade e eficiência”, finalizou o prefeito.

Com essas medidas, a gestão municipal busca reorganizar os serviços de saúde e garantir que todas as unidades cumpram seu papel no atendimento à população.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá reforça que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são obrigadas a atender demandas espontâneas da população, conforme preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse atendimento é garantido pela Portaria Municipal nº 001/2025/SMS, de 08 de janeiro de 2025, assinada pela secretária de Saúde Lúcia Helena Barboza Sampaio, que determina expressamente a obrigatoriedade das UBSs em atender a todas as demandas espontâneas, assegurando o direito da população ao acesso à saúde.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

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O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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