Cuiabá

Defesa Civil de Cuiabá vistoria casas inundadas na região do Pedra 90

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A Defesa Civil de Cuiabá vistoriou, nesta terça-feira (28), a estrutura de quatro casas que ficaram submersas no Loteamento Sampaio, na região do bairro Pedra 90, em Cuiabá. A área foi afetada pela chuva ocorrida no dia 12 de janeiro, que acumulou 91 mm de água.

O diretor da Defesa Civil, Ozeias Souza, afirmou que as casas ficaram isoladas e as famílias precisaram deixar o local. Ele explicou que, após o dia 12, o local foi atingido por novas pancadas de chuva, o que agravou ainda mais a situação.

“Os terrenos estão situados em uma área significativamente mais baixa em relação ao nível da rua, e os moradores vão precisar aterrar o local. Toda vez que chover, vai alagar. Para resolver a situação, o primeiro passo é realizar o aterramento, utilizando entre 10 e 15 caminhões de terra, o que ajudará a amenizar o problema. Também estamos estudando uma forma de drenar essa água. É importante agir rapidamente, pois, se chover, as casas poderão ser inundadas novamente”, destacou o diretor.

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A psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Pedra 90, Claudina Lorenzon, também participou da vistoria. Ela acompanha a situação de Altamir Araújo, um dos moradores afetados pelo alagamento, e realiza os encaminhamentos necessários para que ele possa requerer o auxílio emergencial.

“Procuramos o CRAS no dia 15. Eles nos ajudam com as cestas básicas também. Minha casa ficou largada, está submersa. Fui abrigado por uma vizinha que me cedeu um espaço. Estou esperando para voltar. A equipe do CRAS vem fazendo a parte deles”, relatou Altamir Araújo.

Auxílio emergencial

O prefeito Abilio Brunini assinou, na sexta-feira (24), o decreto que regulamenta o auxílio emergencial de R$ 1.000, a ser pago em parcela única, aos cidadãos e famílias que tiveram suas residências inundadas pelas fortes chuvas registradas em Cuiabá.

Os interessados em receber o auxílio emergencial deverão comparecer a uma unidade do CRAS para preencher um formulário de solicitação do benefício, apresentando um documento de identificação, como RG, CPF ou CNH. Também será necessário apresentar um extrato bancário ou cópia do cartão bancário, além do laudo técnico emitido pela Defesa Civil de Cuiabá, comprovando que o imóvel foi atingido por desastre natural.

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#PraCegoVer

A imagem mostra o momento da vistoria da Defesa Civil de Cuiabá no Loteamento Sampaio, na região do bairro Pedra 90, onde quatro casas ficaram inundadas. Dois homens observam o imóvel, de madeira e isolado com água ao redor. Abaixo, há uma galeria que mostra as fotos da condição do terreno e o acúmulo de grande volume de água parada no local.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

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O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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